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Festival de torresmo à moda de Curitiba é novidade em BH

Bar paranaense abre as portas na capital e apresenta aos mineiros o torresmo de rolo


postado em 20/11/2019 04:00

Torresmo à moda curitibana(foto: Quermesse/divulgação)
Torresmo à moda curitibana (foto: Quermesse/divulgação)

Antes de o colesterol se transformar no fantasma da saúde, a cozinha mineira usava tudo praticamente proibido nos dias atuais. No preparo dos alimentos, o que dava o primeiro sabor e a liga conhecida era a banha de porco, que passou a ser substituída por mil e um óleos que não dão gosto a nada – vários deles, aliás, vêm sendo acusados de tão prejudiciais à saúde quanto a banha de porco. A carne mais servida durante a semana variava entre a costelinha de porco e as partes mais comuns. Lombos e pernis eram habituais nos almoços dominicais, nem precisava ser dia de festa. O peru, que os italianos costumam avaliar como no sabie a niente, ganhou o ponto nobre da mesa natalina. E o torresmo, resultado da fritura da gordura para fazer a banha com a qual se cozinhava tudo, sobrava na vasilha que ficava sempre em cima do fogão.

Na casa da minha avó, em Santa Luzia, os netos corriam dos quartos para a sala, da sala para a cozinha. Quando gostavam, podiam beliscar torresmos diretamente da panela. Meu avô, acamado por problemas cardíacos e proibido de comer torresmo, dava a todos nós uma moedinha sem valor para roubarmos aquela delícia para ele na cozinha.

Felizmente, as coisas estão mudando – muitos dos óleos usados em substituição à banha nem sequer são aprovados para a comida saudável. Aqui e ali, leitões e torresmos têm ressurgido não só nas casas, como nos restaurantes de BH. Agradam tanto que um restaurante famoso de Curitiba, o Quermesse Bar, acaba de abrir filial na capital e vai promover um festival de torresmos para ensinar aos mineiros o que é bom. Repete o esquema adotado em Curitiba, que bombou entre os frequentadores.

O festival de torresmos à moda curitibana começa no dia 26 e vai até o dia 30. Novidade, mesmo, é o torresmo de rolo, que não conhecemos por aqui. Os outros são de tira, pururuca e cubos. O local tem 150 lugares. Quatro opções de torresmo vão custar R$ 10 (cada). Outra atração será o baldão. A cada cinco cervejas de balde, o cliente ganha a sexta.

Além do torresmo, o Quermesse vai servir pratos tradicionais. Diogo Manfredini, sócio da casa, trará de Curitiba o churrasco de igreja. Esse prato tradicional paranaense tem 500g de carne assada marinada de véspera e acompanhamento (250g de fritas). Já o bife sujo tem iscas de alcatra preparadas na chapa, que chegam à mesa com fritas e fatias de pão francês, entre outros acompanhamentos.











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