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Tromboembolismo venoso é causa de mortes evitáveis

Coágulos atingem a circulação sanguínea ou os pulmões, o que pode ocorrer em leitos de hospital ou em longas viagens aéreas


postado em 18/10/2019 04:00 / atualizado em 17/10/2019 19:21

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), as doenças cardiovasculares são a principal causa de morte no mundo, levando a óbito mais de 17 milhões de pessoas apenas em 2015. Entre os males que mais matam estão o ataque cardíaco, o acidente vascular cerebral (AVC) e o tromboembolismo venoso (TEV). No Ocidente, registram-se 840 mil óbitos por ano devido à TEV.

As manifestações do tromboembolismo venoso podem ser divididas em dois quadros principais: a trombose venosa profunda (TVP) e o tromboembolismo pulmonar (TEP). Chamamos de TVP a formação de coágulo na circulação sanguínea, sendo mais frequente nos membros inferiores. Já o TEP é quando um coágulo se desprende do local em que se formou e, por meio da circulação, atinge o pulmão.

O diagnóstico de trombose venosa é geralmente estabelecido pelo ultrassom com Doppler (ecodoppler). A embolia de pulmão é detectada por meio da tomografia ou de cintilografia pulmonar. Conheça alguns dos principais fatores de risco para o desenvolvimento do quadro:

Hereditariedade – Algumas pessoas podem herdar mutações que fazem o sangue coagular mais facilmente, a chamada trombofilia.

Redução de mobilidade – Ficar muito tempo deitado, como é o caso de internações hospitalares prolongadas ou paralisias, é um risco, assim como ficar sentado por longos períodos ao dirigir ou durante viagens aéreas de longa duração.

Gravidez – A gestação aumenta a pressão das veias da pélvis e das pernas. O risco pode se prolongar por até seis semanas após o parto.
Anticoncepcionais e reposição hormonal – Ambos podem aumentar a tendência do sangue de coagular. O uso de estrógenos pode aumentar em até quatro vezes as chances de a mulher desenvolver trombose.

Obesidade e sobrepeso – Essa condição aumenta a pressão nas veias das pernas e da pelve.

Câncer – Alguns tipos de câncer aumentam a produção de substâncias que facilitam a coagulação sanguínea. Alguns tratamentos oncológicos também aumentam a tendência de coagulação sanguínea.

Idade – Pessoas com mais de 40 anos têm mais trombose venosa profunda se comparadas com outras mais jovens. O risco aumenta depois dos 60 anos.

Apesar de a condição ser mais comum em pacientes internados em hospitais, ela não está restrita aos leitos hospitalares. A TEV pode apresentar sinais claros: dor, calor, sensibilidade, inchaço e vermelhidão nas pernas, além dos sinais de embolia pulmonar – falta inesperada de ar, dor no peito, tosse com sangue, tontura e aumento da frequência cardíaca.

“É importante ficar atento aos sinais e procurar o quanto antes a unidade de atendimento assim que forem identificados os sintomas”, alerta Fabio Lario, cardiologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo.


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