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Estado de Minas COLUNA

O seu Natal, Réveillon e nem mesmo o carnaval estão garantidos

Com tantas informações circulando, é preciso ter atenção ao que de fato é possível afirmar


18/12/2020 06:00 - atualizado 18/12/2020 07:15

(foto: Pixabay)
(foto: Pixabay)

A pandemia nos apresentou diversas informações, situações e dúvidas que nunca tivemos, além de conhecimento que nem imaginávamos que teríamos.

As boas notícias sobre a evolução das vacinas nos encorajam e nos deixam cheios de esperança

Apesar das ótimas notícias que estamos recebendo, não podemos mudar nossa rotina de prevenção e cautela, pois o planejamento de vacinação em níveis satisfatórios é de dois anos.

O seu Natal, Réveillon e nem mesmo o carnaval estão garantidos. Até chegarmos aos níveis aceitáveis, são diversos meses e desafios.

A senhora Vacineuza é a nossa personagem da semana. Ela trabalha no setor de estratégia de saúde da sua cidade e acabou de receber o aval para estabelecer metas de vacinação na cidade.

Ela é bem inteligente e com isso solicitou um parecer técnico dos membros do comitê científico da cidade. Com base nas respostas recebidas, ela conseguiu responder as dúvidas mais frequentes da população.

Quantas vacinas existem?

Há 13 vacinas em fase avançada de testes ao redor do mundo, nenhuma aprovada pela Anvisa. Porém, existem três prováveis de aprovação breve no Brasil:

1) Instituto Butantan/Sinovac
: enviará dados no dia 23 de dezembro para análise e liberação final da Anvisa. O estudo realizado no Brasil será utilizado para que outros países também possam aprovar o uso.

*Está em uso na China com mais de 100 mil vacinas, porém restrito à China.

2) Pfizer/Biontech: registrada em agências internacionais seguras - americana e europeia -, está sendo utilizada, mas com autorização emergencial, na Europa, EUA, México, Arábia Saudita e Canadá.

3) Astrazenica/Oxford/Fiocruz: em avaliação na agência europeia

Quais as etapas para produção da vacina?

As vacinas precisam atender a várias etapas que são importantes e com desafios bem específicos:

- Criação

- Desenvolvimento

- Validação e aprovação

- Produção

- Distribuição, aplicação e armazenamento (a Coronavac, por exemplo, precisa ser armazenada a temperaturas entre 2ºC e 8ºC. Já a Pfizer/Biontech deve ficar entre -80ºC e -70º)

- Vigilância

Então, sabendo que não é somente ter a vacina, precisamos saber quanto temos, onde vamos armazenar, como vamos transportar e quem vamos vacinar. Um tipo de vacina é insuficiente para a cobertura de toda a população brasileira e mundial.

É necessário vínculo com vários fornecedores de vacina. Estamos lidando com uma necessidade absurda que sozinho ninguém consegue suprir. O Brasil precisaria de algo em torno de 400 milhões de doses para sua população, por exemplo, e isso somente é possível somando forças em diversas frentes de produção e distribuição. Além da vacina, são necessários seringa, agulha, álcool, algodão e outros inúmeros itens para que essa festa da imunização possa acontecer.

Vacineuza é uma gestora exemplar e para a região central da cidade vai colocar as vacinas da Pfizer, que serão armazenadas no freezer a -80ºC, em parceria com a faculdade da cidade. Vai distribuir a Coronavac nos bairros distantes e locais com menos recursos para aproveitar as geladeiras comuns para armazenamento.

Após tudo organizado, irá vacinar primeiro os mais expostos e mais vulneráveis e, por último, os menos preocupantes.

É verdade que, a princípio, não haverá vacina para todos?

Sim, por isso é necessário se organizar para comprar, armazenar, distribuir e definir quem vai receber.

Qual a melhor vacina?


A que funciona, seja qualquer uma aprovada nas agências responsáveis.

A vacina chinesa é inadequada?


Não existe vacina de um país. As vacinas são produzidas em parcerias entre diversos países. Os ingredientes da vacina da Astrazenica/Oxford/Fiocruz são produzidos em Wuhan, na China; a vacina Coronavac possui ingredientes produzidos em Beijing.

Dificilmente algum produto é totalmente produzido em um único país e é quase impossível não ter um componente produzido na China. Os países da América Latina, por exemplo, serão abastecidos com as vacinas produzidas no Brasil.

As vacinas foram desenvolvidas rápido demais. Isso não as torna inseguras?


Muita besteira. Há uma força tarefa mundial para o desenvolvimento e foi utilizado todo o conhecimento anterior, adquirido por anos de experiência, para agilizar todos os processos, respeitando todas as normas.

As vacinas vão alterar o código genético e causar mutações?


Não. Isso não faz sentido.

As vacinas protegem contra todos os vírus e todas as mutações dos vírus?


As vacinas são adequadas e suportam certa variabilidade dos vírus causadores de COVID-19. A vigilância e o desenvolvimento de vacinas vão continuar por longos anos a fim de atualizar tudo o que for necessário.

As vacinas continuarão sendo avaliadas?


Sim, há farmacovigilância intensa.

Teremos a vacina antes do Natal?


Não. Por isso, evitem aglomerações e protejam seus entes queridos. Controlem a ansiedade e saibam que o Papai Noel continuará de máscara, em isolamento e, no saco de presentes, ainda não terá a vacina. Cuidem-se.

Tem alguma dúvida ou gostaria de sugerir um tema? Escreva pra mim: ericksongontijo@gmail.com

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