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Estado de Minas

PIB fraco acende alerta no Planalto

Apesar de estímulos do governo, economia não recuperou fôlego. Dado oficial sai hoje, mas previsão é de alta de 0,95%


postado em 01/03/2013 06:00 / atualizado em 01/03/2013 07:56

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O crescimento brasileiro em 2012 decepcionou. Apesar de todos os estímulos dados pelo governo, os investimentos encolheram e a indústria se afogou em recessão. Os dados do Produto Interno Bruto (PIB), que serão apresentados hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), vão frustrar a equipe econômica e, ao mesmo tempo, acenderam um alerta no Palácio do Planalto: Dilma Rousseff pode perder popularidade por não conseguir apresentar taxas de expansão a contento e controlar a inflação. A popularidade da petista está sustentada pelo mercado de trabalho, que, apesar de estar aquecido, dá sinais de arrefecimento.

Na média, as apostas dos participantes do mercado são de que o PIB de 2012 tenha ficado em 0,95%. Com esse desempenho e os 2,7% de 2011, a média anual de crescimento nos dois primeiros anos do governo Dilma ficou em 1,82% – o pior para o período desde a gestão de Fernando Collor de Mello, cuja média dos dois primeiros anos de mandato (1990 e 1991) ficou negativa em 1,66%. “Tudo isso coloca em risco o cenário eleitoral para 2014. Inflação alta e crescimento baixo têm um custo político elevado”, disse Luciano Rostagno, estrategista-chefe do Banco WestLB Brasil.

O mercado e o governo tentam ainda entender como uma combinação de juros no menor nível da história (7,25% ao ano), bilhões de reais em desonerações e estímulos ao setor produtivo, quase pleno emprego e uma taxa de câmbio mais competitiva à indústria e aos exportadores não conseguiram engrenar a recuperação da atividade. Para os economistas, o diagnóstico do Banco Central, explicitado na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), é o mais correto: o problema está na oferta e não na demanda. Desde então, o governo vem tentado estimular investimentos no país. Para isso, anunciou desonerações à importação de máquinas e equipamentos industriais, concessões de portos, ferrovias, rodovias e aeroportos à iniciativa privada e prometeu turbinar o Programa de Aceleração de Crescimento (PAC). Nada, porém, ainda deu resultado.

Inflação


Para Alex Agostini, economista-chefe da gestora de risco Austin Rating, a expectativa é de que, em 2013, os investimentos produtivos imprimam um ritmo mais forte à economia. “Eles podem subir para 21% do PIB, uma boa melhora, mas ainda abaixo dos 25% que a presidente Dilma tinha prometido”, explicou. Mauro Schneider, economista-chefe da CGD Securities, destacou que o Brasil tem crescido a duas velocidades. De um lado, o consumo das famílias segue robusto; de outro, o setor produtivo permanece estagnado. “Isso aumenta a disparidade entre a oferta e a demanda e gera inflação”, ressaltou.

Diante do quadro de crescimento incerto no Brasil em 2013 – as apostas estão entre 2% e 3% –, muitos avaliam que o governo vai tolerar mais inflação e evitar elevar os juros básicos (Selic) o quanto for possível, mesmo com a ameaça do Banco Central. As projeções são de que, até julho, a carestia acumulada em 12 meses estoure o limite de tolerância definido pelo governo, de 6,5%, e obrigue a autoridade monetária a subir juros.


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