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Estética/Moda Fitness e Spa's

Com expansão das academias, mercado de roupas para ginástica cresce no país

Roupas feitas para malhar ganham espaço também no dia a dia dos consumidores

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postado em 10/05/2015 06:00 / atualizado em 10/05/2015 08:03

Jorge Macedo - especial para o EM

A decisão de abrir o próprio negócio pode levar tempo, começar como um sonho e ser amadurecida devagar, mas ocorre também como oportunidade que exige do empreendedor uma rápida tomada de decisão. O mercado da beleza reúne as mais diversas histórias de empreendedorismo em seus muitos segmentos. O mercado fitness, por exemplo, movimentou R$ 2,5 bilhões no ano passado. No país, são 30 mil academias, que atendem 7,6 milhões de clientes, acelerando a demanda também em setores afins, como a moda fitness.

Além das academias, as roupas feitas para malhar ganham espaço também no dia a dia dos consumidores, e são usadas por um público que realiza com o conforto dos tecidos especiais atividades não só na academia, mas em seu cotidiano, esquentando a demanda, a competição e a especialização no mercado.


Costurando em casa as próprias roupas, Brenda Vaz rapidamente atraiu, com seu design diferenciado e autodidata, a atenção de amigos, familiares e conhecidos. As encomendas pelas roupas confortáveis logo começaram a chegar, e, rapidamente, cresceram em volume. No início da década de 1990, a casa ficou pequena e a modelista, referência na moda fitness da capital, decidiu empreender. Ela transformou o talento em negócio, e abriu sua fábrica no Bairro Prado. Logo inaugurou também duas lojas que levam seu nome e o da marca, na Savassi e outra no Bairro São Pedro. “Até hoje continuo criando e fazendo a modelagem das peças”, afirma a empresária.

Brenda Vaz considera que a moda fitness seguiu a expansão do setor de academias, mas também cresceu porque ganhou as ruas. “É uma roupa bonita, confortável, que rejuvenesce quem a usa, seja na academia, no supermercado ou para levar o filho na escola”, compara. Segundo ela, as modelagens utilizam tecidos tecnológicos, com filtro solar, e são práticas, fáceis de lavar.

Com mais de 25 anos no mercado, Brenda atravessou diversos altos e baixos da economia, mas diz que nunca pensou em parar. Ela considera o atual momento do mercado promissor, mas muito competitivo. “Para se manter nesse mercado é preciso muita dedicação e ter o diferencial do bom gosto”, define a empresária, que com sua expertise é responsável também pela confecção do figurino do reconhecido Grupo Corpo.

 

Para relaxar na cidade

 

Em um mercado que tem possibilidades variadas para o empreendedor, foi a oportunidade que levou a empresária Fátima Rezende a investir no segmento de spas urbanos. O setor experimentou crescimento no Brasil quando passou a fundir serviços de centros de estética aos tradicionais serviços oferecidos pelos spas, como massagens e banhos relaxantes. A partir de R$ 40 mil é possível começar um pequeno negócio no ramo, com serviços simples e sem grandes investimentos em tecnologia.

Fátima Rezende decidiu investir no segmento quando procurava uma segunda atividade para se dedicar depois da aposentadoria. Diante de uma oportunidade de negócio, comprou o Shai Spa, que funciona na região da Savassi, em Belo Horizonte. Com a proposta de oferecer serviços diferenciados, além dos serviços tradicionais, a empresária investiu em um moderno centro de estética. “Só um dos equipamentos que temos, com tecnologia israelense, para rejuvenescimento, custa mais de R$ 100 mil”, explica.

Fátima conta que sempre frequentou os spas como consumidora exigente, e agora que participa desse disputado mercado como empreendedora ela escolheu trabalhar com serviços e tecnologia de ponta, além de mão de obra muito qualificada. “É preciso também ter persistência e reservas, para enfrentar períodos de menor crescimento da economia”, alerta.

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