Air France fecha sauna em lounge de Paris após uso impróprio
O que era um dos mimos mais curiosos da companhia aérea virou alvo de rumores depois que passageiros teriam transformado o local em cenário para encontros íntimos; Air France nega
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Uma sauna dentro de um aeroporto parece, à primeira vista, o lugar perfeito para descansar antes de um voo longo. Na sala VIP da Air France no Aeroporto Charles de Gaulle, em Paris, ela era justamente isso: um espaço reservado para passageiros relaxarem, tomarem uma ducha e recuperarem as energias antes de embarcar. Até que a história esquentou.
A sauna do lounge localizado no Terminal 2E, Hall L, foi fechada definitivamente. O episódio ganhou repercussão depois que um viajante relatou ter encontrado o espaço interditado e questionou um funcionário sobre o motivo. Segundo o relato, o gerente teria explicado, de maneira bastante discreta, que alguns passageiros estavam “fazendo coisas que não deveriam fazer” ali dentro.
A frase foi suficiente para incendiar a imaginação — e as redes sociais. Rapidamente, surgiu a versão de que a sauna teria sido transformada em uma espécie de “quarto de hotel” improvisado para encontros sexuais entre passageiros.
Só há um detalhe importante: a Air France diz que não foi isso.
Em resposta às especulações nas redes sociais, a companhia afirmou que a sauna foi fechada em setembro de 2025 por causa da baixa utilização e como parte de uma estratégia de padronização dos serviços oferecidos nos lounges do Charles de Gaulle. A empresa também destacou que continua oferecendo áreas de relaxamento, duchas e tratamentos de 20 minutos em parceria com uma rede de Spas.
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Um luxo pouco comum
A sauna não era uma invenção recente. Quando o lounge do Hall L foi inaugurado em sua configuração renovada, a Air France apresentava uma área de bem-estar de cerca de 550 metros quadrados, com duas saunas privativas. Era um daqueles pequenos luxos que transformavam uma longa conexão em uma experiência mais próxima de um hotel do que de um aeroporto.
E havia um detalhe que talvez explique parte da confusão: a estrutura era privativa. O espaço reunia vestiário, ducha ampla e sauna revestida de madeira, podendo ser utilizado por um único grupo de passageiros por vez.
Para quem descobriu a história agora, a combinação parece irresistível: uma sala fechada, uma sauna privativa, passageiros em trânsito e uma frase misteriosa de um funcionário. O resultado foi praticamente um roteiro pronto para viralizar.
Assunto viralizou
O episódio, porém, é um bom exemplo de como uma informação pode ganhar novas camadas ao circular pela internet.
Há evidências de que a sauna foi fechada. Há relatos de passageiros e de um funcionário sobre comportamentos inadequados. Mas não há confirmação oficial de que relações sexuais tenham acontecido no local nem de que esse tenha sido o motivo da decisão.
Assim, a versão mais picante da história permanece no território dos rumores.
O curioso é que a própria negativa da Air France acabou alimentando ainda mais o assunto. Ao responder publicamente às especulações, a companhia transformou uma simples mudança de serviço em uma das histórias mais inusitadas da aviação nesta semana.
A moral da história
A sauna acabou. Os passageiros continuam tendo duchas, áreas de descanso e tratamentos de beleza no lounge. E o episódio deixa uma pequena lição sobre aeroportos: por mais sofisticada que seja uma sala VIP, ela continua sendo um espaço compartilhado.
No fim, talvez a Air France tenha descoberto da maneira mais curiosa possível que até mesmo um ambiente criado para proporcionar privacidade precisa de limites.
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E, definitivamente, nem toda sauna de aeroporto precisa virar suíte de hotel.