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Estado de Minas DA ARQUIBANCADA

Menin é mais um atleticano VIP no nosso manicômio

Empresário empresta ao Atlético sem juros nem correção, está a pagar seu dízimo na Igreja Universal do Reino do Galo


postado em 27/06/2020 04:00

O atacante Marrony, um dos reforços do Atlético nesta temporada: Galo vai montado um time competitivo com Sampaoli(foto: BRUNO CANTINI/ATLÉTICO)
O atacante Marrony, um dos reforços do Atlético nesta temporada: Galo vai montado um time competitivo com Sampaoli (foto: BRUNO CANTINI/ATLÉTICO)

Estará Sette Peles a descamar-se, e por trás de rabo de seta emergirá o homem certo na hora certa? Visto que a Terra plana dá voltas como um frisbee, será que ao fim e ao cabo gritaremos seu nome nas arquibancadas, conforme preconizou o próprio diabo? “E ninguém segura, o Sette Câmara é 100% Galoucura!” Será?

O que será que será, meu caro Chico, que andam combinando no breu das tocas? Ops, que Toca que nada, no breu da Cidade do Galo, digo, a nossa Meca. Descartada a hipótese de haver por aquelas plagas um pé de árvore em que se dê dinheiro, resta crer no atleticano doido, aquele que, como eu e você, sonega a mensalidade da escola para aplicar tudo na camisa nova do Galo – afinal, a necessária armadura para as múltiplas batalhas da vida.

Para a nossa sorte, o doido em questão é Rubens Menin. Por muito tempo, a luta de classes me fez desconfiar de sua pessoa; afinal, um colecionador de notas promissórias deve sempre torcer o nariz ao acumulador de notas de dinheiro. Pois bem, no lugar das narinas dou o braço a torcer: quando Menin empresta ao Atlético sem juros nem correção, está a pagar seu dízimo na Igreja Universal do Reino do Galo. E assim nos irmanamos nessa perigosa coalizão do rico com o pobre.

Ao que tudo indica, não há mistério: trata-se tão somente de um atleticano fanático, mais um doido no manicômio onde nos encontramos. Ao meu modo, também sou um Menin: tenho exercido o mecenato há anos, dilapidando o patrimônio contido em meu cheque especial para investir em qualquer coisa que julgue ajudar nas finanças do Galo – fronhas oficiais, espetos de churrasco do Atlético, uma granja inteira de Galos Doidos em gesso. Só não deixo meus bens em testamento para o Atlético porque não desejo importunar ninguém ao descarregar em Lourdes um caminhão de boletos vencidos.

Bem, sorte a nossa termos um mecenas de melhor qualidade. Tanta sorte, que me junto àqueles que se preocupam com Rubão, e que de antemão desejam saúde para o caso de ele espirrar. Sugiro à Cariogalo e à Galo Metal, duas torcidas que mandaram fazer as máscaras mais bacanas contra o coronavírus, que somem esforços na fabricação de um escafandro capaz de proteger Menin de forma definitiva. Se precisar ir à padaria, Rubão, eu me ofereço para boi de piranha.

A propósito, foi o presida abandonar a (suposta) austeridade para a sorte começar a fungar no nosso cangote. Veja o caso de Keno. Bastou que desejássemos Keno, e apareceu um milionário atleticano, assim como Rubão, disposto a pagar a conta porque sua empresa comercializa uma loteria chamada... Keno! Ah vá...

A sorte parece sorrir para o atleticano nessa hora difícil da humanidade. Mas, vamos convir, a sorte não anda sozinha, e é de se considerar a hipótese, sim, de que, afinal, habemus presidente, ainda que no tranco. Ao invés do lobo na pele de cordeiro, seria o contrário, o cordeiro que até então se travestia de lobo – e por baixo do Sette Peles haveria um Sette Câmara capaz de quitar dívidas e montar um timaço, mesmo que às custas da insânia de um atleticano doido.

O bom é que o atleticano pode prescindir da fortuna (menos a do Rubão, falo mesmo da sorte). Basta uma qualquer coisinha de competência, que a Massa cuida de fazer o resto. Pois veja o manto desenhado pelo torcedor: 100 mil camisas vendidas em uma semana. Fossem, digamos, filtros de barro, também teria sido um sucesso. O atleticano é como o fiel que compra vassouras ungidas: se colocar o escudo numa daquelas pequenas esculturas de cocô, certamente teríamos uma na mesa de centro da sala.

E pra fechar, uma menção honrosa ao presidente, o verdadeiro Sete Peles. Enfim, Bolsonaro proporciona uma coisa boa. Não falo da MP do Flamengo, mas do Queiroz, o melhor vendedor de Belinas do mundo. Veja a pérola que se encontra transcrita em seu inquérito: “Fizemos churrasquinho aqui. Umas garotinhas ‘bacaninhas’ e vimos o Cruzeiro ser rebaixado... o Cruzeiro ser rebaixado tomando uma Corona aqui com limãozinho... Muito bom!”. Hahahaha. Conta mais, Queirozão da Massa, conta tudo! Agora queremos os detalhes no tocante a isso aí.

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