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No Dia do Ginecologista, médica alerta sobre saúde da mulher

Avaliações ginecológicas devem ser realizadas, no mínimo, uma vez ao ano, a partir da primeira menstruação


30/10/2020 04:00


Para quem não sabe, além do Outubro Rosa que está terminando – e que tratou da conscientização do câncer de mama – hoje,  30 de outubro, é o Dia Nacional do Ginecologista e Obstetra. A data foi criada em 1959 e marca a fundação da Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasco). Data em que toda mulher tem um nome certo de médico para comemorar, lembrar, cumprimentar, agradecer. Isso porque a ginecologia é uma das poucas especialidades médicas em que a paciente não precisa estar doente para agendar uma consulta, pois os exames ginecológicos devem ser realizados rotineiramente, com objetivo de preservar a saúde da mulher.

“As avaliações ginecológicas devem ser realizadas, no mínimo, uma vez ao ano, a partir da primeira menstruação. Esse número pode aumentar conforme a necessidade da paciente, alterações nos exames de rotina ou em pacientes com fatores de risco para certas patologias ginecológicas”, afirma a médica Karina Tafner. Ela esclarece que, infelizmente, durante a pandemia, hospitais e instituições de saúde registraram queda de até 75% nos exames de mamografia. O dado serve de alerta para as mulheres sobre o câncer de mama e a importância da prevenção.

Segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO), sete em cada 10 cirurgias de câncer de mama deixaram de ser feitas nos primeiros meses de pandemia. Esse tipo de câncer representa 29% dos casos da doença registrados em mulheres. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), para este ano são estimados mais de 66 mil novos casos em todo o país. De acordo com a especialista, independentemente da pandemia, o grande número de mulheres que não realizam consultas e exames de rotina se deve, basicamente, à falta de informação sobre a necessidade da avaliação ginecológica regular e sobre o impacto disso na saúde da mulher.

De acordo com Karina, há desinformação sobre a função de exames laboratoriais e de imagem que são cruciais, como o Papanicolau (exame de citologia cervical realizado como prevenção ao câncer de colo do útero) e a mamografia (exame de rastreio por imagem, que tem como finalidade estudar o tecido mamário, podendo detectar um nódulo, mesmo que esse ainda não seja palpável).

“O difícil acesso ao atendimento médico público, o número escasso de serviços que prestam atenção ginecológica e a falta de equipamentos necessários também levam a uma menor taxa de mulheres que conseguem agendar uma consulta ginecológica e realizar os exames de rotina necessários, levando à desistência da procura”, lamenta a ginecologista e obstetra. Além disso, Karina afirma que muitas mulheres só procuram o especialista quando identificam problemas incômodos, como presença de leucorreia (corrimento vaginal), alterações menstruais e dores pélvicas.

Confira algumas das principais dúvidas das mulheres, respondidas por Karina Tafner:

Quando agendar a primeira consulta?
Após a primeira relação sexual, a mulher deve realizar a coleta de Papanicolau, no mínimo uma vez ao ano, pois é o único exame capaz de prevenir o câncer de colo do útero e suas lesões precursoras.

Com que frequência deve-se ir ao ginecologista?
O exame clínico ginecológico, incluindo a inspeção vulvar, avaliação especular, exame de toque vaginal e palpação mamária, deve ser realizado, no mínimo, a cada ano.

Quando realizar a mamografia?
Segundo a Sociedade Brasileira de Mastologia, tem indicação de ser realizada anualmente, a partir dos 40 anos, ou antes, caso haja fator de risco familiar para diagnóstico precoce do câncer de mama.

Quais outros exames são importantes?
Outros exames devem ser solicitados conforme o ginecologista julgue necessários, como ultrassom transvaginal, ultrassom das mamas, exames laboratoriais gerais, além de testes específicos para detecção do HPV, por exemplo, entre outros.

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