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Estado de Minas COLUNA

'Encanto', conheça a família tradicional escondida na montanha

Às vezes, os problemas familiares não são problemas, a gente só precisa mudar o nosso olhar para entender isso. Nossos defeitos nos tornam humanos


30/01/2022 04:00 - atualizado 30/01/2022 09:28

Família do filme 'Encanto'
Filme 'Encanto', da Disney, retrata as famílias tradicionais (foto: divulgação)

 
Apaixonada por “Encanto”, filme da Disney que retrata maravilhosamente as famílias tradicionais e traz representatividade com personagens latinos com os quais as crianças brasileiras se identificam.  Se você ainda não viu, talvez seja melhor assistir antes de ler, porque vou acabar dando spoiler!

Encanto da Walt Disney Animation Studios conta a história dos Madrigal, uma família extraordinária que vive escondida nas montanhas da Colômbia, em uma casa mágica, em uma cidade vibrante, em um lugar maravilhoso conhecido como Encanto.

A magia deste Encanto abençoou todos os meninos e meninas da família com um dom único, desde superforça até o poder de curar. Todos, exceto Mirabel. Mas, quando descobre que a magia que cerca o Encanto está em perigo, Mirabel decide que ela, a única Madrigal sem poderes mágicos, pode ser a última esperança de sua família excepcional.
 
Se você já assistiu, vale a pena ver outra vez pensando no que cada personagem representa.

Alma Madrigal é a matriarca da família, avó de Mirabel, uma mulher que parece rígida, mas sua rigidez apenas esconde o peso que carrega por ser responsável pela família. Alma representa o peso que muitas mulheres, que são arrimo de família, carregam.
 
Julieta Madrigal, mãe da Mirabel, representa o lado doce da maternidade. O poder de cura das mães através da comida, de beijos, do afeto. Julieta está sempre presente, sempre cuidando de todos com carinho.

Isabela, minha xará, é a irmã mais velha da Mirabel. Tudo o que ela faz é sucesso! Tão perfeita que as flores crescem por onde ela passa. Ela representa aqueles filhos que fazem tudo que é esperado pelos pais, mas que sentem o peso da cobrança por perfeição. Precisamos tomar cuidado para não exigir demais dos nossos filhos!
 
Luísa também é irmã de Mirabel. Ela é muto forte, carrega todos os fardos da família sem nunca reclamar, sem nunca olhar para as próprias necessidades. O peso que mulheres precisam carregar desde cedo em função das expectativas dos outros.
 
Pepa Madrigal, tia da Mirabel, mostra como o humor das mães afeta toda a família, como muitas vezes estamos explodindo, mas precisamos fingir que está tudo bem. E quando a gente fica nervosa o tempo fecha e afeta a família toda. Mãe não pode nem surtar em paz!
 
Dolores Madrigal, filha da Pepa, tem uma superaudição. Ela sabe de tudo, inclusive dos segredinhos da família. Também representa os filhos que não dão um minuto de paz para as mães, e aparecem sempre que elas resolvem relaxar, ou ir ao banheiro.
 
Camilo, irmão da Dolores, é um adolescente que ainda não sabe bem quem é, e fica experimentando ser outros personagens do filme mostrando como os filhos observam a família e acabam repetindo comportamentos. O exemplo grita tão alto que os conselhos não podem ser ouvidos.

Os genros de Alma são homens amáveis, simpáticos, divertidos, mas quando a coisa aperta eles precisam recorrer aos poderes de suas esposas e das mulheres da família.
 
Não falamos do Bruno! Não falamos dos problemas familiares, só queremos mostrar a perfeição, mas para todo lado A, existe um lado B. Os problemas ficam escondidos, mas eles estão ali e, cedo ou tarde eles vão abalar as estruturas familiares.
 
Mirabel é a adolescente imperfeita, insegura, com baixa autoestima. Parece frágil e sem poderes, mas é muito emocional, alegre, extremamente em- pática. A grande lição do filme sobre pertencimento, sobre a dificuldade de ser diferente e tentar ser aceito. É duro se sentir incompreendida, excluída. 

É duro ser julgada, rejeitada. Mas são essas pessoas que racham o sistema, derrubam tudo para que seja restaurado de uma maneira diferente. Mirabel não percebe a força que tem, até precisar usar essa força. O poder transformador.
 
Às vezes, os problemas familiares não são problemas, a gente só precisa mudar o nosso olhar para entender isso. Nossos defeitos nos tornam hu- manos. Seja sua própria versão.
 
 

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