Os Jogos Olímpicos de Inverno Milão-Cortina 2026 deixaram um legado eterno nos Alpes italianos, transformando a região em um destino de inverno de classe mundial, mais acessível, sustentável e integrado. Ao priorizar a reutilização de infraestruturas existentes – com 85% das instalações já consolidadas ou temporárias –, o evento minimizou impactos ambientais e impulsionou melhorias duradouras em transporte, acessibilidade e turismo responsável.

A conexão entre o dinamismo urbano de Milão e a majestade das Dolomitas e da Valtellina criou um circuito alpino único, onde a sofisticação metropolitana se funde ao encanto das montanhas. Hoje, visitar esses destinos significa percorrer paisagens de tirar o fôlego, com pistas impecáveis, vilarejos charmosos e experiências que equilibram aventura, relaxamento e gastronomia refinada – tudo potencializado pelo brilho pós-olímpico. Os jogos na Itália foram um 'divisor de águas' para a participação brasileira, que terminou com ouro do esquiador Lucas Pinheiro Braathen.

Lucas Pinheiro Braathen conquistou o ouro no slalom gigante, disputado em Bormio, no Norte da Itália

DIMITAR DILKOFF/AFP

Milão continua sendo o ponto de entrada ideal para quem busca os Alpes italianos. A metrópole, com sua rede de trens de alta velocidade e metrô expandido, conecta a cidade aos vales montanhosos em menos de duas horas, facilitando viagens sustentáveis. O "Olympic Boulevard" que animou ruas como as proximidades do Duomo e do Castello Sforzesco evoluiu para um circuito cultural permanente, com fan zones transformadas em espaços de eventos sazonais.

 Para o visitante de inverno, Milão oferece o contraste perfeito: comece o dia com um espresso no Quadrilátero da Moda, explore a vida noturna boêmia de Brera e, à tarde, embarque rumo às montanhas. A infraestrutura reforçada garante que o acesso aos Alpes seja fluido e ecológico, tornando a cidade o hub perfeito para combinar cultura urbana com escapadas nevadas.

Patrimônio da UNESCO

Patrimônio Mundial da Unesco, as Dolomitas convidam o viajante a desacelerar e trocar o frenesi das cidades pela calma dos lagos

Mattia Marinangeli/Unsplash

Cortina d’Ampezzo, apelidada de "Rainha das Dolomitas", reafirmou seu status de destino premium após os Jogos. Suas encostas – como a lendária Olimpia delle Tofane – integram o maior domínio esquiável do mundo, o Dolomiti Superski, com mais de 450 teleféricos conectados por um único passe. As formações dramáticas de calcário, com tons rosados ao entardecer, formam um cenário de beleza natural excepcional, declarado Patrimônio Mundial pela UNESCO. 

No inverno, as pistas oferecem opções para todos os níveis, de descidas desafiadoras a rotas panorâmicas. O pós-esqui é elegante e relaxado: na Corso Italia, bares charmosos e restaurantes refinados servem pratos como polenta com funghi porcini, acompanhados de vinhos locais ou grappa quente. Vilarejos acolhedores e hotéis de luxo proporcionam um ambiente sofisticado, com caminhadas na neve, patinação e spas que exploram o charme alpino. O legado inclui acessibilidade aprimorada, tornando Cortina mais inclusiva para famílias e visitantes com mobilidade reduzida.

Bormio e a Valtellina



Na Valtellina, Bormio destaca-se como um oásis de bem-estar em meio aos picos. Suas águas termais, conhecidas desde a era romana, alimentam spas icônicos como QC Terme Bagni Vecchi e Bagni Nuovi, com piscinas aquecidas a 40°C cercadas por vistas nevadas. As encostas, incluindo a lendária Stelvio, oferecem descidas longas e variadas, ideais para esquiadores experientes, enquanto trilhas de caminhada na neve e rotas de raquetes de neve revelam vales serenos. 

A vila histórica, com sua arquitetura charmosa, convida a passeios tranquilos, degustações de vinhos da região e pratos reconfortantes como pizzoccheri e ossobuco. O legado olímpico trouxe modernizações que beneficiam o turismo sustentável, com foco em preservação ambiental e experiências autênticas para visitantes que buscam relaxamento após a adrenalina das montanhas.

A Catedral de Milão (Duomo di Milano) é um dos mais impressionantes templos góticos do mundo Carlos Altman/EM
Lucas Pinheiro Braathen conquistou o ouro no slalom gigante, disputado em Bormio, no Norte da Itália DIMITAR DILKOFF/AFP
Neve e adrenalina nos Jogos de Inverno. O finlandês Rene Rinnekangas nas eliminatórias do Snowboard, no Livigno Snow Park KIRILL KUDRYAVTSEV
Patrimônio Mundial da Unesco, as Dolomitas convidam o viajante a desacelerar e trocar o frenesi das cidades pela calma dos lagos Mattia Marinangeli/Unsplash
Um dos marcos mais emblemáticos de Milão, na Itália, o Castello Sforzesco é símbolo de poder e heranca cultural. Conheça esse lugar fascinante! ParsonsPhotographyNL/Wikimédia Commons

Livigno: O "Pequeno Tibete" 

A 1.816 metros de altitude, Livigno – carinhosamente chamada de "Pequeno Tibete" pelo frio persistente e neve garantida – é o destino perfeito para quem busca energia jovem e inovação. Suas estações, como Mottolino e Carosello 3000, contam com parques de neve de última geração, com rampas de salto e corrimãos para freestyle, mas também encostas amplas para esqui recreativo. O sistema de teleféricos ampliado facilita o acesso, mesmo para amadores.

 Como zona isenta de impostos, Livigno atrai com compras de luxo a preços atrativos – de marcas como Prada a equipamentos de neve. A atmosfera vibrante inclui bares animados e uma cena pós-esqui descontraída, com fogueiras ao ar livre e música ao vivo. O legado dos Jogos fortaleceu sua hospitalidade alpina, com acomodações adaptadas que mantêm o foco em sustentabilidade e turismo de qualidade.

Lagos congelados

Para quem prefere tranquilidade contemplativa, Anterselva oferece um refúgio sereno. Cercada por florestas de pinheiros e lagos congelados, a arena natural é ideal para esqui cross-country, raquetes de neve e caminhadas invernais em cenários de conto de fadas. O silêncio das montanhas, interrompido apenas pelo som da neve sob os pés, convida à introspecção e ao contato direto com a natureza.

A região, com trilhas acessíveis e centros de treinamento renovados, promove atividades inclusivas para todas as idades. Após o dia ativo, spas e chalés aconchegantes oferecem chocolate quente e pratos típicos do Tirol do Sul, como speck e canederli. O legado aqui reforça o biatlo e esportes de endurance como opções acessíveis, atraindo quem busca paz nos Alpes.

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