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Os males da gordura no fígado, uma doença silenciosa

Esteatose hepática pode causar hepatite e evoluir para cirrose, câncer de fígado e suas consequências, como necessidade de transplante hepático


postado em 10/03/2020 04:00 / atualizado em 09/03/2020 16:11

(Isabela Teixeira da Costa/ Interina)


Até pouco tempo atrás, não se falava muito em fígado gordo. Tratava-se da obesidade, dos vários problemas que ela causa à saúde, mas há pouco tempo começou a se dar atenção especial à gordura no fígado ou esteatose hepática, como é o nome correto da doença. Trata-se de uma doença muito silenciosa, portanto, muito perigosa, já que o fígado é capaz de aguentar décadas de sobrecarga sem dar sinal algum. Ou seja, as pessoas acometidas de esteatose hepática, no geral, não sentem nada e só são diagnosticados quando fazem algum exame de imagem ou de sangue.

A esteatose hepática não alcoólica ou gordura no fígado ocorre quando as células do fígado são infiltradas por células de gordura, chegando ou ultrapassando o limite de 5%. Estima-se que 40% da população ocidental sofre desta doença e, quando verificamos em diabéticos, este número sobe para 80%. Para variar, nós mulheres temos um risco maior de desenvolver excesso de gordura no fígado, tendo em vista que o hormônio estrógeno, produzido naturalmente pelo corpo feminino, propicia o acúmulo dessa gordura.

O fígado é o órgão responsável pela produção da bile, que é a responsável por ajudar na digestão de alimentos. É o fígado que faz transporte de colesterol LDL e HDL e também é ele que faz o processamento de hormônios e medicamentos, armazenamento e liberação da glicose, destrói as células vermelhas defeituosas e faz a limpeza do nosso organismo através da eliminação de resíduos tóxicos. Portanto, o fígado é um dos órgãos de maior importância no nosso organismo.

“A gordura visceral está associada ao aumento de doenças cardiovasculares, aumento da insulina e da glicemia, hipertensão e síndrome metabólica. Qualquer excesso de gordura corporal é perigoso, mas a gordura visceral é um fator de risco ainda maior do que a gordura subcutânea”, diz a endocrinologista Bruna Marisa, do Hospital São Francisco e da Santa Casa. Segundo a especialista, a obesidade, o excesso de peso e os hábitos e estilos de vida inadequados são responsáveis hoje por 60% dos casos de gordura no fígado. “O problema da esteatose hepática ser uma doença silenciosa é que nesse meio-tempo o risco de doenças cardíacas e vasculares aumenta muito. Além do mais, a gordura no fígado pode causar hepatite e, dentro de alguns anos, evoluir para cirrose, câncer de fígado e suas consequências, como a necessidade de um transplante hepático”.

Mas existe uma luz no fim do túnel se detectado antes da evolução do quadro para uma cirrose hepática ou câncer. O tratamento que consiste em três pilares básicos: estilo de vida saudável, alimentação equilibrada e prática regular de exercícios físicos. Todas as coisas odiadas por obesos e pessoas que estão com sobrepeso. Falo com conhecimento de causa, já que sou ex-obesa.

Quando fiz meus exames para fazer minha cirurgia bariátrica, graças a Deus não tinha nada no meu fígado. Estava com tudo alto: triglicérides, colesterol, glicose, etc, etc. Mas o fígado estava numa boa. Minha cirurgia foi muito bem-sucedida, só tenho a agradecer ao médico Marcos Martins da Costa. Já completei três anos de operada, me mantenho no peso, não passo mal. Talvez por isso muitas pessoas me abordam perguntam minha experiência e pedem indicação. Uma vez,  uma colega fez a consulta, todos os exames, plano aprovou e, a hora H, ela ficou com medo e desistiu. Conversando com o doutor Marcos, ele me disse que o caso dela era sério, que, além de diabetes, ela tinha fígado gordo e me explicou a gravidade do quadro. Graças a Deus, depois de um tempo, ela decidiu e fez a cirurgia com o colega e sócio do meu médico. Está magra, linda e saudável.

Enfim, apenas uma mudança no estilo de vida pode tratar a raiz da causa do problema a fim de se obter um resultado satisfatório. Por isso, são raros os casos em que há necessidade de medicamentos. Mas depende do estágio da doença. Vale a pena repensar agora o estilo de vida que você está levando. Esta é só mais uma das diversas doenças relacionadas com o excesso de peso ou obesidade, tais como a diabetes, apneia do sono, síndrome dos ovários policísticos e síndrome metabólica, entre outras.




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