Continue lendo os seus conteúdos favoritos.

Assine o Estado de Minas.

price

Estado de Minas

de R$ 9,90 por apenas

R$ 1,90

nos 2 primeiros meses

Utilizamos tecnologia e segurança do Google para fazer a assinatura.

Assine agora o Estado de Minas por R$ 9,90/mês. ASSINE AGORA >>

Publicidade

Estado de Minas

Em 2020, inteligência artificial vai transformar a vida das pessoas


postado em 06/02/2020 04:00


(foto: pixabey)
(foto: pixabey)




Se a música encontrou sua solução, agora é hora de as pessoas entenderem que informação de qualidade tem custo e bons profissionais envolvidos’
Infidelidade digital

Em 11 de maio de 2015, foi publicado um artigo que eu escrevi para a versão digital da revista RollingStone. O assunto era sobre as mudanças que estavam para acontecer na indústria da música com a chegada do formato digital, incluindo aí as plataformas de streaming e como aspessoas estavam reagindo a essa transformação.

Passados quase cinco anos, vejo que estava certo em boa parte das minhas previsões, mas uma delas eu não consegui perceber na época. O formato de comercialização da música passaria de venda de produto para prestação de serviço. Explicando melhor: até pouco tempo atrás, quando se gostava de uma música, comprávamos um CD para escutá-la, principalmente no carro ou em casa. Hoje, para escutar música,  fazemos assinatura de um prestador de serviço que disponibiliza um acervo gigantesco que podemos utilizar na hora em que quisermos, onde quisermos.  Hoje, os carros e computadores nem vêm com dispositivos para escutarmos CD. Isso significa que estamos sendo forçados a nos digitalizar.

Em 2015, havia muita choradeira dizendo que o futuro da música era complicado e que os artistas dificilmente viveriam de seu trabalho. Todo esse pessimismo acabou, os ajustes foram feitos e novamente a roda voltou a girar. Isso gerou um imediatismo em busca de recuperar o dinheiro perdido, mas nada que o tempo não fizesse voltar as coisas ao ritmo normal.

A mudança no formato de comercialização mudou o comportamento das pessoas. Antes sabíamos muito de pouco artistas, pois escutávamos os álbuns do início ao fim. Como hoje em dia temos acesso a quase todas as músicas, não ficamos mais presos a poucos nomes.

Por isso, falo que estamos passando por um período de infidelidade digital. Estamos livres para escutar o que quisermos. Nossa relação passou a ser com as canções. Mas isso não acontece somente com o mercado musical. A infidelidade digital é a própria essência dos sites que fazem comparação de preço. A importância e a solidez de uma marca perderam muito espaço nesse tipo de comparação. Ainda nos prendemos a algumas marcas com que temos relação afetiva, mas a traição fica bem sedutora ao olharmos somente para os preços. É a velha história do anjinho e o capetinha. Um tentando te mostrar que é importante não mudar, e o outro dizendo que existe um mundo novo com novas opções mais baratas.

Tivemos um aumento absurdo de informações disponíveis para nos auxiliar nas decisões e o grande trabalho agora é saber selecionar o que nos importa. Acredito que esse exagero de noticias falsas, as famosas fake news, seja a chave para a mudança da indústria da informação.  Se a música encontrou sua solução, agora é hora de as pessoas entenderem que informação de qualidade tem custo e bons profissionais envolvidos. Para isso existem os veículos de comunicação e suas assinaturas.


*Para comentar, faça seu login ou assine

Publicidade