Três novos processos judiciais contra o parque Six Flags Magic Mountain alegam que a montanha-russa X2 causou lesões cerebrais graves em visitantes. Advogados que representam as vítimas afirmam que mais de 100 pessoas com queixas semelhantes já se manifestaram.

As ações apontam problemas de design no brinquedo desde sua inauguração, em 2002. Segundo os advogados, a firma já representa mais de uma centena de pessoas que relataram algum grau de dano cerebral após utilizar a atração nos últimos dois meses.

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Relatos das vítimas

Pamela Guillen visitou o parque em julho deste ano com sua família para o aniversário de 16 anos de sua filha. Ela contou que a X2 foi a última atração do dia. Após sair do brinquedo, sentiu-se confusa e desorientada.

Sua próxima memória é de acordar em um hospital duas semanas depois, quando soube que havia passado por uma cirurgia cerebral de emergência. "Eu estava confusa e desorientada, e lembro de ver o medo nos olhos da minha filha", recordou Guillen.

"Sofri uma lesão cerebral traumática e precisei de cirurgia de emergência para parar o sangramento. Tive que ser intubada. Fiquei em coma e passei quase um mês no hospital", detalhou.

Outro autor do processo, Michael Wick, esteve no parque com a família e também andou na X2. O advogado de Wick informou que ele passou por duas cirurgias cerebrais e hoje está incapacitado para exercer a advocacia.

Seis dias após o incidente com Guillen, Naomi Greer-Wilkinson, de 25 anos, utilizou a mesma montanha-russa. Seus pais afirmaram que ainda esperam que ela volte a respirar por conta própria.

Gary Dordick, proprietário do escritório de advocacia Dordick Law, criticou a postura do parque. “O Magic Mountain parece pensar que, se as pessoas escolhem voluntariamente andar em uma montanha-russa, elas assumiram o risco. Não! Elas não assumem o risco de morte ou dano cerebral catastrófico por um pouco de diversão em família”, disse.

Um porta-voz do Six Flags informou que a atração permanece fechada desde a noite de 12 de julho. O parque declarou que sua política é não comentar litígios pendentes.

Dordick espera que novas ações judiciais sejam abertas nas próximas semanas. Ele explicou que seu escritório aceitou apenas casos de pessoas que buscaram tratamento médico antes de contatar um advogado e que todas sofreram algum tipo de lesão cerebral.

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O Magic Mountain já havia fechado um acordo em um processo por homicídio culposo movido pela família de Christopher Hawley, que morreu após andar na X2 em 2022.

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