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Estado de Minas Natal e pandemia

Atenção aos riscos das festas de Natal

É preciso conhecer e ter cuidado com os problemas de saúde mais comuns desta época do ano, sem nos esquecer do mais falado: a COVID-19


25/12/2020 06:00

(foto: Ulises Ruiz/AFP)
(foto: Ulises Ruiz/AFP)

Cada plantão no Pronto Atendimento é único, mesmo que com casos muito semelhantes. No Natal, a singularidade de cada plantão permanece, mas ganha características comuns da época. Nesta semana, vamos conversar sobre os acidentes e adversidades que podem ocorrer nas festas de Natal, sem se esquecer do ponto de atenção deste ano: a COVID-19.

Claro que não vamos falar sobre as brigas de família, o seu tio chato, a sua prima que dá trabalho ou aquele primo sempre inconveniente. Isso daria mais que uma coluna e precisaria do apoio de psicólogo para me ajudar a escrever.

Por mais que as ceias e almoços natalinos se repitam em muitas casas, há sempre algo novo para experimentar e, por isso, devemos ficar atentos a algumas adversidades associadas a alergias alimentares.

Muitos alimentos apresentam misturas em suas composições e parte delas pode ser de alimentos que causam alergias em algumas pessoas. Abacaxi, camarão, outros frutos do mar e amendoim são os campeões e, por incrível que pareça, carne de porco - especialmente em relação à carne de porco, é possível ter alergia a preparos esporádicos, ou seja, às vezes causa alergia, às vezes não.

A reação alérgica pode ser leve e autolimitada, causando coceira, vermelhidão e desconfortos leves, moderado com a necessidade de uso de medicamentos orais, e também o mais perigoso, como reação anafilática com necessidade de atendimento hospitalar e risco de fechar a garganta, conhecido pelo termo técnico edema de glote.

Neste último e mais grave, o inchaço (edema) acomete a região da orofaringe e pode obstruir a passagem de ar, causando asfixia. Qualquer dúvida sobre a intensidade dos sintomas deve ser esclarecida através de consulta médica em pronto socorro.

Os acidentes domésticos ficam mais evidentes nas comemorações de família. Há os experts em malabarismos com copos e taças, há os senhores das facas e lâminas afiadas, além dos tropeções e perdas de equilíbrio induzidos pelo álcool ou não.

Precisamos observar os riscos envolvidos em traumas cortantes. Há alguns anos atrás, aconteceu um acidente que ficou famoso: um dos convidados de uma festa dançava com uma taça de vidro no bolso, sofreu uma queda e, infelizmente, lesionou um vaso sanguíneo importante, e veio a falecer.

Os cortes e lesões devem ser acompanhados e avaliados em hospital num prazo curto, pois há uma janela de duas horas ou menos para intervenções. Neste mesmo grupo, também podemos comentar sobre as quedas vindas de diversas brincadeiras que podem causar machucados na cabeça e na coluna. Destaco os saltos em piscinas, em que muitas vezes a pessoa acha que está na parte funda e, na verdade, está na parte rasa. Traumas podem cursar alterações após horas e também podem ser confundidos com o estado de felicidade alcoólica do momento. Redobre a atenção nestes casos.

Um assunto polêmico, mas também necessário, é a intoxicação exógena, termo técnico que inclui o abuso de álcool e outras drogas. Respeitar os limites é importante para que os danos não sejam fatais.

Agora, falando sobre o risco mais comentado deste ano, a COVID-19, não custa relembrar: se puder adiar as aglomerações e comemorações em conjunto, faça. São inúmeros casos diariamente que notamos de pessoas assintomáticas com exames positivos (os mais perigosos, pois não estão cientes que estão contaminando os outros).

Para todos que resistirem a este ano de 2020 e a esta pandemia não faltarão oportunidades para se abraçar e comemorar os desafios que iremos vencer. Você pode guardar todo amor e ansiedade para um momento mais seguro.

As contaminações de familiares deixam sempre uma incerteza, especialmente depois dos encontros. Todos querem uma resposta, querem saber de onde veio o vírus, quem passou, quem pegou e fazer um julgamento da contaminação.

Eu sugiro que não se dê o direito da dúvida em relação a isso. É semelhante a utilizar medicamentos durante a gravidez. Mesmo com chance mínima de eventos deletérios, optamos por não utilizar para que se, por um acaso ocorrer qualquer malefício, nunca seja uma dúvida que fique na cabeça dos pais.

Feliz Natal! Comemore com parcimônia para que ainda tenha muitos outros.

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