Safra de café arábica em MG foi estimada em 33,4 milhões de sacas
Estudo feito pela Faemg mostra que Minas Gerais pode produzir 32,5% mais café que na última safra
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A safra 2026/2027 de café arábica em Minas Gerais foi estimada em 33,4 milhões de sacas, segundo uma pesquisa da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg).
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Caso esse número se confirme, a colheita será 32,5% superior à estimativa feita pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para a safra anterior. Essa diferença pode, em parte, ser justificada por 2025 ter sido um ano de bienalidade baixa.
Trata-se da primeira Pesquisa Safra Café divulgada pela Faemg. De acordo com a entidade, este é o maior levantamento de campo já realizado sobre a safra cafeeira em Minas Gerais.
As informações foram coletadas diretamente em 5.155 propriedades rurais, distribuídas em 269 municípios, cobrindo cerca de 90% da produção de café arábica nas quatro regiões cafeeiras do estado.
Entre as informações coletadas estão a área cultivada, produtividade, ritmo da colheita, volume já produzido, carga remanescente nas lavouras, condições climáticas e fitossanitárias e expectativas dos cafeicultores.
“Precisamos produzir informações confiáveis para dar visibilidade ao setor, orientar decisões e fortalecer a representação dos produtores. Esta pesquisa é o pontapé inicial para construir uma série histórica da cafeicultura brasileira a partir do campo, sem competir com os levantamentos já existentes, mas somando dados para que o produtor e toda a cadeia tenham uma visão mais clara da realidade", disse Antônio de Salvo, presidente do Sistema Faemg Senar.
Os dados coletados foram processados pelo Centro de Inteligência em Mercados da Universidade Federal de Lavras (Ufla). A ideia é ampliar o projeto nos próximos anos, alcançando outros estados e espécies de café.
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“A estatística traz segurança e uma visão de planejamento e tomada de decisão. O que eu, enquanto produtor, vou fazer? Vou plantar mais? Vou melhorar a produtividade? Vou diminuir custos? Queremos, com essa iniciativa, trazer mais lucidez para o mercado e, principalmente, para os produtores”, destacou Ana Carolina Gomes, analista de Agronegócio do Sistema Faemg Senar.
Este planejamento se mostra cada vez mais importante para enfrentar os extremos climáticos — como ondas de calor, chuvas irregulares, precipitações durante o período de colheita —, que são os maiores desafios que a cafeicultura tem enfrentado nos últimos anos.