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Estado de Minas Em dia com a política

Dia de demissão tripla no Palácio do Planalto

Além da queda do ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, o da Defesa, Fernando Azevedo e Silva se demitiu e houve baixa importante na Educação


30/03/2021 04:00 - atualizado 30/03/2021 07:13

A saída do ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, foi considerada uma surpresa para o mundo político em Brasília(foto: Marcos Correa/PR - 27/2/20)
A saída do ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, foi considerada uma surpresa para o mundo político em Brasília (foto: Marcos Correa/PR - 27/2/20)

“Coordenação é o que não falta neste governo. Planejamento é o que não falta neste governo. Mas, o que falta em parte da imprensa engajada brasileira é a verdade.” Quem reclama é o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Onyx Ornelles Lorenzoni (DEM-RS).

Como não poderia deixar de ser, fez elogios ao presidente Jair Bolsonaro: “Foi o primeiro líder mundial, em março do ano passado, a dizer que precisávamos cuidar da vida e do emprego”. Uai, e a gripezinha? Esqueceu-se disso, ministro?

Para você lembrar, meu caro Onyx, democraticamente como o seu partido, um ano depois de chamar a COVID-19 de gripezinha em cadeia nacional, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) mudou o tom do discurso ao se referir ao combate à pandemia...

Já que estamos falando da COVID-9, vale um registro da última sexta-feira. O presidente Jair Bolsonaro sancionou a Lei 14.128/21, que concede indenização aos profissionais de saúde tornados incapacitados para o trabalho durante a pandemia.

Só que não se trata de uma benesse que partiu da Presidência. A lei é fruto do veto que havia sido derrubado. Com isso, o que fica valendo agora é a proposta de lei que teve origem na Câmara dos Deputados. Para deixar claro, o projeto concedia indenização aos profissionais que foram infectados no exercício da linha de frente de combate à COVID-19.

O toque mineiro é que os autores da proposição foram o deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) e a deputada Renata Melchionna (PT-RS). Agora, diante do veto derrubado, haverá uma indenização de R$ 50 mil para os profissionais que ficaram permanentemente incapacitados depois da infecção.

O que mais dizer, então? Pior é que tem mais uma má notícia no cenário nebuloso destes dias. E olha que ela não tinha  qualquer ligação com a ala ideológica do governo bolsonarista. Muito antes pelo contrário. Tinha boas relações com especialistas da área.

O fato é que a secretária de Educação Básica do Ministério da Educação (MEC), Izabel Lima Pessoa, pediu demissão do cargo, que é um dos mais importantes da pasta. Ela é funcionária de carreira do MEC desde 1990 e especialista em formação de professores e estava no cargo de secretária desde agosto do ano passado.

Diante de tudo isso, só resta lamentar. A política anda mesmo é precisando de pessoas que tenham boas intenções. Izabel, certamente, fará falta.

Nota oficial

“Agradeço ao Presidente da República, a quem dediquei total lealdade ao longo desses mais de dois anos, a oportunidade de ter servido ao país como ministro de Estado da Defesa. Nesse período, preservei as Forças Armadas como instituição de Estado. O meu reconhecimento e gratidão aos comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica, e suas respectivas forças, que nunca mediram esforços para atender às necessidades e emergências da população brasileira.”

Saída olímpica

O fato é que o ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, informou em nota oficial que deixou o cargo. “Saio na certeza da missão cumprida.” Fernando Azevedo e Silva, general do Exército Brasileiro. Para lembrar, foi o responsável pela segurança da Olimpíada de 2016, no Rio de Janeiro. E depois de deixar o Exército, foi assessor do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), na época em que ele presidiu o STF, no período entre 13 de setembro de 2018 até 10 de setembro de 2020.

A artilharia

Faz muito tempo, se não for inédito, a unanimidade que se formou em torno do chanceler Ernesto Araújo. O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, nasceu em Porto Alegre, em 1967. Bacharel em letras, pela Universidade de Brasília (UnB), ingressou no Instituto Rio Branco em 1990 e concluiu o curso de preparação à carreira de diplomata em 1991. O fato é que ele pediu demissão ontem, depois de apanhar de todo o mundo político. Uma unanimidade mesmo. Achincalhar, bizarrice, destruição, colisão foram os termos usados diante do fato de ele pedir demissão. Tinha mais, mas já bastam esses.

Casa Branca informa

“A Cúpula dos Líderes sobre o Clima enfatizará a urgência – e os benefícios econômicos – de uma ação climática mais forte.” O fato é que o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, oficializou na sexta-feira o convite a 40 líderes internacionais. E quem informou foi a própria Casa Branca. A reunião será transmitida pela internet e acontecerá entre 22 e 23 de abril. Líderes empresariais e da sociedade civil também estarão presentes.

Mundial

Participam Antígua e Barbuda,  Argentina, Austrália, Bangladesh, Butão, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, República Democrática do Congo, Dinamarca, França, Gabão, Alemanha, Índia, Indonésia, Israel, Itália, Jamaica, Japão, Quênia, Ilhas Marshall, México, Nova Zelândia, Nigéria, Noruega, Polônia, Coreia do Sul, Rússia, Arábia Saudita, Cingapura, África do Sul, Espanha, Turquia, Emirados Árabes Unidos, Reino Unido e Vietnã, além dos presidentes da Comissão Europeia e do Conselho Europeu.

Pinga-fogo

Em tempo, ainda sobre a questão climática de Joe Biden, que se pôs no centro de sua política externa objetivando pavimentar o caminho para que os países cheguem a bons acordos na Cúpula do Clima, organizada pela ONU, que acontecerá em novembro, em Glasgow.

Para registro, sobre o general Fernando Azevedo e Silva: para deixar claro, ele esteve à frente do Comando Militar do Leste e acumulou a função de coordenador geral de Defesa de Área por ocasião da preparação e execução dos Jogos Olímpicos RIO-2016.

E tem mais do ex-chanceler Ernesto Araújo: nos primeiros anos de sua carreira diplomática, trabalhou com temas de integração regional e Mercosul. Serviu na missão do Brasil junto às comunidades europeias, em Bruxelas, e nas embaixadas na Alemanha, Canadá e Estados Unidos.

Vale o toque mineiro diante deste cenário. “A saída do chanceler Ernesto Araújo é uma oportunidade de mudança na condução de nossa política externa, buscando maior integração com o mundo.” Quem ressalta é o deputado Aécio Neves (PSDB-MG).

Ele preside a Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara Federal. E conclui: “A diplomacia brasileira tem longa tradição de respeito, tolerância e equilíbrio e esses preceitos e valores precisam ser reafirmados”.

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