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Estado de Minas ANNA MARINA

Saiba mais sobre o lúpus, doença da mocinha do filme 'Depois do universo'

Problema é mais comum em mulheres. Manchas no rosto com o formato de asa de borboleta, dores articulares e acometimento dos rins são alguns dos sintomas


14/11/2022 04:00 - atualizado 14/11/2022 02:09

Atriz e cantora Giulia Be toca piano em cena do filme Depois do universo
Giulia Be vive Nina, pianista às voltas com o lúpus no longa "Depois do universo" (foto: Camisa Listrada/divulgação)

A doença entrou em destaque com a estreia do longa “Depois do universo”, do diretor Diego Freitas, disponível na plataforma Netflix. O filme conta a história de Nina (Giulia Be), pianista com diagnóstico de lúpus desde a infância, e os desafios enfrentados por ela. Aborda a questão do rash malar (manchas no rosto com o formato de asa de borboleta), dores articulares e acometimento dos rins. Nina enfrenta também o medo da morte, de perder a carreira e de se entregar a uma paixão.

A Sociedade Paulista de Reumatologia, por meio de Emily Figueiredo Neves Yuki, enviou informações sobre a doença. Yuki é médica reumatologista, membro da Comissão de Lúpus da Sociedade Brasileira de Reumatologia e assistente do Ambulatório de Lúpus Eritematoso Sistêmico do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

O que é lúpus? 
Uma doença autoimune. O corpo produz anticorpos que atacam a si próprio, cuja causa não é bem esclarecida. Existem dois tipos de lúpus: cutâneo, com manifestações apenas na pele, e o eritematoso sistêmico, que pode acometer a pele e os órgãos internos.

O que pode desencadear a doença?
Fatores genéticos. Por isso, é relevante saber se há histórico de doenças autoimunes na família do paciente. Infecções, especialmente virais, também podem desencadear a doença numa pessoa geneticamente suscetível.

Como é feito o diagnóstico? 
A partir de sintomas clínicos que o paciente apresenta e em achados laboratoriais que confirmem as alterações, associados à presença de autoanticorpos, tais como FAN, anti-DNA e dosagem baixa de complemento. Exames de sangue simples, como hemograma, e exame de urina podem ajudar, mas às vezes pode ser necessário investigação mais detalhada do rim ou da pele.

Quem é mais afetado? 
O lúpus é muito mais comum em mulheres (de sete a 10 vezes mais que em homens) e jovens (dos 20 aos 30 anos), mas pode acometer pessoas de qualquer idade, inclusive crianças. A doença é registrada em 150 pessoas a cada 100 mil indivíduos e pode ser mais grave em mulheres não brancas (afrodescendentes e asiáticas).

Quais são os principais sintomas? 
Todos os órgãos do corpo podem ser acometidos pelo lúpus, mas os mais afetados são pele, articulações, rins, sangue, coração e pulmão. Na pele, o achado mais característico é a mancha em formato de asa de borboleta. Também é frequente o aparecimento de manchas vermelhas ou com coloração mais escura em orelhas, no “V” do decote, dorso e braços, todas áreas mais expostas, bem como aftas recorrentes na boca.

Em relação às articulações, dor e inchaço podem ocorrer nas mãos, punhos e joelhos, limitando as atividades do dia a dia. Também pode ocorrer febre, ínguas aumentadas no pescoço, perda de peso, queda acentuada do cabelo e cansaço fora do normal. Inchaço nas pernas, inchaço no rosto ao acordar, aumento da pressão e urina com espuma são achados sugestivos de que os rins podem estar acometidos pelo lúpus.

Como é o tratamento?
O tratamento inclui fotoproteção, com uso de protetor solar, camisetas de manga comprida, evitar exposição ao sol mais forte, e cessar o tabagismo. São necessárias medicações, incluindo corticoide na fase inicial, hidroxicloroquina e imunossupressores para o controle do quadro. Controle da pressão é fundamental para evitar a progressão da doença nos rins.

Lúpus tem cura?
Em geral, a doença responde adequadamente ao tratamento, permitindo uma vida bastante satisfatória e mesmo totalmente normal. Entretanto, por ser doença crônica, não se fala em cura, mas em controle adequado. Se você foi diagnosticado com lúpus, é bom se cuidar bem desde o começo. Seguindo as orientações médicas adequadamente, a chance de ficar bem é grande. Deve-se cuidar do físico e do emocional.

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