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Fernanda Bicalho diz que o conceito de luxo mudou

Relações institucionais do Grande Hotel de Araxá afirma que se nos anos 80 o sinônimo de luxo era glamour cheio de dourados, hoje é serviço e bem-estar


12/12/2022 04:00 - atualizado 11/12/2022 23:32

Fernanda Bicalho sorri, olhando para a câmera
Fernanda Bicalho afirma que o Grande Hotel de Araxá vive novo momento de sua história (foto: Paulo Márcio/divulgação)

 
Fernanda Bicalho começou a trabalhar muito cedo, na adolescência, com a mãe, Henriete Zatar, na Quatro e 15, uma das lojas mais frequentadas pela alta sociedade de BH. O luxo e a criatividade das criações de Henriete eram o carro-chefe.
 
Figura querida da cidade, Fernanda foi ganhando amigos e admiradores. Deixou a moda de lado e, sempre interessada no conhecimento, graduou-se nas áreas de direito, marketing, administração, comércio exterior e educação.
 
Mãe de Gabriela e Eduardo, a elegante Fernanda é referência para os amigos, que a querem sempre por perto seja para um conselho, um bate-papo agradável ou pelo prazer de sua companhia. Agora, a mineira assume novo desafio profissional. Como relações institucionais do Grande Hotel de Araxá, ela tem os dias corridos entre Belo Horizonte e aquela cidade do Alto Paranaíba.
 
Ao assumir o posto de relações institucionais e projetos especiais do Grande Hotel, você inicia outro momento em sua carreira. Qual é o grande desafio deste momento?
O reposicionamento de alto padrão do Grande Hotel de Araxá é um presente para o setor da hotelaria, para Minas Gerais, para o Brasil e, principalmente, para os hóspedes. Ser desafiada a construir essa revitalização me entusiasma muito! Faço de corpo e alma, porque é uma honra cuidar do Grande Hotel, essa joia que nós temos. As possibilidades são várias, é um trabalho extenso. Durmo e acordo pensando em como apresentar esse nosso patrimônio para que muitas pessoas usufruam do poder das águas, deste monumento recheado de história e cultura, para que tenham a oportunidade de desfrutar de momentos únicos de bem-estar.
 
Você começou a trabalhar aos 16 anos com sua mãe, Henriete Zatar, no mercado de luxo. Como você avalia a evolução deste segmento?
O luxo hoje tem novos conceitos, novos olhares e perspectivas. Nos anos 80, luxo era glamour, cheio de dourados, de cores e de assinaturas de grife. Hoje, luxo é serviço, é conveniência, é cuidar de si, é hospitalidade, bem-estar, produtos de origem, contato com a natureza, lazer com descanso, experiência única com propósito. É se encontrar consigo mesmo, na essência.

Seu avô materno, o comerciante libanês Jayme Zatar, vendia tecidos finos. Sua mãe, Henriete, foi um dos nomes mais respeitados do mercado da moda. Seu pai, Marcus Bicalho, conhecedor da gestão pública e das relações institucionais. O que você herdou deles? Como essa herança influenciou sua vida profissional?
Acredito que aprendi a ter o trabalho como pilar importantíssimo da vida, aprendi a trabalhar com a ética e a estética em paralelo. Ser descendente de libaneses é um presente para mim. Ser filha do comércio, das cores e sabores, dos exageros vindos da origem árabe-libanesa me encanta. Libaneses têm um gosto especial pela mesa farta, bonita, rica, decorada e enfeitada, rodeada de amigos e família. Busco trazer isso para o meu dia a dia. O meu lazer é receber amigos e fazer mesas assim. Em relação à minha mãe – elegante por natureza, que sempre esteve à frente do seu tempo conduzindo um comércio de alta moda –, aprendi o olhar refinado, a composição de cores, a desenhar e identificar produtos de qualidade. Somado a isso, recebi ensinamentos fundamentais do meu pai sobre comunicação, interlocução e gentileza. Uma honra toda essa herança.

Você é formada em direito pela UFMG, pós-graduada em marketing e administração pública e comércio exterior, tem mestrado em educação. O que a atrai no contato com o público, seja na moda, área educacional, gastronomia ou setor público?
Adoro pessoas, grupos, viver “entre”. Adoro estudar comportamentos, avaliar cenários, participar das realidades, compreender as situações com mais profundidade. Me encanta o ser humano, suas peculiaridades. Falo muito, escuto muito, me interesso pela história do outro. Sou uma pessoa coletiva. Penso muito no coletivo, em como transformar, fazer melhorias, criar possibilidades, ampliar em prol de outros. Todos os meus trabalhos nos setores público e privado, todos os estudos, dissertação, etc. tiveram esse viés. No mestrado, o tema estudado foi o gesto profissional, a formação ao longo da vida. A pessoa em eterna construção.

Como você vê o futuro das relações pessoais, cara a cara, neste mundo cada vez mais digital, com canais virtuais amplificados pela pandemia?
As pessoas se nutrem convivendo com outras pessoas. E as pessoas vivem melhor circulando, saindo às ruas, viajando. Isso é inabalável. O maior exemplo do desejo de estar junto e de circular é o overbook nas reservas de hotel, nos volumes de festas de fim de ano contratadas, nos voos lotados nos aeroportos. On-line e off-line estão aí para conviver em paralelo, simultaneamente.

O Grande Hotel Araxá está sendo reaberto. Quais são as prioridades do empreendimento?
O “bem-estar bem” é desejo de todos. O Grande Hotel de Araxá tem a vocação de promover o bem-estar. Foi projetado pra isso, com suas fontes, o poder de suas águas. É um espetáculo da natureza. Desde sua concepção e inauguração, em 1944, cientistas, projetistas e estudiosos se uniram, investiram e promoveram o potencial que ali existia. Termas com jornadas de bem-estar. Banhos e massagens incrivelmente contextualizados num cenário arquitetônico único. Mármores, ferragens, vitrais, história, ambiente e cultura estão renovados para receber hóspedes que buscam os destinos que têm propósito, que têm verdade, que são únicos. Estamos prontos, com hotelaria de alto padrão, com a hospitalidade mineira, e com os mármores e vitrais impecavelmente lustrados. Esperamos todos para construir novas histórias neste monumento histórico que é o Grande Hotel Termas de Araxá. 

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