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Estado de Minas COLUNA HIT

Artistas falam de sua expectativa e do que não deve faltar em 2022

As perguntas foram respondidas por produtores, gestores, dramaturgos, atores e escritores na edição especial da Entrevista de Segunda, da Coluna HIT


27/12/2021 04:00 - atualizado 27/12/2021 16:28

Ilustração do Lelis sobre o que personalidades esperam de 2022

A última edição de 2021 da seção Entrevista de Segunda, publicada neste espaço, tem formato especial. Para saber o que algumas personalidades esperam de 2022, a coluna convocou produtores, dramaturgos, empresária, chef de cozinha, galeristas e gestores culturais. 


"O Brasil é um país maravilhoso, criativo, potente, com povo original, que tem contribuição muito bonita para dar à humanidade e ele precisa afirmar isso tudo em 2022", afirma o presidente da Academina Mineira de Letras, Rogério Tavares.

“O resultado do mercado de arte em 2021 foi bem positivo e está aquecido e atraente. A nossa galeria, que está com 40 anos, teve que se readaptar a este mercado novo, mas não deixando para trás o que sempre teve, que foi uma grande credibilidade e tradição”, diz Leila Gontijo, da DotART.

Ela conta que, com um outro olhar, atraiu novos clientes e novas cidades, “conquistando uma nova fase, pois estava recebendo uma galeria da minha mãe, que sempre foi diferenciada”. Para Leila, foi difícil começar sozinha, mas com o braço direito, Wilson Lazaro, reconquistou espaço no mercado e novos caminhos do mercado da arte hoje.

A cada um, a coluna também perguntou o que não pode faltar durante o ano, especialmente no setor em que atua.  Para o pesquisador sobre memória LGTBQIA+ Luiz Morando, por exemplo, "não podem faltar livros que continuem a dar visibilidade e proeminência às questões LGBTQIA ".

Cinema novo


2022 chega com esperança. A média de 50 empréstimos de livros por dia, em nossa recém-inaugurada biblioteca, nos traz a certeza do poder de transformação da cultura. No começo do ano, inauguraremos duas salas de cinema, com programação variada, voltada para festivais, mostras temáticas e filmes alternativos.

Tradição


No palco do nosso teatro e em nossas galerias não podem faltar os artistas locais, como manda a tradição de nossos editais de ocupação. Mais do que nunca, é hora de valorizar a cena mineira, de rever os amigos e de esperar uma volta à convivialidade. Que assim seja!

>> André Rubião, 
diretor de Cultura do Minas Tênis Clube

Reação


Apesar de termos atravessado um momento econômico e social muito complicado, a tendência é que as coisas melhorem em 2022. Os restaurantes são um termômetro muito interessante do que está por vir. Estamos entre os primeiros setores que sentem tanto os impactos negativos quanto os positivos no comportamento de consumo. Tenho visto que, nos últimos dois meses, cada vez mais as pessoas sentem confiança em sair de casa. A pandemia vai, de certa forma, ficando sob controle, na medida do possível, e o mercado começa a reagir. Tenho confiança e acredito que depois de fevereiro e dos meses de verão, que historicamente são mais tranquilos no nosso setor, aqui em BH a perspectiva é muito boa.  

Fresco
Puxando brasa para minha sardinha, peixinho na brasa do Turi não pode faltar à mesa.  

>> Cristovão Laruça, chef

Recomeço


Estou muito animado com a volta dos eventos presenciais e dos grandes shows aos palcos de Belo Horizonte. Depois de um longo e tenebroso inverno das artes, relegadas ao último lugar das preocupações de quem nos governa, BH terá uma temporada fervilhante de grandes eventos em seus teatros e casas de show.

Volta da alegria


Em março, a Blitz comemora 40 anos de carreira e se apresenta no Palácio das Artes. Em abril, Caetano Veloso inicia a turnê do seu novo disco, com dois shows na cidade. Alguns dias depois, quem se apresenta por aqui é Djavan! Em julho, o Prime Rock Festival realiza sua segunda edição na Esplanada do Mineirão. Ou seja, a primeira metade do ano tem tudo para compensar a longa espera pela volta da alegria, da emoção e do prazer único que é ir a um show ao vivo. E celebrar a certeza de que BH vai voltar a cantar!

>> Daniel Zago, produtor

Celebração


Tenho muita esperança de que 2022 traga as possibilidades dos encontros, das trocas e de muito trabalho e criação para a arte e a cultura. A programação prevista para o Palácio das Artes está rica, com muitas criações inéditas dos corpos artísticos da FCS, nas artes visuais e no cinema e em todas as linguagens artísticas. Novos trabalhos serão apresentados por artistas nacionais e também a celebração de ricas trajetórias de artistas diversos.

Variedade


Em 2022, não pode faltar nos palcos a diversidade da cultura brasileira, a riqueza da cultura de Minas e o espaço para novos talentos. Que seja um ano repleto de encontros!

>> Eliane Parreiras, presidente da Fundação Clóvis Salgado

Calma


Será mais um ano difícil. Teremos que controlar a nossa ansiedade em relação à pandemia e a esse desgoverno negacionista.

Herança


Tomo a liberdade de recomendar meu novo romance, “Herança”, que será publicado em 2022. O livro trata da questão do trauma geracional: como uma geração que vivenciou diretamente um trauma é capaz de reviver, retornar, transmitir e superar esse sofrimento. E como seus filhos e netos vão compreender e criar a partir desse acontecimento. No livro, há as três gerações falando, e o posfácio foi escrito pelo grande Christian Dunker.

>> Jacques Fux, escritor

Atenção


Perspectiva é de volta cautelosa, aprender a curtir a vida nas atuais circunstâncias e não permitir a reeleição de um genocida.

Música
“Você gosta dela”, canção do nosso novo disco, não pode faltar

>> João Ferreira, músico da banda Daparte

Vacinação


A perspectiva é de melhora, com a adesão às vacinas, principalmente no Brasil, que tem um histórico de um ótimo legado. Assim, naturalmente, podemos ter o retorno 100% de todos os setores ao longo do ano. Deus abençoe e ilumine a raça humana com a necessidade urgente dos cuidados com a natureza, a Amazônia e que o ar que respiramos seja puro e limpo.

O adeus

A música do Skank não pode faltar em 2022, já que teremos a turnê de despedida para um grande encontro com nosso público.

>> Lelo Zaneti, baixista do Skank

Humanismo


Penso que 2022 exigirá de nós muita paciência, excelente argumentação e disposição de convencimento para que haja uma mudança política e de mandatário no país. Será deprimente não conseguirmos retirar o representante do retrocesso e do reacionarismo de onde ele está. 2022 será decisivo para um futuro projeto humanista e progressista para o Brasil.

Leitura


Não podem faltar livros que continuem a dar visibilidade e proeminência às questões LGBTQIA .

>>  Luiz Morando, pesquisador sobre memória LGTBQIA

Acolhimento


Oferecer o melhor de mim pelo todo, encarando mais este tempo na Terra, como uma responsabilidade de desenvolver uma visão mais universalista e acolhedora  em novos projetos artísticos.  

Fazer artístico


Não podemos deixar de assistir às estreias. Precisamos fazer delas um motivo para reunirmos público, artistas e técnicos em um colóquio pela valorização e entendimento do fazer artístico.

>> Magdalena Rodrigues, presidente do Sated/MG

Simplicidade


Temos vivido tempos duros, e como não tivemos guerra, a pandemia nos ensinou, a duras penas, lições do pós-guerra: que menos é mais, que precisamos sair do singular para o plural, que a simplicidade é uma grande riqueza e um simples abraço, um grande presente! Que o próximo ano seja o tempo de cada vez mais fazer valerem esses valores de uma vida verdadeira, simples e mais fraterna. 

Pijama


Quanto ao guarda-roupa, o pijama passou a ser um traje de elevada importância neste tempo. Foi a peça mais usada para ficarmos no ninho, esse lar que temos percebido faltar a tantos que na rua vivem. Que esta veste-pijama nos lembre do quanto somos privilegiados e revele em nós o espírito de mudança necessário para lutarmos para minimizar as imensas diferenças sociais existentes em nosso país.

>> Mary Arantes, empresária

Guinada


Sempre fui muito otimista, esperançoso, e estou certo de que 2022 será bem melhor que 2021. Por que a gente vai preparar 22 para mudanças, para chegar a 23. Vamos trabalhar o 22 para regar, podar, cultivar para poder dar uma guinada. 21 foi muito triste porque faltou vontade política, ficamos sem positivismo vindo de cima. Faltou amor. Estava imperando ódio. 22 será uma arrancada para chegar em 2023 com mais felicidade e positivismo. O 22 será lugar onde vamos buscar força para consertar tudo.

Vander Lee
“Onde Deus possa me ouvir” é sugestão para ouvir durante o ano.

>> Maurício Tizumba, cantor, compositor e  multi-instrumentista

Reencontro


Espero uma renovação plena. Espero que a inteligência vença a ignorância, que a civilização vença a barbárie, que a cultura e a educação se estabeleçam com a força que elas precisam ter para fazer o nosso país avançar. Quero que 2022 seja o ano do reencontro do Brasil com ele mesmo, com o melhor que ele tem a oferecer ao mundo. Quero que 2022 seja um ano em que todo mundo encontre as artes, o teatro, o cinema. Que voltemos a lotar as casas de show, os teatros, as exposições de arte, os centros culturais e que a nossa Academia Mineira de Letras possa de novo receber muita gente presencialmente. E a cada vez se encontrar em torno das coisas boas da vida. 

Centenários


"Macunaíma", de Mário de Andrade, obra fundamental do Movimento Modernista, que vai completar, em 2022, 100 anos. É um livro que precisamos ler e reler. Depois, a biografia de Mário de Andrade, “Em busca da alma brasileira'', de Jason Tércio. É excelente biografia para entendermos esse personagem imenso que foi Mário de Andrade. Recomendo também toda a obra de José Saramago, que em 2022 completa 100 anos de nascimento.

>> Rogério Tavares, presidente da Academia Mineira de Letras

Movimentação
2022 irá exigir muita paz de espírito, e a arte tem papel fundamental nisso. Certamente, nosso palco vai estar movimentado, com música, teatro, experiências.

Cortina aberta
Para mim, o mais importante não é quem estará no palco, mas na plateia. Não há cultura sem público, não há artista sem público. É para ele que a cortina se abre. Chegamos a 22 de peito aberto .

>> Sandra Campos, gestora de planejamento e ação cultural do Cine Theatro Brasil Vallourec

Recomeço
As artes em geral trazem uma possibilidade de olhar para as coisas de uma maneira menos ingênua e conformista. Elas podem contribuir decisivamente para a construção de novos tempos, especialmente quando tudo parece ter naufragado, como agora. Minha perspectiva então é de que 2022 seja um ano de retomadas e novos encontros, para que tudo o que foi esquecido ou que está estagnado recomece. Não há nada pior em tempos obscurantistas do que não fazer: a hora é de continuar!

Em cena
E não se pode perder “Deus da carnificina”, com texto de Yasmina Reza, que a gente está fazendo com muito empenho e que estreia em fevereiro, em plena Campanha de Popularização do Teatro e da Dança.

>> Sérgio Abritta, dramaturgo

Criatividade


Espero que 2022 traga mais personalidade nas artes e menos decoração.

Privilégio


Não existe um artista melhor que outro. Existe o que nos emociona, que prende nosso olhar. E somos privilegiados por ter tantos talentos mineiros.

>> Tanit Faria, galerista

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