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Cirurgia plástica virou mania entre os adolescentes

Nos últimos 10 anos, houve aumento de 141% no número de procedimentos realizados em jovens brasileiros de 13 a 18 anos


postado em 15/11/2019 04:00 / atualizado em 14/11/2019 21:54

O mundo realmente muda, não há como resistir. Mas algumas mudanças são tão radicais que é difícil concordar com elas. Essa moda de adolescentes se vestirem com roupas muito reveladoras, que as deixam praticamente desnudas, é um detalhe que incomoda muita gente. Debutante de antigamente usava seu primeiro decote tomara que caia. Nos dias de hoje, é preciso descobrir onde começa o vestido que deveria deixar o corpo ser adivinhado. Dizem que é moda. Mesmo acompanhando a área, acho um verdadeiro disparate. Tendência que, aliás, está valendo também para as noivas, que vão para o altar com vestidos que seriam ousados até para bailes e boates. Mas deixa isso pra lá. Tem coisas mais importantes acontecendo com adolescentes brasileiros, que se submetem cada vez mais a cirurgias plásticas.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), nos últimos 10 anos houve aumento de 141% no número de procedimentos realizados em jovens de 13 a 18 anos. Em 2016, data do último censo realizado pela entidade, foram feitas 1.472.435 cirurgias estéticas ou reparadoras no país, 6,6% delas em pacientes com até 18 anos, o equivalente a 97 mil procedimentos. Os números colocam o Brasil na liderança do ranking de jovens que passam por esse tipo de operação. Nos Estados Unidos, 4% das pessoas que se submetem à cirurgia estética são adolescentes. Só no ano passado foram realizadas cerca de 66 mil cirurgias estéticas. No Brasil, o número já ultrapassou 90 mil.

A Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (Isaps), em seu mais recente censo, realizado em 2017, dedicou um capítulo específico a procedimentos de aumento de seios entre mulheres de até 18 anos. Foram entrevistados 1.329 cirurgiões de todo o mundo – entre os brasileiros, 18,6% responderam já ter feito o procedimento em menores de idade. É o segundo país em que os médicos mais fizeram esse tipo específico de cirurgia, perdendo apenas para o México, onde um em cada cinco cirurgiões afirmou ter operado pessoas nessa faixa etária.

A diferença para os demais países é enorme: nos Estados Unidos, o terceiro colocado, apenas 7% dos entrevistados realizaram esse procedimento. Segundo a Isaps, em 28,8% dos casos a motivação para colocar o implante é “puramente cosmética, para aumentar os seios”. Em 20,8% o objetivo é corrigir “assimetrias graves”.

A cirurgia mais procurada por adolescentes é a rinoplastia – intervenção para remodelar o nariz –, que contabilizou 70.800 procedimentos em 2017, em comparação a 44.600 procedimentos de aumento de mamas feitos em adolescentes em todo o mundo.
Entre as diversas opções de plásticas, têm crescido as cirurgias íntimas. A labioplastia ou ninfoplastia consiste na remoção de pele dos lábios vaginais para correção estética. Em 2017, foi feita por 138 mil mulheres em todo o mundo, de todas as idades. Já o rejuvenescimento vaginal – interno ou externo – foi feito por 98 mil mulheres naquele ano. O Brasil é líder mundial em intervenções íntimas. De 2015 a 2017, o número dessas cirurgias passou de 12.800 para 28.300, segundo a Isaps.

A popularização da cirurgia plástica e a distorção estética do corpo ideal, massificadas pelos meios de comunicação, principalmente televisão e internet, tornaram a busca da perfeição um objetivo a ser alcançado por adolescentes, que procuram melhorar a autoestima e a autoimagem visando à melhor aceitação social. Porém, esse objeto de desejo não deve ser adotado com facilidade, pois pede alguns cuidados, como a discussão do problema com os responsáveis.

O procedimento é aceitável no caso de problemas físicos, como a assimetria mamária, pois a diferença influi no aspecto físico. Porém, o retoque do nariz deveria esperar os 15 anos, quando a conformação do rosto fica definida.


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