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Com alguns truques, é possível estar sempre na moda

Saber comprar uma peça que terá vida duradoura e evitar a compra por impulso são trunfos de quem tem um guarda-roupa valioso


postado em 14/10/2019 04:00

A modelo Kaia Gerber desfila em Paris look primavera/verão 2020 da Chanel, nas cores preto e branco (foto: Christophe ARCHAMBAULT/ AFP)
A modelo Kaia Gerber desfila em Paris look primavera/verão 2020 da Chanel, nas cores preto e branco (foto: Christophe ARCHAMBAULT/ AFP)

Outro dia saí, para almoçar com uma amiga e ela se espantou com a minha roupa, uma bata que já foi vestido, de um estampado que ninguém mais conhece. Queria saber de onde veio. Então contei que a peça tinha mais de 30 anos, foi comprada de uma das coleções que Mabel Magalhães lançou, tempos e tempos atrás, quando era parte atuante do Grupo Mineiro de Moda. Minha amiga se espantou. Porque, como tantas outras pessoas, não consegue guardar nada – por melhor e mais interessante que seja a roupa.

Como participo de outro time, das conservadoras, contei para ela que tinha colocado no armário das usáveis uma jaqueta Chanel comprada... na Elle et Lui, rede de lojas carioca que tinha aqui, defendendo suas cores, a elegantíssima Ana Maria Flecha de Lima Alvares, que já se foi... Tenho esse defeito, gosto de conservar as peças de roupa de que mais gosto, compradas aqui ou lá fora. Resultado: como a moda está sempre indo e voltando, o que é clássico será sempre usável. E quando a roupa é cara, a conservação e o uso realizam o milagre de amenizar o custo.

Ao longo do tempo, tenho usado sempre essa política e só muito raramente, mas só muito raramente mesmo, sucumbo ao encanto de uma roupa que sei que não vai longe. Essa política tem alguns truques: estampado só alguns poucos, daquele tipo que vence o tempo. Como a estamparia de bichos (onças, principalmente) que aparece há anos e anos e é sempre usável – como acompanhamento ou como peça principal, quando estão na moda. Como está acontecendo agora, com o lançamento das últimas coleções, praticamente todas elas, nacionais ou do exterior, têm peças de estampa animal. Aliás, não só peças, mas bolsas, sapatos, todo tipo de acessórios (que estão, entretanto, na área rápida do demodée).

É claro que a política de consumo usa um elemento bem convincente para que as mulheres só consumam o que está sendo lançado. E é claro também que a maioria das mulheres faz parte desse bloco que quer sempre estar up to date, e é isso que mantém as nossas confecções e as grifes estrangeiras. Só que o bom senso e a atual situação econômica de todos recomenda que se aplique uma boa grana numa roupa básica, clássica, para durar muito, e uma ou outra verba na corrente de moda criada para ser consumida rapidamente (fast fashion) e que por isso mesmo segue as tendências internacionais de perto – mas não arruína ninguém. Cuja compra de impulso pode ser encostada sem o menor remorso.

Ao longo do tempo, as temporadas lançadas internacionalmente buscam focar em algumas cores que serão as principais, as da ocasião. Mesmo assim, o que sobrevive sempre é o preto, o branco, o off white, o marinho, todos os tons de bege, um ou outro cinza. Cores que, dá para ver logo, são fáceis de combinar com outras, trazendo um modelo tradicional para a temporada. Uma camisa laranja, cor do próximo verão, combina com qualquer tom básico, renova o visual.

É claro que não estou ensinando o padre-nosso ao vigário. As mulheres que firmam seu estilo no meio em que vivem usam sempre essa estratégia. Terninhos, conjuntos, tailleurs, chemises, camisas, jaquetas jovens fazem certamente parte de suas roupas usáveis. 


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