Tecnologia

O que fazer nos primeiros 30 minutos após roubo de celular

Bloqueio imediato de apps bancários e redes sociais é crucial; passo a passo evita prejuízos financeiros e vazamento de dados

Publicidade
Carregando...

Roubos de celulares registrados em agosto de 2026 no viaduto do Anel Rodoviário, entre as avenidas Dom Pedro II e Tancredo Neves, na região da Pampulha, em Belo Horizonte, acenderam um alerta sobre a importância de uma ação rápida após o crime.

Fique por dentro das notícias que importam para você!

SIGA O ESTADO DE MINAS NO Google Discover Icon Google Discover SIGA O EM NO Google Discover Icon Google Discover

Apesar do problema pontual, dados da Sejusp-MG indicam uma queda de 23% nos furtos de celulares na capital no primeiro semestre de 2026 em relação ao mesmo período de 2025. De qualquer forma, os primeiros 30 minutos após a perda do aparelho são cruciais para minimizar prejuízos financeiros e proteger dados pessoais. A prioridade máxima é bloquear o acesso a aplicativos financeiros e redes sociais antes mesmo de registrar a ocorrência policial.

Agir com velocidade impede que criminosos realizem transferências bancárias, solicitem empréstimos ou usem suas informações para aplicar golpes em seus contatos. Um aparelho desbloqueado dá acesso a e-mails, aplicativos de mensagens e redes sociais, que podem ser usados para roubo de identidade e extorsão.

Leia Mais

Passo a passo: o que fazer imediatamente após o roubo?

Para proteger suas informações e seu dinheiro, siga uma ordem de prioridades. Comece pelos serviços que guardam seu dinheiro e, em seguida, proteja sua identidade digital. O registro policial, embora essencial, pode ser feito depois dessas primeiras ações emergenciais.

  1. Contate seus bancos: use o celular de outra pessoa ou um computador para ligar para as centrais de atendimento de todos os seus bancos e instituições financeiras. Peça o bloqueio imediato do acesso ao aplicativo e de todas as transações;

  2. Desconecte contas digitais: acesse suas principais contas, como Google e Apple ID, e use a função “sair de todos os dispositivos”. Troque as senhas do seu e-mail principal, Instagram, Facebook e WhatsApp para deslogar o aparelho roubado;

  3. Bloqueie a linha telefônica: ligue para sua operadora de telefonia e solicite o bloqueio do chip (SIM card). Isso impede que o criminoso use seu número para validar transações ou recuperar senhas de outros serviços;

  4. Inutilize o aparelho com o IMEI: com o número do IMEI em mãos, que consta na nota fiscal ou na caixa do celular, peça à operadora para bloquear o dispositivo. Essa medida impede que o aparelho se conecte a qualquer rede de telefonia no Brasil, mesmo com outro chip.

O que é o bloqueio do IMEI?

O IMEI (International Mobile Equipment Identity) funciona como um chassi de carro, um código de identificação único para cada celular. Para encontrá-lo antes de uma emergência, digite *#06# no teclado do seu aparelho e guarde o número em local seguro. Solicitar seu bloqueio junto à operadora inutiliza o aparelho para conexões de rede móvel em todo o território nacional, tornando-o inútil para ligações e uso de dados. Vale ressaltar, no entanto, que o aparelho bloqueado ainda pode ser utilizado via Wi-Fi para acesso a aplicativos e internet, por isso o bloqueio de contas e senhas continua sendo prioritário.

Como registrar o Boletim de Ocorrência

Após tomar as primeiras medidas de segurança, registre o Boletim de Ocorrência (BO). O procedimento pode ser feito on-line, por meio da Delegacia Virtual (serviço disponível em alguns estados), ou presencialmente em qualquer delegacia de polícia. O documento é fundamental para formalizar o crime e acionar o seguro, caso você tenha.

E se o celular tiver seguro?

Com o Boletim de Ocorrência em mãos, entre em contato com a seguradora para iniciar o processo de sinistro. A empresa vai informar quais documentos adicionais são necessários e os próximos passos para análise e possível indenização ou substituição do aparelho, conforme as condições da sua apólice.

Prevenção e combate ao crime

Antes que o pior aconteça, ative os sistemas de localização do seu aparelho, como o "Buscar iPhone" (Apple) ou "Encontre Meu Dispositivo" (Google). Essas ferramentas podem ajudar a rastrear o celular ou a apagar seus dados remotamente.

Em paralelo, a Câmara Municipal de Belo Horizonte aprovou em agosto de 2026 o PL 651/2026, que obriga comércios de celulares usados a cadastrarem a procedência dos aparelhos, uma medida para dificultar a receptação e venda de produtos roubados.

Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia

Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

Acesse o Clube do Assinante

Clique aqui para finalizar a ativação.

Acesse sua conta

Se você já possui cadastro no Estado de Minas, informe e-mail/matrícula e senha. Se ainda não tem,

Informe seus dados para criar uma conta:

Digite seu e-mail da conta para enviarmos os passos para a recuperação de senha:

Faça a sua assinatura

Estado de Minas

Estado de Minas

de R$ 9,90 por apenas

R$ 1,90

nos 2 primeiros meses

Aproveite o melhor do Estado de Minas: conteúdos exclusivos, colunistas renomados e muitos benefícios para você

Assine agora
overflay