HIPERCROMIA PERIORBITAL

Você tem olheiras? Especialista orienta como cuidar em cada caso

Fatores como anatomia do rosto, cor e tipo de pele influenciam no aspecto da sombra que se forma abaixo dos olhos, e cada caso é tratado de uma forma diferente

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Se olhar no espelho e se deparar com aquelas olheiras pode afetar a autoestima rotineiramente. Mesmo com rotinas de sono regulares acima de sete horas, muitas mulheres se queixam da fisionomia cansada na região ocular.

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Em um estudo transversal publicado na revista Surgical & Cosmetic Dermatology, das 220 mulheres participantes, com idade entre 18 e 84 anos, 78% apresentou hipercromia periorbital, as famosas olheiras.

A corrida para os consultórios, somado aos mitos de “como resolver”, é um fenômeno acompanhado pela biomédica esteta e especialista em pele preta, Jéssica Magalhães. Trazendo luz ao tema, ela desmistifica que a aparência de cansaço na região dos olhos está, necessariamente, relacionada à falta de sono. “Na maioria das vezes, o aspecto de cansaço está ligado à própria estrutura facial e às características individuais de cada pessoa”, afirma.

Jéssica Magalhães, biomédica esteta especialista em pele preta
Jéssica Magalhães, biomédica esteta especialista em pele preta Estúdio Criativo/Divulgação

De acordo com a profissional, a profundidade da olheira e a região do sulco lacrimal estão entre os fatores que encabeçam a criação da sombra natural. Outros fatores como o tipo de pele, que pode ser mais fina ou mais flácida; distribuição do volume na face, principalmente na região malar; além da pigmentação, especialmente em peles negras, influenciam a forma como o olhar é percebido.

Profundidade, pigmentação ou flacidez?

“As abordagens para a região dos olhos variam de acordo com o que foi identificado na avaliação, e não existe uma única solução que sirva para todos os casos”, diz a biomédica.

Para não correr o risco de tratar de forma errada e não ter um bom resultado, ou até comprometer a naturalidade da região, Jéssica avalia em três abordagens: profundidade, pigmentação e flacidez. É a partir do toque e do entendimento da estrutura do rosto que a profissional inicia a avaliação clínica.

“Muitas vezes, esses fatores aparecem juntos, e é justamente por isso que a avaliação individualizada é tão importante”, afirma a especialista.

  • A profundidade está ligada à anatomia da região, como o formato do osso e a sustentação dos tecidos, e se manifesta principalmente pela sombra que se forma abaixo dos olhos (aquele aspecto de "afundado")
  • Já a pigmentação é percebida pela cor da pele, que pode ser mais escura ou acinzentada, e não muda quando esticamos levemente a região, sendo muito comum em peles negras
  • Nos casos de flacidez, essa condição está relacionada à qualidade da pele, que pode ser mais fina, menos firme e com menor sustentação ao toque

Como tratar?

Para cada caso, a especialista cita os cuidados necessários para aliviar a sensação de cansaço na região ocular.

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  • Quando se trata de profundidade, pode-se trabalhar com reposição de volume de forma cuidadosa, apenas para suavizar o aspecto de “afundado”, sem exageros
  • Quando o que predomina é a pigmentação, o tratamento envolve o clareamento da região e cuidados contínuos com a pele, principalmente pensando na tendência à mancha em peles negras
  • Nos casos de flacidez, o foco é melhorar a firmeza da pele, estimulando colágeno e deixando a região mais sustentada

Em muitos pacientes, Jéssica afirma que é necessário associar mais de uma estratégia, mas sempre com equilíbrio. “O mais importante é respeitar a estrutura do rosto e entender que o objetivo não é mudar a fisionomia, mas suavizar o aspecto de cansaço de forma natural, mantendo a harmonia facial”, destaca.

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