SIGA O EM

Escolas de BH se mobilizam contra o jogo Baleia Azul

Colégios de BH enviam comunicados aos pais e promovem palestras para discutir como proteger jovens do Baleia Azul, desafio online que induz à automutilação e até ao suicídio

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS
Preencha todos os campos.
[{'id_foto': 1117977, 'arquivo_grande': '', 'credito': 'SRPF-PE/Divulga\xe7\xe3o', 'link': '', 'legenda': 'Em escolas de Pernambuco, Pol\xedcia Federal j\xe1 promove palestras para orientar pais, alunos e professores sobre como lidar com a internet', 'arquivo': 'ns62/app/noticia_127983242361/2017/04/21/863901/20170421073038362811i.jpg', 'alinhamento': 'left', 'descricao': ''}]

postado em 21/04/2017 06:00 / atualizado em 21/04/2017 07:31

João Henrique do Vale

SRPF-PE/Divulgação
Diante das investigações em Minas Gerais de casos que podem ter relação com o desafio on-line Baleia Azul, que induz crianças e adolescentes à automutilação e, em alguns casos,  ao suicídio, instituições privadas de Belo Horizonte estão se mobilizando para ajudar na prevenção e combate ao problema e, ao mesmo tempo, para tranquilizar os pais. Por meio de comunicados, cartas e palestras, as instituições de ensino pretendem reforçar a parceria entre escola e família para a proteção dos jovens, principalmente em tempos de fácil acesso virtual a todo tipo de informação, positiva ou negativa.

No Colégio Batista Mineiro, a Escola de Pais, um programa que tem o objetivo de apoiar o desenvolvimento da criança e do adolescente na escola, discutindo temas que desafiam os pais na educação de seus filhos, está promovendo a palestra “Depressão na infância e na adolescência”. Serão tratados, além do distúrbio mental, temas como o jogo Baleia Azul e a série 13 Reasons Why, que acalorou, em especial na internet, conversas sobre bullying, assédio sexual e verbal, depressão e suicídio.


“Neste momento de alerta geral, em que as famílias estão muito preocupadas, é muito importante esse diálogo entre família e escola. Essas duas instituições são parceiras no processo educativo, e precisam trabalhar juntas”, defende Valseni Braga, diretor-geral da Rede Batista de Educação. O diretor também aponta que as escolas podem facilitar e ajudar as famílias que ainda não sabem como agir em relação ao assunto. “Nas escolas, por meio da conversa com especialistas, professores, alunos e pais, é possível repercutir abertamente e acolher as famílias, indicando caminhos saudáveis e promovendo ajuda mútua”.

ORIENTAÇÕES A Rede Salesiana Brasil de Escolas (RSB-Escolas) e os colégios Magnum e Marista Dom Silvério também se mobilizaram para debater o tema e instruir os pais. Em carta, a RSB-Escolas enviou orientações sobre a série e o jogo. “Profissionais da área de psicologia têm alertado que 13 Reasons Why, embora tenha valores contra o bullying, não toma os cuidados adequados para tratar do assunto. É importante conversar com os jovens e aprofundar as questões abordadas: quais são as generalizações da série? Qual outra alternativa a protagonista poderia ter escolhido? Como ajudar um colega que sofre agressões na escola?”, aponta a nota.

O Marista Dom Silvério também reforçou a importância de os pais acompanharem as escolhas dos programas, jogos e séries de TV de seus filhos. “À escola cabe, sobretudo, orientar os nossos estudantes para que tomem decisões em prol do respeito, por si e pelo próximo, do amor e da vida. Enquanto educadores, temos a ciência de que a tarefa de educar e formar é uma grande missão para a vida toda”.

Eldo Pena Couto, diretor do Colégio Magnum, também fez um comunicado aos pais, no qual repercute os assuntos. “O suposto jogo Baleia Azul é apenas o pano de fundo para um cenário de aumento de casos de suicídio entre jovens que se repete há anos. Meses atrás, o jogo do momento era o da asfixia. Agora é o Baleia Azul. Daqui a um tempo terá um novo. A questão que devemos levantar é: o que vamos fazer para evitar?”, questiona. Segundo o comunicado do diretor, é preciso ir além de apenas conversar sobre o desafio Baleia Azul ou proibir/obrigar os jovens a ver uma série que fale sobre suicídio. “O que pode realmente ajudar a prevenir uma tragédia é permitir que o filho ou filha se sinta seguro para conversar, respeitando as suas individualidades”, ressalta.

SECRETARIA Por sua vez, a Secretaria Municipal de Educação (Smed) informou que também dialoga com diretores e a comunidade escolar. “Como o jogo ‘Baleia Azul’ está sendo bastante repercutido nas redes sociais, a secretaria está finalizando material informativo sobre esse fenômeno, que será distribuído a todas as escolas. No material, vão constar informações como perfil das possíveis vítimas, como identificar sinais de participação, orientações para as famílias e encaminhamentos devidos”, afirmou a pasta por meio de nota. Segundo a secretaria, também estão programadas ações para diretores e coordenadores pedagógicos. Em outros estados, escolas têm sido fórum para tratar de problemas ligados à internet. A Polícia Federal em Pernambuco, por exemplo, promove palestras para orientar sobre como se proteger de crimes na web.

 

 

Polícia apura 4 casos em Minas


A Polícia Civil de Minas  investiga se dois casos de suicídio e dois de automutilação no estado têm relação com o game Baleia Azul. O primeiro registro foi de um jovem de 19 anos que se matou em Pará de Minas. Em Leopoldina, é apurada a participação de um jovem de 18 anos no jogo. Segundo a corporação, a mãe do garoto  informou que o filho participava do jogo e tinha cortes no braço. Em Belo Horizonte, um adolescente de 16 anos foi achado morto no fim de semana no Bairro Ribeiro de Abreu. Familiares suspeitam que haja relação com o Baleia Azul. Em Manhuaçu, uma adolescente de 13 anos foi encontrada desmaiada em casa após ingerir medicamentos para epilepsia e dores musculares. A vítima deixou o hospital na quarta-feira.

Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação
600
 
walter
walter - 21 de Abril às 09:49
O governo federal sempre omisso na proteção a sociedade deveria entrar forte para aniquilar esse perigo gigantesco. Enquanto isso não ocorre vamos continuar compartilhando informações até prender todos os criminosos desse brinquedo dá morte. Não vamos nos acomodar. Tem crianças se matando.