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Estado de Minas

Anorexia e bulimia podem levar à morte

Padrões inatingíveis de beleza estimulam perigosos distúrbios alimentares


postado em 04/12/2019 04:00


Já convivi esporadicamente com uma jovem bonita, de boa família, paparicada pelos pais, que sofria de bulimia. Você já deve ter ouvido falar de anorexia e bulimia. Elas atingem principalmente as mulheres, especialmente na faixa dos 12 aos 25 anos. Mas os homens não estão de fora. Eles correspondem a 10% dos casos. Amplamente retratadas em filmes e novelas, essas doenças são ainda mais comuns na vida real. A característica inegável é que ambas estão ligadas ao medo de engordar, por isso são caracterizadas como distúrbios alimentares. Padrões às vezes inatingíveis de beleza e magreza para boa parte das pessoas podem impulsionar a adoção de práticas que não são saudáveis. A internet dá acesso a milhares de conteúdos sobre dietas e dicas de exercícios, mas que nem sempre funcionam para todos os tipos de corpo e organismo. É aí que surgem os distúrbios alimentares: silenciosos, mas perigosos. Inclusive, a anorexia é a doença psiquiátrica que mais registra mortes.

A principal diferença entre anorexia e a bulimia está no quadro sintomático. Comer muito pouco ou não comer identifica a anorexia nervosa. Ela se caracteriza pela perda de peso excessiva em curto período de tempo, devido à falta da alimentação. O índice de massa corporal fica abaixo de 17,5 e vem acompanhado de desnutrição. O distúrbio também afeta a fertilidade, interrompendo a menstruação. Mas esse não é o maior problema. A desnutrição gerada por ela pode levar à morte devido ao risco de falência de órgãos, parada cardíaca ou insuficiência renal, entre muitos outros problemas.

Comer e depois se arrepender é a característica da bulimia. Geralmente, o indivíduo está no seu peso normal ou um pouco acima, mas sofre de compulsão alimentar. Cede a ela com frequência, comendo mais do que o necessário, o que gera arrependimento seguido de vômitos forçados ou uso de laxantes. Nesse caso, não há perda de peso evidente, pois o corpo ainda consegue absorver parte dos nutrientes. Porém, isso não ameniza as consequências – entre elas, fraqueza, dores no estômago, tontura e diarreia.

Tanto a anorexia quanto a bulimia exigem tratamento imediato para minimizar os danos. Muitas vezes complexo, envolve o trabalho conjunto de diversos médicos, como clínico geral ou pediatra (no caso de crianças e adolescentes), nutricionista, psicólogo e psiquiatra. O processo envolve medicamentos, antidepressivos, dieta nutricional e terapia. Tais cuidados costumam ser eficazes na resolução do problema. É preciso ter em mente que o corpo necessita de nutrientes para o bom funcionamento.

Durante o dia, há processos, como a queima de energia, que necessitam de açúcares (por isso, sim, o carboidrato é fundamental para a sobrevivência). Se não encontrar esses nutrientes, o corpo terá de buscá-los em outras partes do organismo (como o cálcio dos ossos) ou apresentará sintomas como a fraqueza. Por isso, é importante se alimentar corretamente, seguindo dieta balanceada e personalizada. Conversar com um nutricionista sobre os objetivos estéticos relacionados à dieta e exercícios pode ser uma forma de levar uma vida mais saudável, evitando distúrbios.


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