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Estado de Minas ANNA MARINA

Surdez dificulta a convivência e pode levar à depressão

Perda auditiva leva a problemas de comunicação e pode causar frustração, isolamento e solidão. População idosa é particularmente suscetível esse problema


26/12/2022 04:00 - atualizado 25/12/2022 23:39

Ilustração mostra rosto de uma pessoa de perfil, com sinais saindo de seu ouvido
(foto: Reprodução)

 
O cuidado com a saúde mental tem se tornado prioridade nos últimos anos. Estudos indicam que o Brasil é o país com pessoas mais ansiosas no mundo, e crises de burnout já atingem uma em cada cinco pessoas ativas no mercado de trabalho, segundo a Associação Brasileira de Medicina no Trabalho.
 
Enquanto questões relacionadas ao trabalho ganham destaque, outro problema que pode afetar a saúde mental ainda não é muito debatido: a perda auditiva.
 
Muitas pessoas não sabem, mas esses temas estão conectados, e é importante entender como o declínio da audição pode impactar o bem-estar das pessoas.
 
“Problemas de comunicação decorrentes da perda auditiva podem provocar frustração, isolamento, solidão, e é muito comum encontrar isso na população idosa”, explica a fonoaudióloga Maria Branco, do Grupo Microsom, empresa especializada em qualidade de vida de pessoas com necessidades especiais como perda auditiva, zumbido no ouvido e apneia do sono.
 
Tudo isso, segundo a especialista, se dá porque problemas auditivos provocam dificuldades na comunicação e na interação social, levando até a questões mais graves, como depressão.
 
Um estudo da instituição estadunidense NIDCD, especializada em surdez e transtornos de comunicação, apontou que a taxa de depressão entre as pessoas com deficiência auditiva nos Estados Unidos é de 11%, comparada a 5% da população com audição normal.
 
Além dos danos emocionais, que pioram a qualidade de vida, a perda auditiva oferece riscos físicos. Estudos relacionam problemas de audição a diabetes e doenças cardiovasculares, além de possíveis quedas relacionadas à falta de equilíbrio.
 
A deficiência auditiva também põe o indivíduo em risco de morte, como no caso de atropelamentos, ou em situações de perigo. Outro grande alerta é o declínio cognitivo, que pode levar à demência.
 
Segundo Maria Branco, é possível observar alguns sinais iniciais que indicam que o indivíduo tem perda auditiva. Ela dá alguns exemplos: aumentar muito a televisão, dificuldade para falar ao telefone, não escutar o relógio e dificuldade para conversar.
 
“Ao observar um ou mais desses fatores, o paciente deve ser encaminhado rapidamente para um profissional e iniciar o tratamento”, recomenda a especialista.
 
Segundo dados de 2021 da Organização Mundial da Saúde, quase 2,5 bilhões de pessoas viverão com algum grau de perda auditiva até 2050. Pelo menos 700 milhões precisarão de cuidados auditivos e serviços de reabilitação. Entre os idosos, a perda auditiva é um dos principais problemas.
 
Outro estudo da NIDCD aponta que aparelhos e outros dispositivos que podem ajudar pessoas com problemas de audição são usados apenas por um em cada quatro adultos.
 
É muito importante avaliar a audição regularmente. O uso de aparelhos auditivos, segundo a fonoaudióloga Maria Branco, promove reabilitação e a recuperação auditiva,q ue devolverá a habilidade de conviver de maneira saudável em sociedade, reduzindo possíveis consequências físicas e emocionais.
 
“Essa reabilitação melhora os estímulos sonoros, fazendo com que a pessoa escute melhor, trazendo-a de volta para situações sociais”, conclui a especialista Maria Branco.

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