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Estado de Minas

Detento se recusa a libertar mulher e negociações continuam em Montes Claros

Negociações já duram quase 24 horas. Preso exige ser transferido para outro presídio


postado em 13/02/2012 08:07 / atualizado em 13/02/2012 09:25

Movimentação na porta do presídio é intensa na manhã desta segunda-feira (foto: Luiz Ribeiro/EM/DA Press)
Movimentação na porta do presídio é intensa na manhã desta segunda-feira (foto: Luiz Ribeiro/EM/DA Press)


Já duram 20 horas as negociações com o detento que mantém uma mulher refém desde o início da tarde de domingo no Presídio Regional e Montes Claros, no Norte de Minas Gerais.

Policiais militares, agentes penitenciários, bombeiros, Samu, e equipes do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) da cidade e de Belo Horizonte permanecem no local na manhã desta segunda-feira na tentativa de convencer Pedro Francisco Vieira, de 33 anos, a libertar a cabeleireira Cleide Márcia Oliveira Santos, de 38, mãe de um dos presos.

Pedro escreveu uma carta para o Gate pedindo garantia de vida e isso foi assegurado pelos policias. O detento alega que sua morte foi encomendada por R$ 100 mil. Além de exigir que sua integridade física seja garantida, Pedro quer entrar em contato com seus familiares. Os policiais já tentaram localizar o pai e a irmã do preso, que moram em Prado, no sul da Bahia, e com o irmão, que vive em Vila Velha, no Espírito Santo, mas sem sucesso.


Outra exigência do detento é ser transferido para um presídio da Bahia. Os negociadores conseguiram listar sete opções de presídios para onde ele pode ser levado, mas Pedro ainda não se decidiu. Uma psicóloga chegou ao local para conversar com o detento, outra exigência dele. O comandante do 50º Batalhão da Polícia Militar de Montes Claros, tenente-coronel Jorge Bonifácio, também está no presídio para participar das negociações.

O preso ameaça a cabeleireira com um chuço, uma espécie de faca artesanal, mas ela não está ferida. A mulher chegou a gritar durante a madrugada, pedindo para ser libertada. Durante a noite, os outros presos ficaram revoltados e começaram a bater nas grades da cela pois, segundo uma “regra interna”, ninguém pode se envolver com parentes dos detentos.

O detento cumpre pena há 4 anos e está no presídio de Montes Claros desde novembro do ano passado(foto: Luiz Ribeiro/EM/DA Press)
O detento cumpre pena há 4 anos e está no presídio de Montes Claros desde novembro do ano passado (foto: Luiz Ribeiro/EM/DA Press)
Entenda o caso


O cárcere começou por volta das 12h de domingo, quando um agente penitenciário foi levar comida para o homem na cela. Ele tentou ferir o policial e conseguiu fugir pelo corredor, onde fez a mulher refém. Em seguida, Pedro fez vários cortes no rosto, braço e mãos e ameaçou contaminar a vítima com o vírus da Aids.

Segundo a polícia, ele tem passagens por homicídios, roubo e foi preso por ter cometido um estupro em Almenara, quando chegou a manter a vítima em cárcere por três dias. O detento cumpre pena há 4 anos e está no presídio de Montes Claros desde novembro do ano passado. O local tem capacidade para 592 presos mas atualmente abriga 900.

Segundo a diretoria do presídio, após atacar um detento há algum tempo, ele precisou ser levado para um cela individual improvisada em um quarto para visitas íntimas, onde é preciso abrir a porta para falar com o preso e entregar alimentos. Caso fosse uma cela individual comum, uma abertura na porta seria utilizada, sem necessidade de abertura. A diretoria vai apurar se houve falha na segurança.


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