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Estado de Minas

No Brasil, Selic pode recuar mais rápido

Consultores avaliam que Copom tem condições de acelerar queda da taxa de juros a partir desse mês


postado em 03/11/2016 06:00 / atualizado em 03/11/2016 09:22

São Paulo – O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) tem condições de acelerar o ritmo de queda da taxa Selic, aquela que remunera os títulos do governo no mercado financeiro e serve de referência para as operações nos bancos e no comércio, de 0,25 ponto percentual para 0,50 ponto a partir da reunião deste mês, de acordo com a LCA Consultores.

De um lado, sinais de consolidação do cenário econômico mundial e, de outro, o frustrante desempenho recente da atividade doméstica dão espaço para o BC aumentar a velocidade de recuo dos juros, de acordo com relatório da consultoria. Atualmente, a taxa Selic está em 14% ao ano.

Além dos ventos externos favoráveis e da piora da economia interna, a LCA acrescenta o quadro fiscal como elemento a favor do aumento da velocidade do recuo da Selic. Segundo a instituição, a PEC do Teto de Gastos (Proposta de Emenda à Constituiçao 241), já aprovada na Câmara dos Deputados, deve ser aprovada em primeiro turno no plenário do Senado antes da próxima reunião do Copom.

“Acreditamos que essa janela de oportunidade para reduzir de maneira mais rápida a natureza contracionista de nossa política monetária deverá ser aproveitada pelo Banco Central nos próximos meses”, estima.

Na avaliação dos economistas da instituição, sinais de que a atividade global vem ganhando tração neste quarto trimestre têm sido recebidos com alento pelos mercados, mitigando os efeitos da persistência de focos de risco. “As sondagens econômicas nas principais economias mundiais – inclusive na China – retornaram a terreno francamente expansionista na virada de setembro para outubro, afastando o receio de esfriamento global”, menciona o relatório.

Segundo a LCA, a perspectiva de reversão de estímulos monetários nas principais economias mundiais tem tido repercussão modesta sobre os mercados de ativos e moedas emergentes. “O ambiente externo continua, portanto, a favorecer de um quadro doméstico de acomodação do câmbio e desaceleração da inflação (corrente e projetada), abrindo espaço para a flexibilização de nossa política monetária”, avalia a nota.

Contudo, os economistas da consultoria ponderam que a percepção de risco político voltou a recrudescer em diversas praças.


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