Praia dos mineiros

Caos em Guarapari: "não indico, não quero que ninguém passe o que vivi"

Influenciador mineiro Luciano Pacheco, conhecido como "Repórter Baleiro", narra os problemas enfrentados com a falta de água no balneário do Espírito Santo

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Luciano Rocha Pacheco, conhecido como @repórter_baleiro no Instagram, é um vendedor de balas de Betim (MG) que se tornou influenciador digital com mais de 69 mil seguidores. Seu perfil mistura notícias do dia a dia, denúncias locais e um estilo direto e próximo do público, sempre com bordões como "pra cima, pra cima" e "pro Brasil e pro mundo". No final de 2025, ele organizou uma excursão de réveillon para Guarapari (ES), levando um grupo de cerca de 50 pessoas em um pacote de 5 dias.

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Infelizmente, a viagem enfrentou sérios problemas e terminou mais cedo para Luciano e alguns participantes, que retornaram após apenas 3 dias. Em reels publicados no perfil, ele relatou a realidade que encontrou: falta de água potável em vários bairros — especialmente na Praia do Morro, principal ponto do grupo —, dificuldades de abastecimento em mercados, preços elevados para itens básicos quando a água aparecia e um atendimento precário na UPA, onde se sentiu maltratado por não ser morador local.

 
 
 
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Os relatos de Luciano não foram isolados. Reportagens da época, como do G1 e da Tribuna Online, confirmaram que Guarapari e outras cidades do Espírito Santo passaram por desabastecimento de água desde o Natal de 2025, afetando milhares de moradores e turistas. " A tendência é só piorar. O canaval é no próximo mês e a cidade não tem estrutura para receber tantos turistas, que será muito maior que a da virada do ano. Por isso faço o alerta. Visitem outras praias como Cabo Frio ou a Bahia", desabafa.

A Cesan atribuiu o problema principalmente a ligações clandestinas ("gatos") que desviavam água para sítios, haras, lagos artificiais e residências sem autorização, somado ao aumento explosivo da demanda na alta temporada — com estimativas de 1,5 milhão de visitantes no verão. Moradores locais também expressaram frustração com a sobrecarga da infraestrutura, que não acompanha o turismo sazonal, e com a exploração de preços.

Experiência negativa

 
 
 
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Luciano, ao viver a situação na pele, decidiu usar sua plataforma para alertar os seguidores. Em seus vídeos, ele enfatizou: "não indico, não quero que os meus seguidores passem o que eu vivi". Ele destacou o sofrimento real — desumano, como descreveu — e optou por não ficar mais tempo no local, preferindo destinos alternativos como Cabo Frio ou Bahia em futuras ocasiões. Muitos moradores de Guarapari concordaram com as críticas, reconhecendo que o problema é recorrente e que a cidade enfrenta desafios crônicos de planejamento hídrico e saneamento.

A denúncia dele serviu como um alerta importante. Com seu alcance, Luciano ajuda a visibilizar uma questão que afetou não só seu grupo, mas milhares de pessoas durante as festas de fim de ano. Ele transforma a experiência negativa em conteúdo que informa e protege quem o acompanha, mostrando que influenciadores regionais podem cumprir um papel valioso ao compartilhar vivências reais e cobrar melhorias — seja da Cesan, da prefeitura ou do setor turístico.

Guarapari continua sendo um destino bonito e procurado, mas episódios como esse reforçam a necessidade de planejamento mais robusto para a alta temporada. A voz de pessoas como Luciano, que enfrentam o problema diretamente e o denunciam sem rodeios, contribui para que turistas e moradores exijam soluções concretas. No caso dele, a atitude de priorizar o bem-estar dos seguidores e alertá-los abertamente demonstra responsabilidade e compromisso com a comunidade que o apoia.

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