Diarista suspeita de matar idosos em BH foi encontrada abraçada ao filho
Polícia prendeu a mulher no quarto de um hotel em Itabira, na Região Central de Minas Gerais. Ela estava com o filho de 6 anos
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A diarista Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, presa na noite dessa quarta-feira (1°/7) suspeita de matar um casal de idosos em um prédio no Bairro São Pedro, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, foi encontrada abraçada ao filho, de 6. A informação foi divulgada pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) na manhã desta quinta (2/7).
De acordo com a PCMG, a faxineira estava hospedada no It Itabira Hotel, na Região Central de Minas, no momento da prisão. Segundo o delegado Gustavo Barletta, responsável pelas investigações, Paola atendeu os policiais no quarto do hotel já bastante abalada, chorando e abraçada ao filho sobre a cama do quarto.
No local, foi encontrado um álbum de figurinhas da Copa do Mundo - possivelmente pertencente à criança.
Ainda de acordo com o delegado, os policiais tentaram acalmar o menino, que ficou sob responsabilidade da família.
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'Curtir a vida'
Ao ser presa, a diarista confessou o crime e afirmou que houve motivação financeira para cometer os homicídios. Segundo ela, apesar de já ter quitado uma dívida de R$ 40 mil com agiotas em Ribeirão das Neves, na Grande BH, queria dinheiro para "curtir a vida".
Conforme a polícia, depois de constatar a morte das vítimas, a suspeita se limpou, trocou de roupa, vestindo peças pertencentes à idosa, e lavou a faca utilizada no crime. Em seguida, recolheu objetos de valor da casa. Parte do dinheiro obtido com a venda dos bens já foi recuperada pelos investigadores.
Paola também declarou ser viciada em jogos de azar, compradora compulsiva e acumuladora de roupas femininas. A PCMG continua investigando o caso para esclarecer todos os detalhes do duplo homicídio e confrontar a versão apresentada pela suspeita com as demais provas reunidas.
Conforme o investigador, Paola afirmou que já esperava ser presa diante da repercussão do caso. "Ela disse que se sentia envergonhada ao se ver na televisão o tempo todo e que nem queria mais sair à rua", relatou.
Instabilidade emocional
Segundo o delegado Barletta, a suspeita demonstrou forte instabilidade emocional durante o interrogatório. "É uma pessoa bastante confusa, mentalmente falando, apresenta falas desconexas. Ela disse que não tem nenhum juízo e pediu perdão à família das vítimas, afirmando que agora quer reerguer a vida e pagar pelo que fez, destacou o delegado em coletiva de imprensa realizada nesta manhã.
Em depoimento, a diarista contou aos policiais que foi ao apartamento realizar um serviço de limpeza e afirmou que já havia recebido elogios de familiares das vítimas pela qualidade do trabalho. Segundo a investigada, ela não saiu de casa com a intenção de cometer o crime. E decidiu furtar os bens ao perceber joias, relógios e dinheiro durante a limpeza do quarto do casal.
No entanto, ainda conforme a confissão, o plano inicial era dopar as vítimas para facilitar o furto. Ela teria colocado quatro comprimidos de um medicamento de uso controlado, utilizado por ela para tratamento da depressão, em um suco preparado no liquidificador.
"Ela utilizou quatro comprimidos em um suco. Trinta a quarenta minutos depois, eles começaram a adormecer", explicou o delegado. A Polícia Civil apreendeu cerca de 50 comprimidos na bolsa da suspeita, o que indica que a ação tenha sido premeditada.
Enquanto recolhia os objetos, Cláudio teria despertado e percebido o furto. Segundo Paola, a diarista foi até a cozinha e pegou uma faca para ameaçá-lo, mas o advogado tentou reagir. Nesse momento, ela o atacou.
A diarista declarou não saber quantos golpes desferiu na vítima. Paola enfatizou que Maria Clotilde ainda estava sonolenta em razão dos medicamentos, mas também foi assassinada. Ela voltou a dizer que ouvia "vozes" a orientando matar o casal.
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Após deixar o apartamento, Paola afirmou ter utilizado um carro para seguir até a região da Praça Sete, no Centro de Belo Horizonte. Ela relatou ter pago R$ 40 pela corrida. A Polícia Civil acredita que o veículo seja de um motorista de aplicativo e pediu que o condutor procure a delegacia para prestar esclarecimentos.