Por um dia, a Mata do Intelecto ganhou novos aromas. Entre o verde das árvores, taças erguidas e mesas repletas de sabores, Itabira viveu uma experiência inédita: o 1º Festival de Vinhos de Itabira, realizado no sábado, 29 de agosto, reuniu aproximadamente 500 pessoas em uma celebração que foi muito além da bebida.

O vinho foi o ponto de partida — mas não o destino final. Ao longo da programação, o público encontrou mais de cem rótulos, gastronomia, música, literatura, artesanato, conhecimento, atividades para crianças e, sobretudo, a possibilidade de descobrir a cidade por uma nova perspectiva.

Realizado no Parque Natural Municipal do Intelecto, a tradicional Mata do Intelecto, o festival aproximou produtores, sommeliers, especialistas e curiosos em torno de um universo que ainda começa a conquistar espaço na cidade. Visitantes de Itabira, do Médio Piracicaba e da Grande Belo Horizonte Horizonte também participaram da programação, ampliando o alcance da iniciativa.

Uma viagem pelo mundo do vinho — sem sair de Itabira

Entre taças, gastronomia e natureza, o 1º Festival de Vinhos de Itabira conquistou o público

Thiago Sales/Divulgação

Dez expositores, entre produtores, vinícolas, importadoras e distribuidoras de Minas Gerais e de outros estados, levaram ao festival mais de cem rótulos.

A diversidade permitiu ao visitante fazer uma verdadeira viagem sensorial: conhecer diferentes uvas, estilos, regiões produtoras e propostas, além de conversar diretamente com profissionais do setor.

Entre os estandes, um deles despertou atenção especial por trazer uma história que começava ali mesmo, em Itabira. O Vinhedo Terra Rubra, do produtor itabirano Helvécio Teles, apresentou o Suçuarana, rótulo produzido no município.

A descoberta acrescentou uma dose de identidade local à experiência. Afinal, entre vinhos de diferentes origens, havia também um vinho com sotaque itabirano.

Para beber, aprender e descobrir

Quem chegou ao festival apenas para degustar acabou encontrando também uma oportunidade para aprender.

Comandadas pelo professor e enófilo Inimá Souza, cofundador e ex-presidente da Associação Brasileira de Sommeliers de Minas Gerais (ABS/MG), oficinas e conteúdos apresentaram o universo dos vinhos tanto para iniciantes quanto para quem já tinha familiaridade com a bebida.

Como escolher uma garrafa? Como guardar? Qual a melhor maneira de degustar? Que vinho combina com determinado queijo ou petisco?

As respostas fizeram parte da programação, que abordou ainda vinhos nacionais e importados e noções de harmonização. A ideia era transformar cada taça em uma pequena aula — e tornar o conhecimento tão acessível quanto prazeroso.

Quando o vinho encontra a gastronomia

Depois de escolher o rótulo, vinha a pergunta inevitável: o que comer?

A praça gastronômica tornou-se um dos pontos de encontro do festival, reunindo diferentes sabores para acompanhar os vinhos. Le Ville Bistrô, Forneria Meet, Nayna Gourmet, Fumeiro Charcutaria e Alimentos Manancial participaram da programação.

Entre as combinações clássicas, vinho e queijo ganharam protagonismo com as variedades apresentadas pela Alimentos Manancial.

Doces e sobremesas da Doceria Feito Por Nós e os sorvetes da Sorveteria Luigi completaram o percurso gastronômico.

Uma trilha sonora para cada taça

O festival também mostrou que vinho combina com diferentes ritmos.

A programação musical percorreu a MPB de Jaime Santos, as brasilidades e músicas autorais de Luiz Bira, o fado e repertório internacional de Sônia Gargiulo, a bossa nova de Ariella Torres e Banda e o pop rock da Banda O Trilho.

O DJ Lu Mendes completou a trilha sonora, conduzindo o público do início das degustações ao entardecer e aos momentos de maior animação.

Cultura também cabe em uma taça

Entre uma degustação e outra, o festival abriu espaço para a produção cultural de Itabira.

O Centro Itabirano de Artesanato levou trabalhos de artesãos da cidade, enquanto escritores participaram de uma sessão dedicada à literatura local. José Sana, Heitor Bragança, Daniela Brunelli e Natália Andrade apresentaram suas obras e tiveram contato direto com o público.

A proposta ajudou a ampliar o significado do evento: a experiência não terminava na garrafa. Ela também passava pela arte, pela memória e pela criatividade produzidas na própria cidade.

Um festival para toda a família

Enquanto os adultos descobriam novos rótulos, as crianças também tinham seu próprio universo de experiências.

A Anima Kids preparou atividades educativas, brincadeiras, dinâmicas e ações de educação ambiental em um espaço dedicado ao público infantil.

O resultado foi uma experiência mais confortável para as famílias, permitindo que pais e responsáveis aproveitassem a programação enquanto os pequenos participavam das atividades acompanhados pela equipe.

Até o caminho virou experiência

No Intelecto, a experiência começava antes mesmo de chegar ao festival.

Uma van executiva fez o transporte entre a portaria do parque e a área principal do evento. O trajeto, cercado pelo verde e pelo caminho de pedra da Mata do Intelecto, acabou se transformando em uma espécie de primeiro capítulo da experiência.

Era o vinho encontrando a natureza — e a paisagem deixando de ser apenas pano de fundo para fazer parte da história.

Essa integração entre o ambiente natural e a programação foi um dos elementos marcantes da primeira edição.

Cuidar da floresta também fez parte do evento

Realizar um festival dentro de uma área natural exigiu planejamento.

Para reduzir riscos e impactos, a organização optou por taças de acrílico, manteve uma equipe de limpeza durante toda a programação e distribuiu lixeiras pelas áreas permitidas.

O evento também contou com segurança privada, ambulância e brigadistas, além de ter sido previamente comunicado aos órgãos competentes.

O cuidado com a estrutura e com o espaço permitiu que o festival recebesse aproximadamente 500 pessoas sem abrir mão da organização e da preservação do ambiente que serviu de palco para a celebração.

Uma primeira edição com gosto de próxima

O festival reuniu aproximadamente 500 pessoas e transformou a Mata do Intelecto em ponto de encontro

Thiago Sales/Divulgação

Ao final, o que ficou foi a sensação de que Itabira havia descoberto uma nova possibilidade.

A resposta do público reforçou a percepção de que existe espaço na cidade para experiências que aproximem gastronomia, cultura, natureza e turismo. A participação de moradores e visitantes de outras regiões também revelou o potencial de atração do evento.

Idealizado e organizado pelo empresário Thiago Jacques, o festival contou com apoio do poder público e da iniciativa privada. Entre os patrocinadores estiveram Óticas Nayara Prime, Empreenda Soluções Imobiliárias, Escola Troka, Gráfica Pinus, Le Ville Bistrô e AMPLISERVIC.

Mais do que uma feira de vinhos, a primeira edição apresentou uma proposta de experiência integrada: beber, comer, ouvir música, conhecer artistas, conversar com produtores, descobrir novos sabores e caminhar em meio à natureza.

Cerca de 500 pessoas, dez expositores e mais de cem rótulos deram o primeiro passo.

Agora, fica a expectativa de que a iniciativa ganhe novas edições e entre definitivamente no calendário cultural, gastronômico e turístico de Itabira.

Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia

Porque, na Mata do Intelecto, o vinho encontrou a natureza — e Itabira descobriu que também pode brindar a uma nova tradição.

compartilhe