Parece história de novela: a engenheira civil e arquiteta Kaline Macedo só descobriu que estava sendo traída depois que o namorado, com quem estava junto havia 12 anos, morreu. A baiana contou nas redes sociais que foi durante o velório do namorado que ela soube que ele mantinha outros relacionamentos paralelos.
@kalinearqeng eu não ia contar sobre isso aqui, pq ainda mexe demais comigo tudo que eu descobri e passei. mas resolvi compartilhar pq pode ser que minha história sirva para ajudar alguma mulher a não passar pelo mesmo que eu.
? som original - Kaline Macedo
Segundo ela, a revelação aconteceu após uma conversa entre sua mãe e outra mulher que também dizia ser companheira do homem. Ao todo, ele mantinha relações com pelo menos quatro mulheres.
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O relato ganhou grande repercussão no TikTok e em outras plataformas, onde Kaline compartilhou detalhes do relacionamento e do processo de reconstrução emocional após as descobertas.
Relacionamento começou em 2013
Kaline conheceu o companheiro em 2013, quando tinha 19 anos e estava concluindo a graduação em engenharia civil. Naquele momento, o foco era a carreira profissional e não um relacionamento. Mesmo assim, o homem, 10 anos mais velho, insistiu em conhecê-la e passou a frequentar o bairro onde ela morava, em Cipó, no interior da Bahia.
Com o tempo, os dois começaram a namorar e permaneceram juntos por cerca de 12 anos. Em entrevista à revista Marie Claire, Kaline contou que, no início, o homem era carinhoso, atencioso e demonstrava interesse constante por ela.
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Com o passar dos anos, porém, começaram a surgir sinais que ela decidiu relevar. Ela afirma que o companheiro costumava inventar histórias sobre a própria vida, dizendo, por exemplo, que havia perdido um irmão gêmeo, tentado ser delegado e sobrevivido a uma tentativa de assalto.
"Fui percebendo aos poucos suas invenções, mas não queria gerar confusão. Acreditava que, como não era nada muito absurdo, poderia relevar", contou.
Ciúmes e controle marcaram a relação
Além das mentiras, o relacionamento passou a ser marcado por episódios de ciúmes e comportamento controlador. Segundo ela, o namorado chegou a instalar um sistema de controle parental no celular, para monitorar mensagens e a localização em tempo real dela.
Após cerca de nove anos de relacionamento, a engenheira iniciou terapia e percebeu que desejava terminar o namoro. Apesar disso, afirma que encontrava dificuldades para romper a relação.
"Estava extremamente esgotada, mas ele não aceitava, não me deixava em paz. Quando terminei e fui para a casa da minha família, ele foi atrás de mim", relembrou.
Ela também afirmou que recebia ameaças e acabou retomando o relacionamento.
Morte inesperada
Em outubro de 2025, o homem morreu em um acidente de carro em Alagoinhas, entre Salvador e Cipó. Kaline conta que, inicialmente, acreditou que o namorado estivesse viajando para encontrá-la de surpresa, já que ela havia ido visitar familiares no interior da Bahia.
Quando ele deixou de responder às mensagens, recebeu uma ligação do sobrinho dele perguntando se sabia onde o tio estava. Pouco depois, a irmã do companheiro confirmou que ele havia morrido.
"Na hora, pensei que ele podia ter morrido por minha causa", recordou.
Somente no dia seguinte ela descobriu que ele retornava de Sergipe quando sofreu o acidente.
Descoberta começou no velório
Abalada, Kaline permaneceu durante quase todo o velório em uma sala reservada, sem conversar com os demais presentes, com culpa de querer terminar o relacionamento antes da tragédia. Enquanto isso, sua mãe acabou conhecendo outra mulher que afirmava estar no local para se despedir do namorado da amiga.
Durante a conversa, ambas perceberam que falavam da mesma pessoa. "Minha mãe disse que estava no velório do genro dela. A outra mulher respondeu que estava no velório do namorado da amiga dela. Quando falaram o nome dele, descobriram que era a mesma pessoa", contou Kaline em um vídeo publicado nas redes sociais.
Segundo ela, a mãe optou por esconder a informação naquele momento para evitar aumentar seu sofrimento.
As traições vieram à tona
Dias depois do enterro, Kaline encontrou publicações nas redes sociais feitas por uma mulher que prestava homenagens ao falecido e dizia ter vivido um relacionamento de três anos com ele.
@kalinearqeng continuação de como eu descobri que meu ex era um mitomaníaco e como ele fazia várias mulheres de idiota
? som original - Kaline Macedo
"Quando entrei nos stories, ela estava me criticando e falando sobre o grande amor que tinha vivido com ele. Eu nunca poderia imaginar que ele tivesse um caso com essa mulher", afirmou.
A partir daí, outras descobertas surgiram. Segundo Kaline, uma estagiária que trabalhava com ele também era uma das amantes, mas não sabia que o homem ainda estava em um relacionamento.
A jovem reuniu informações sobre diferentes relacionamentos mantidos por ele e compartilhou o material com ela. Foi por meio desse levantamento que a arquiteta descobriu que, antes do acidente, o namorado havia viajado com outra jovem, de 19 anos, conhecida por meio de um aplicativo de relacionamentos.
"Ele morreu enquanto voltava de uma viagem com uma amante de 19 anos. Ele tinha 41", relatou.
Com o passar dos dias, Kaline afirma que descobriu que o companheiro mantinha relacionamentos simultâneos com pelo menos quatro mulheres em diferentes momentos.
As conversas entre elas revelaram histórias semelhantes e mostraram que ele costumava inventar compromissos profissionais e viagens para justificar suas ausências.
"A pessoa que morreu não era quem eu conhecia"
As revelações transformaram completamente o processo de luto vivido por Kaline. Ela conta que precisou ressignificar a imagem que tinha do companheiro e enfrentar sentimentos contraditórios.
"A pessoa que morreu não era a pessoa que eu conhecia", afirmou.
Em outro relato, disse ter sentido alívio ao perceber que não seria mais monitorada pelo parceiro. "Quando ele morreu, senti certo alívio, porque não teria mais o controle parental no meu celular e nem haveria mais perseguições. Depois me senti culpada por pensar assim”, confessou;
Kaline retomou a terapia e afirma que passou a compreender melhor a dinâmica de manipulação vivida ao longo dos anos.
Segundo ela, hoje o foco está em reconstruir sua autoestima e entender por que permaneceu tanto tempo em um relacionamento marcado por controle, mentiras e dependência emocional.
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"Aos poucos entendi que aquela pessoa com quem me relacionei, de fato, não existe mais", concluiu.
