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Estado de Minas EM DIA COM A POLÍTICA

Sem teto de gastos e aprovado auxílio emergencial, enquanto Bolsonaro...

''Tem idiota que diz vai comprar vacina. Só se for na casa da tua mãe. Não tem para vender no mundo''


05/03/2021 04:00 - atualizado 05/03/2021 07:11

O Senado Federal aprovou, no início da tarde de ontem, o segundo turno do texto da Proposta de Emenda à Constituição da já conhecida PEC Emergencial(foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado)
O Senado Federal aprovou, no início da tarde de ontem, o segundo turno do texto da Proposta de Emenda à Constituição da já conhecida PEC Emergencial (foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado)

“Onde tiver vacina para comprar, nós vamos comprar. Por que o Pazuello assinou contrato com a Pfizer? Porque a Pfizer é clara, está lá no contrato: não nos responsabilizamos por qualquer efeito colateral. Daí, o pessoal fala que eu falei que vai virar um jacaré. Não tem mais figura de linguagem no Brasil para esses idiotas da imprensa.”

Nem precisava dizer de onde partiu o registro, mas é assim que o presidente da República, Jair Messias Bolsonaro (ainda sem partido), se manifestou ontem. Como tudo passa por Minas Gerais, a declaração foi feita em Uberlândia (MG), horas antes de ele participar da inauguração de trecho da Ferrovia Norte-Sul, em São Simão, lá em Goiás.

O Brasil sofre uma disparada do coronavírus com recordes seguidos de mortes por dia e se encaminha para se tornar o país com o surto mais letal do mundo, enquanto em outros lugares a doença começa a ser contida. Só que aqui é o único com tendência de alta, registra a Agência Reuters de notícias.

“Tem idiota que diz vai comprar vacina. Só se for na casa da tua mãe. Não tem para vender no mundo.” Não tem jeito, é uma espécie de resumo de uma ópera bufa que partiu, mais uma vez, do presidente da República. Ele aproveitou para fazer o contraponto envolvendo os governadores: “eles comprariam as vacinas, mas sou eu quem tem de pagar”.

Uai? Não são os brasileiros que pagam os impostos e os salários dos integrantes do Poder Executivo, de ministros, assessores, seguranças reforçados em sua gestão e por aí vai? A única certeza é de que a falta de doses já fez com que mais de 400 mil pessoas deixassem de ser imunizadas no país só na última semana. Vale repetir, só na semana passada.

Melhor então atualizar, já que o Senado aprovou, no início da tarde de ontem, em segundo turno, o texto da proposta de emenda à Constituição da já conhecida PEC Emergencial. Antes, como não poderia deixar ser, o relator Márcio Bittar (MDB-AC) teve que mudar o seu próprio texto.

O senador do Acre foi obrigado, diante de muita pressão, a permitir que o benefício seja pago por fora do teto de gastos do Orçamento da União e do limite de endividamento do governo federal. O fato é que agora a proposta segue para a análise da Câmara dos Deputados. Lá não deve haver mudanças. Afinal, trata-se do auxílio-emergencial durante a pandemia da COVID–19.

O texto segue para análise da Câmara dos Deputados. O presidente Arthur Lira (PP-AL) acertou com os líderes de bancada que o rito será acelerado. Ou seja, vai direto ao plenário.

Pai do Cerrado

Quem esteve com o governador Romeu Zema (Novo) na tarde de ontem foi o ex-ministro da Agricultura Alysson Paulinelli. Ele foi levado pelo deputado estadual Antônio Carlos Arantes (PSDB). O deputado tucano fez um requerimento assinado pela maioria esmagadora dos parlamentares da Assembleia Legislativa (ALMG), com o objetivo de prestar homenagem ao nosso professor, que tem imagem importante para receber a honraria. Paulinelli foi indicado oficialmente ao Prêmio Nobel da Paz 2021. Ele teve apoio de mais de 100 cartas de representantes de instituições de 28 países.

A tristeza

“Nós estamos, infelizmente, vivendo um momento de desvalorização da vida, em que pessoas nos deixam e passam a ser tratadas puramente como números. É muito triste o que está acontecendo no Brasil, e é legítimo o sentimento de abandono que as pessoas têm Brasil afora.” Basta apenas um trecho da declaração vinda ontem do ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF) e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Só que ele ressaltou os números: “Nós tivemos na data de quarta-feira 1.840 mortos pela COVID-19 no Brasil”.

Agradecimento

O político mineiro Alysson Paulinelli é considerado o pai das pessoas que não tinham acesso à comida e agora já têm. O ex-ministro agradeceu a lembrança, destacando que está se sentindo muito honrado. “Estou feliz não só com esta manifestação, mas principalmente pelo carinho, pelo apoio e pelo estímulo que estão me dando. Esse prêmio é para o Brasil, para o nosso povo.” Mineiro de Bambuí, o engenheiro-agrônomo exerceu por três vezes o cargo de secretário de Agricultura de Minas e esteve também à frente do Ministério da Agricultura no período de 1974 a 1979.

Fala mais, Lira!

“Temos maioria para a urgência do tema do auxílio e quanto mais rápido apreciarmos é melhor. Vai ser importante abreviar o rito dessa PEC, pois vai oportunizar ao governo o pagamento do auxílio em março.” Oportunizar? Eu, hein! Você já falou oportunizar alguma vez na vida? Deixa pra lá, o que vale de fato é a declaração do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL) sobre a questão da PEC Emergencial. Ele definiu que o relator será Daniel Freitas (PSL-SC). E ressaltou que a expectativa é que o texto tenha sua admissibilidade aprovada terça-feira e o primeiro e o segundo turnos no dia seguinte. Se tiver acordo com a maioria dos líderes, óbvio.

Duas notícias

Em sequência. Cenas de desespero e fé. Familiares se ajoelham em volta de hospitais em Santa Catarina. De joelhos e com as mãos estendidas ou encostadas na estrutura da unidade de saúde, familiares pedem pela recuperação de parentes internados com o coronavírus. O governo da Bahia alugou contêineres refrigerados para armazenar corpos de pacientes mortos pela COVID-19 em Salvador. São 10 equipamentos, entre eles o hospital de campanha da Arena Fonte Nova, isso mesmo, o principal estádio de futebol em Salvador.

Pinga-fogo

O Ministério da Saúde deslocou profissionais da Força Nacional do SUS. Para Minas Gerais, foram deslocados oito profissionais de saúde, que ficaram em Coromandel até 26 de fevereiro. A equipe foi substituída por outros 11 profissionais da Força Nacional do SUS.

Eles continuam em atuação na cidade. O município também recebeu 25 ventiladores pulmonares e 6 monitores do governo federal. Quem coordena tudo é a diretora do Departamento de Atenção Hospitalar e de Urgência do Ministério da Saúde, Adriana Melo Teixeira.

Em tempo, vale mais um registro: para que fique mais claro ainda o que prevê os protocolos de contenção de despesas públicas. Trata–se de uma série de medidas que podem ser adotadas em caso de descumprimento do teto de gastos.

O presidente Arthur Lira (PP–AL) conseguiu acertar com a maioria dos líderes de bancada que o rito será acelerado. Para que fique claro e evidente, nada de passar pelas comissões temáticas da Câmara dos Deputados. A votação vai direto ao plenário.

Sendo assim, é melhor seguir o registro do deputado Arthur Lira e, já que vai direto, encerrar bem rapidinho à espera do que vai acontecer de fato, o desfecho do caso. FIM! Um bom dia a todos…

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