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Estado de Minas EM DIA COM A POLÍTICA

Human Rights Watch diz que Bolsonaro sabota combate à pandemia de COVID

Críticas da entidade internacional pioram a imagem do presidente brasileiro no exterior


14/01/2021 04:00 - atualizado 14/01/2021 07:32

Jair Bolsonaro é alvo de muitas críticas por causa de sua postura negacionista dos riscos do novo coronavírus.(foto: SERGIO LIMA/AFP - 12/1/10)
Jair Bolsonaro é alvo de muitas críticas por causa de sua postura negacionista dos riscos do novo coronavírus. (foto: SERGIO LIMA/AFP - 12/1/10)

O presidente da República, Jair Messias Bolsonaro (sem partido), tentou sabotar medidas contra a disseminação da COVID-19 no Brasil e impulsionou políticas que comprometem os direitos humanos.

Começou assim a Human Rights Watch seu Relatório Mundial 2021, publicado ontem. O Supremo Tribunal Federal (STF) e outras instituições democráticas foram forçados a intervir para proteger esses direitos com frequência.

O governo Bolsonaro promoveu políticas que contrariam os direitos das mulheres e os direitos das pessoas com deficiência, atacou a mídia independente e organizações da sociedade civil, e enfraqueceu os mecanismos de fiscalização da legislação ambiental, na prática dando carta branca às redes criminosas envolvidas no desmatamento ilegal na Amazônia e que ameaçam e atacam os defensores da floresta.

“O presidente Bolsonaro expôs a vida e a saúde dos brasileiros a grandes riscos ao tentar sabotar medidas de proteção contra a propagação da COVID-19”, ressaltou Anna Livia Arida, diretora-adjunta da Human Rights Watch no Brasil. “O Supremo Tribunal Federal e outras instituições se empenharam para proteger os brasileiros e para barrar muitas, embora não todas, as políticas antidireitos de Bolsonaro. Essas instituições precisam permanecer vigilantes.”

No entanto, as instituições democráticas não conseguiram barrar as políticas e a retórica do presidente Bolsonaro contra a proteção do meio ambiente, as quais contribuíram para a destruição de cerca de 11.000 quilômetros quadrados de floresta amazônica entre agosto de 2019 e julho de 2020 – a maior taxa em 12 anos.

O número de focos de incêndio na Amazônia aumentou 16% em 2020. A fumaça resulta em níveis prejudiciais de poluição do ar, que causam danos à saúde de milhões de moradores.

As queimadas na Amazônia são causadas intencionalmente, com o objetivo de suprimir a vegetação, em grande parte de forma ilegal.“As políticas do presidente Bolsonaro têm sido um desastre para a floresta amazônica e para as pessoas que a defendem”, disse Anna Livia. “Ele culpa indígenas, organizações não governamentais e moradores pela destruição ambiental, em vez de agir contra as redes criminosas que impulsionam a ilegalidade na Amazônia.”

O relatório, que é bastante crítico ao Palácio do Planalto, faz questão de mencionar ainda as políticas que contrariam os direitos das mulheres e também das pessoas com deficiência, ataques à mídia independente e a organizações da sociedade civil.

Apoio tucano

Tudo indica que o PSDB vai apoiar a candidatura de Arthur Lira, mas é só para chancelar a preferência do Palácio do Planalto. O fato é que os tucanos estavam irritados com o erro de estratégia do ainda presidente Rodrigo Maia (DEM-RJ), já que o Supremo Tribunal Federal (STF) mudou todo o cenário com a decisão de negar a reeleição na Câmara. E quem informa tem longa estrada na Câmara dos Deputados e conhece bem os caminhos políticos.

Mas sem chefe

O fato é que os tucanos hoje preferem apoiar Arthur Lira  para agradar mesmo o governo sobre acordo com parlamentares. Vai atender os deputados? Uma ponte aqui, uma estrada ali, ou seja, o advogado perfeito de grande parcela dos deputados. “E o presidente momentâneo da Casa ele é menor que a Casa. Nós somos iguais. Nós não temos chefe. Nós não temos dono. O que vamos fazer é, ouvindo a Casa, eu venho como o porta-voz e digo que a Câmara pensa dessa maneira, vamos agir desta maneira”, fez questão de ressaltar Lira.

Divinópolis

O prefeito Gleidson Azevedo (PSC) viralizou nas redes sociais ao revelar o elevador privativo no Centro Administrativo, sede da prefeitura do município. O equipamento dá acesso do gabinete até a garagem de uso exclusivo dos carros oficiais do prefeito, vice e secretários. No vídeo, Gleidson mostra a área coletiva de estacionamento na porta da prefeitura. “Quero que esse vídeo viralize o Brasil inteiro. Vocês podem ter certeza de que a 'farra do boi' vai acabar agora. Já notifiquei a empresa dona desses carros para tirá-los daqui, porque é uma vergonha ter carro de luxo disponível para prefeito, vice e secretários. A gente em meio à pandemia, o povo quebrado, a prefeitura sem receita, e eu com carro de luxo?”, diz Azevedo no vídeo.

Para registro

Ainda sobre o texto que abre a coluna de hoje. Tudo isso é transcrição literal da 31ª edição do Relatório Mundial 2021, de 761 páginas (na versão em inglês), o qual a Human Rights Watch analisa a situação dos direitos humanos em mais de 100 países. E ele destacou que a imprensa brasileira também desempenhou um papel importante ao continuar proporcionando um espaço para o debate público e fiscalizando os poderes do Estado, apesar da estigmatização, críticas e ameaças de ação judicial contra comunicadores por parte da administração Bolsonaro.

Bilíngue

“Monsieur Macron ne pas bien.” Nem precisa traduzir o francês de ontem do vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) ao rebater o presidente Emmanuel Macron, aquele que não pretende comprar mais soja do Brasil. “A produção agrícola na Amazônia é ínfima. Por outro lado, a nossa capacidade de produção é imbatível, vamos colocar assim. Nossa competição nesse ramo está muito acima dos demais concorrentes”, rebateu Mourão aos jornalistas no Palácio do Planalto. Se tem protecionismo no meio do caminho, o jeito é ressaltar: “Au revoir”. Tchau!

Pinga-fogo

O erro de estratégia do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), foi não esperar uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). Deveria dar tempo ao tempo e acabou tomando um caldo do STF. Perdeu muita força. E ficou inelegível.

Vale reforçar com o que dissse Arthur Lira: “ Somos iguais. Não temos chefe. Não temos dono. O que vamos fazer é, ouvindo a Casa, eu venho como o porta-voz e digo que a Câmara pensa dessa maneira”. 

Participantes da videoconferência na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), os ministros da Casa Civil, Braga Netto, e das Comunicações, Fábio Faria,  além do secretário-executivo do Ministério da Saúde, Elcio Franco, só disseram que a data será “em janeiro”.

E praticamente ficou nisso, mas eles fizeram questão de ressaltar que vão começar a imunização assim que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovar as vacinas. A reunião foi a primeira no ano do Conselho Diálogo pelo Brasil da Fiesp.

Sendo assim, basta por hoje, e seguir o conselho da Fiesp no sentido de que haja de fato diálogos capazes de pacificar a política nacional, que anda em falta. Vale repetir como sempre: um bom dia a todos!
 

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