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Seios de sonho


postado em 06/04/2019 05:10 / atualizado em 08/04/2019 08:29

Moda é moda, e com ela não há quem possa. Quando a cirurgia plástica entrou para a realidade brasileira, lá pelos anos 1960, a moda era diminuir os seios. Mulher nenhuma queria ter peitão, a tendência da época eram os peitinhos de adolescente. O tempo passou e tudo mudou. Agora, com todos os recursos da área, o que mais se vê são seios grandes, de preferência bem firmes, para não precisarem de sutiã. A essa técnica se dá o nome de mamoplastia, qualquer cirurgia plástica que modifica o formato e aparência dos seios, tornando-os maiores, menores ou mais levantados. Sendo assim, ainda é a técnica mais indicada para quem quer que as mamas fiquem proporcionais e harmônicas com o restante do corpo.

A popularidade desse tipo de procedimento é tanta que, segundo levantamento divulgado pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), as cirurgias de mama, a lipoaspiração e a abdominoplastia figuram entre os principais procedimentos estéticos realizados nos consultórios de cirurgia plástica. Porém, as diversas nomenclaturas desses procedimentos podem causar confusão na hora de explicar ao cirurgião plástico o que você quer fazer. Confira os nomes corretos:

Mamoplastia redutora – Ideal para mulheres com seios volumosos, desproporcionais e que causam dor nas costas devido ao tamanho, e para homens que sofrem de ginecomastia, ou seja, crescimento excessivo das mamas. A mamoplastia redutora visa remover o excesso de glândulas mamárias, gordura e pele da região para que as mamas fiquem proporcionais ao restante do corpo. As incisões para o procedimento podem ser feitas em volta da aréola dos seios, ou em formato de T invertido, iniciando-se ao redor da aréola e continuando por uma linha vertical até a base do seio e outra horizontal no sulco mamário. Já o tamanho, o formato e a visibilidade das cicatrizes após o procedimento vão variar de acordo com o caso e o tamanho da mama.

Mamoplastia de aumento – Indicada para mulheres com seios pequenos ou que sofreram com a diminuição das mamas devido a fatores como gravidez, envelhecimento, amamentação, mastectomia ou emagrecimento, a técnica consiste no implante de uma prótese de silicone, por cima ou por baixo do músculo peitoral, para conferir volume às mamas, sendo colocada através de uma incisão que pode ser feita nas axilas, ao redor da aréola ou embaixo dos seios. A colocação da prótese pode ser associada à retirada de pele e remodelagem da glândula em caso de flacidez, que chamamos de mastopexia. O tamanho da prótese varia de acordo com o caso e deve ser escolhido em uma conversa entre o cirurgião e a paciente, levando em consideração fatores como o corpo, o tamanho do tórax e a estatura. Existem diversos formatos de prótese que deve ser escolhido de acordo com proporcionalidade e desejo da paciente.

Mastopexia – Também conhecida por lifting de mama, a mastopexia é o procedimento utilizado para corrigir a flacidez das mamas, que surge naturalmente com o processo de envelhecimento, após a amamentação ou perda de peso. É realizada através da remoção do excesso de pele da região, além do reposicionamento da aréola e do implante mamário, com as incisões e cicatrizes da mesma forma que da mamoplastia redutora. Essa técnica também pode ser combinada ao implante de silicone para dar volume aos seios, sendo denominada de mastopexia com inclusão de prótese mamária.

Nos três casos, os resultados são visíveis logo após o procedimento. Os cuidados pré e pós-operatório são os mesmos, antes da cirurgia é importante que sejam realizados todos os exames laboratoriais solicitados pelo médico. Interrompa o uso de cigarro e o consumo de bebidas alcoólicas na semana anterior à cirurgia e realize jejum de sólidos e líquidos nas oito horas que precedem a mamoplastia. No período pós-operatório, que dura em média um mês, é fundamental dormir de barriga para cima, usar sutiã especial de sustentação para suportar os seios e evitar realizar exercícios físicos, esforço ou muitos movimentos com os braços.


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