Por que tocou ‘Take on me’, do A-ha, no estádio após derrota da seleção?
Hit da década de 1980 embalou a comemoração da classificação histórica da Noruega às quartas de final; escolha tem forte ligação com a cultura do país
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A eliminação da Seleção Brasileira para a Noruega nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 nesse domingo (5/7) terminou ao som de um dos maiores sucessos dos anos 1980. Após a vitória norueguesa por 2 a 1, os alto-falantes do MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos, tocaram "Take on me", clássico da banda A-ha.
A canção é considerada um verdadeiro hino cultural da Noruega e costuma embalar celebrações esportivas do país. Após a classificação inédita às quartas de final, jogadores e torcedores comemoraram ao som do sucesso lançado em 1985, transformando o estádio em uma grande festa.
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Antes disso, ainda no gramado, os atletas já haviam feito a tradicional "remada viking", uma das comemorações mais conhecidas da seleção norueguesa. Desta vez, a celebração foi comandada por Erling Haaland, autor dos dois gols da vitória, que assumiu o papel normalmente desempenhado pelo capitão Martin Ødegaard.
Cada seleção tem uma trilha sonora
Segundo a Fifa, mais de 750 músicas são selecionadas antes do início do torneio. A Federação mantém uma equipe responsável pelo entretenimento nos estádios, que trabalha em conjunto com as seleções participantes para montar playlists que misturam clássicos do esporte com músicas representativas da cultura de cada país.
Cada time possui uma identidade sonora própria durante a competição. Há uma música para a apresentação da escalação, outra para o aquecimento e uma terceira executada sempre que a equipe marca um gol.
No caso da Noruega, a música utilizada para celebrar os gols é "Bønda Fra Nord", da dupla Racer. Já "Take on me" costuma aparecer nos momentos de festa.
O maior símbolo musical da Noruega
Lançada em 1985, "Take on me" é o maior sucesso internacional do A-ha e ajudou a colocar a Noruega no mapa da música pop mundial.
Formado por Morten Harket, Magne Furuholmen e Pål Waaktaar, o grupo vendeu milhões de discos e transformou a faixa em um dos maiores clássicos da década. A música, no entanto, quase teve um destino bem diferente.
Sua primeira versão surgiu ainda na época da banda Bridges, projeto anterior de Waaktaar e Furuholmen, quando ambos eram adolescentes. A composição tinha uma sonoridade mais próxima do punk e era inspirada, em parte, pelo estilo do tecladista Ray Manzarek, do The Doors.
O primeiro lançamento comercial também passou despercebido. A canção alcançou apenas a 137ª posição nas paradas britânicas e parecia destinada ao fracasso.
Tudo mudou após uma nova gravação e, principalmente, com o lançamento do videoclipe inovador que misturava imagens reais e animação em rotoscopia. Exibido constantemente pela MTV, o vídeo impulsionou a música ao topo das paradas em diversos países e consolidou o A-ha como um dos maiores fenômenos do pop dos anos 1980.
Além do sucesso comercial, a letra fala sobre o desejo de criar conexões e superar obstáculos para viver um amor, mensagem que ajudou a transformar a canção em um clássico atemporal.
Festa histórica para os noruegueses
A vitória sobre o Brasil teve um peso especial para a Noruega. Com dois gols de Erling Haaland no segundo tempo, a equipe venceu por 2 a 1. Neymar ainda descontou de pênalti nos acréscimos, mas não evitou a eliminação brasileira.
O resultado garantiu à Noruega uma classificação histórica para as quartas de final da Copa do Mundo, fase em que enfrentará a Inglaterra.
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Além disso, a seleção escandinava ampliou um tabu expressivo: segue sem nunca ter perdido para o Brasil. Agora são três vitórias e dois empates em cinco confrontos, tornando a Noruega a única seleção que jamais foi derrotada pela equipe brasileira.