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Estado de Minas

Inflação assombra o varejo

Alta de preços faz vendas recuarem em Minas, segundo IBGE


postado em 12/07/2013 06:00 / atualizado em 12/07/2013 07:27

A alta da inflação ajudou a frear o consumo no varejo em Minas Gerais. Pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou que a expansão do volume de vendas de janeiro a maio (0,5%) no estado foi inferior à do mesmo intervalo do ano passado (2,6%). Por outro lado, a inflação oficial nos cinco primeiros meses de 2013 (2,88%) no país, também medida pelo IBGE, foi maior do que a registrada em 2012 (2,24%). No confronto maio-abril, houve queda de 0,4% nos negócios no. Em relação a maio de 2012, ocorreu alta (2%).

“O consumo das famílias caiu muito devido a inflação. A alta dos preços impactou, principalmente, as classes C, D e E. A classe média está sofrendo com a inflação”, avaliou o economista Gabriel de Andrade Ivo, da Federação do Comércio, Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio). Ele acrescentou que um dos grandes prejudicados, como mostra a pesquisa, é o setor de supermercados e hipermercados, empresas cuja boa parte dos negócios gira em torno dos produtos alimentícios. É válido recordar que, nos últimos meses, os alimentos foram os grandes vilões da inflação.

O IBGE detectou que, no confronto entre janeiro e maio e igual período de 2012, a queda foi de 4,6% nos supermercados. No acumulado do ano, o recuo foi de 1,3%. No comparativo entre maio e o mesmo ano do ano passado, a redução foi de 1,8%.

ALIMENTOS

“A inflação freia o consumo geral no varejo, principalmente o de alimentos e o grupo de hipermercados e supermercados. O que dá mais impacto no dia a dia é o grupo de alimentos. A alta da inflação leva os consumidores a postergarem algumas compras. Eles substituem marcas e modelos mais caros por produtos mais baratos”, avaliou Antônio Braz, técnico do IBGE em Minas, que participa da elaboração dos dados no estado. Curiosamente, no Brasil, os supermercados foram responsáveis por garantir ao varejo resultados positivos. Nos últimos 12 meses, por exemplo, o grupo acumula, em nível nacional, alta de 4,8%.

No Brasil, aliás, as vendas do varejo permaneceram nulas entre maio e abril, mas cresceram nos demais comparativos. E todas acima dos percentuais apurados no estado: 4,5% em relação a maio de 2012; 3,3% no acumulado de janeiro a maio; e 6,1% no período dos últimos 12 meses.


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