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Estado de Minas

Natal chega mais cedo para 700 crianças atendidas por creches de BH

Neste sábado, a Festa da Jornada Solidária, no Luminis Urban Play, vai fazer a alegria da meninada


postado em 23/11/2019 04:00


Papai Noel garante a alegria da garotada de creches de BH(foto: Marcos Vieira/EM/D.A Press)
Papai Noel garante a alegria da garotada de creches de BH (foto: Marcos Vieira/EM/D.A Press)


Este sábado é o principal dia de Natal em Belo Horizonte. Isso porque acontece no Luminis Urban Play o Natal Solidário, que reúne cerca de 700 crianças atendidas pelas creches mantidas na cidade pelo Estado de Minas, por meio do projeto Jornada Solidária. Esta é, de longe, a maior realização de apoio ao menor realizada por uma empresa particular, que cuida o tempo todo para que as creches funcionem dentro de padrões de qualidade mantidos a ferro e fogo. Só quem atua na área sabe o que isso significa, não só em termos de atenção e trabalho, como também de gastos.

Impossível relatar aqui o que acontece em um espaço onde as crianças encontram brinquedos de todos os tipos para se divertir, personagens de desenhos animados ao vivo para brincar, mesa de doces e salgadinhos que está sempre aberta, refrigerante à vontade e o grupo de 60 voluntários pronto a atender qualquer demanda da meninada. Os adultos não conseguem esconder a satisfação de assistir a uma festa tão cercada de informalidade, animação e cordialidade. A meninada pinta e borda – mas, frequentadora de todas as edições, nunca vi o menor desentendimento. O que se vê, mesmo, é organização – na chegada dos ônibus que trazem as crianças das creches e as levam de volta, a satisfação de todas ao receber na saída, das mãos do Papai Noel em pessoa, o presente que, sem dúvida, marca a festança.

Tenho um sobrinho-neto que é “penetra” da festa desde os 5 anos. Fica aflito, perguntando quando é que ela vai acontecer. Adora os brinquedos, os escorregadores, aquelas armações para subir aqui e ali. Ano passado, conseguiu coragem para enfrentar a tirolesa, aquele brinquedo no qual as crianças deslizam no ar de um lado para outro, penduradas em uma corda. A coragem é incrível, quanto menores elas são, mais ficam na fila esperando a vez de aproveitar o voo. Que é realizado com toda segurança, nunca vi uma criança ficar pendurada ou cair. Por segurança, o Mater Dei mantém no local uma ambulância com enfermeiros, que nunca precisaram atender ninguém. Mas estão sempre lá.

Outro lance que as meninas amam é o instituto de beleza. Elas recebem maquilagem, novo penteado, laços, brincos, pulseiras, enfeitam-se à vontade. Enquanto isso, os meninos se cobrem de tatuagens, todas com figuras conhecidas da imaginação infantil. A curiosidade extra da manhã é que, apesar de não ter regalias alimentícias em casa, a meninada não avança nem na mesa de doces nem na de salgadinhos, como era de se esperar e acontece com frequência em festas de aniversário infantis dos mais abonados. As voluntárias passam boa parte do tempo procurando seduzir a meninada para que aceite um cachorro-quente, um pastelzinho, um pão de queijo. O preferido é o brigadeiro, que ninguém rejeita, nem os adultos que acompanham a festa.

Acho impressionante como uma reunião tão grande de crianças de classes menos favorecidas da cidade possa transcorrer durante tantas horas com um sentimento único: o da alegria, da brincadeira. Não se ouve choro ou pirraça. Não há empurrão. O espírito de Natal e a presença de Papai Noel comandam o clima. Se alguém conhece alguma festa igual, que não esconda de mim.



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