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Estado de Minas

Saiba como identificar as causas do estresse

Conhecido como 'doença do século 21', problema que reflete nível de tensão e desequilíbrio no organismo pode provocar prejuízos à saúde e à qualidade de vida


postado em 21/08/2019 04:00 / atualizado em 21/08/2019 11:23


Antigamente, estresse era doença de velho, de pessoas que já haviam passado pelas agruras da vida. Atualmente, não escolhe idade. E quem escuta conversa de psicólogas já ficou sabendo que ela aflige pais e mães, temendo que se transforme num crise que está vivendo a sociedade atual: o suicídio de adolescentes. A coluna publica um texto de Tatiana Pimenta, CEO e fundadora da Vittude, plataforma que conecta psicólogos e pacientes:

“É bem provável que em algum momento da sua vida você já foi invadido ou já conviveu com alguém que estava com um nível muito grande de estresse, não é mesmo? Diante de uma rotina cheia de responsabilidades e inseguranças, o estresse se tornou presente em grande parte da população e passou ser conhecido como a ‘doença do século 21’. O estresse é uma reação do organismo frente a um evento e/ou situação que necessita de adaptação e/ou resolução. Tais reações podem prejudicar a saúde física e mental do indivíduo. Mas será que todo estresse é passível de cuidado? Não! Há aqueles que são considerados positivos, pois eles são responsáveis pela produção de adrenalina que estimula o nível de criatividade e produtividade.

Porém, quando esses hormônios são vivenciados de forma contínua e com uma intensidade excessiva, o organismo deixa de ficar apenas em alerta e passa a se preparar para uma reação de fuga, provocando o esgotamento de energia mental e consequentemente causando danos na produtividade e na qualidade de vida. Quais as principais causas do estresse? As causas podem variar de acordo com cada indivíduo e com cada fase da vida em que o mesmo se encontra. Quando há mudanças ou desconfortos no ambiente escolar, no ambiente profissional e no ambiente familiar há grande probabilidade de o indivíduo sofrer com os sintomas.

Possíveis causas no ambiente de trabalho: perda do emprego, emprego novo, cobrança excessiva, competições por cargos e salários, questionamento sobre a profissão escolhida. Possíveis causas no ambiente escolar: dificuldades de aprendizado, competitividade, dificuldades de socialização, bullying, desejo de aprovação social. Possíveis causas no ambiente familiar: doenças crônicas, falta de tempo para o convívio familiar, discussões, separações, dificuldade de relacionamento, acúmulos de dívidas, luto.

É válido ressaltar que, para cada indivíduo, há uma percepção sobre o que é um problema causador dos sintomas. Mas para todos que sofrem com o estresse negativo, as consequências são sempre passíveis de prejuízos físicos e psicológicos, afetando diretamente todas as áreas da vida. Os principais sintomas físicos de estresse são dores (de cabeça; estômago ou gastrite, dor no peito); diarreia ou constipação; baixa imunidade (frequentes resfriados, infecções), náuseas, tonturas perda de libido, sudorese excessiva. Cognitivos: dificuldade de memória, de se concentrar, apenas vê o lado negativo, preocupação excessiva e constante. Emocionais: instabilidade do humor, irritabilidade, agitação, incapacidade de relaxar, sentir-se sobrecarregado, sentimento de solidão e isolamento, depressão ou infelicidade geral.

Quando ficar atento aos sintomas? Agora que entendemos que o estresse faz parte das vivências, é preciso exercitar diariamente intervenções para permitir que ele entre em nossas vidas sem causar danos tão intensos. Sendo assim, a psicoterapia tem função de auxiliar a identificar, diferenciar e ressignificar esses sintomas, com o objetivo de dominá-los e não ser mos dominados por sintomas tão desconcertantes e prejudiciais ao bem-estar individual e social. Se os prejuízos estão provocando reações no corpo, a introdução de um acompanhamento médico também se torna extremamente importante. Atividades físicas, a atenção com a qualidade da alimentação e a prática de meditações são grandes aliadas para a reestruturação integral biopsicossocial do indivíduo.”


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