CICLONE

Ciclone, tufão, furacão: qual a diferença entre os tipos de tempestade

Embora pareçam sinônimos, os termos indicam fenômenos com características e locais de formação diferentes

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A aproximação de um ciclone na costa brasileira acende um alerta e desperta uma dúvida comum: qual a diferença entre ciclone, tufão e furacão? A resposta é mais simples do que parece. Todos são o mesmo fenômeno meteorológico, uma tempestade tropical giratória e intensa. O que muda é apenas o nome, definido pela localização geográfica onde ela se forma.

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Essas grandes tempestades nascem sobre águas quentes e tropicais, ganhando força a partir da umidade e do calor. A rotação da Terra faz com que elas girem, criando o característico "olho" no centro. Por conta do Efeito de Coriolis, esses sistemas giram em sentido anti-horário no Hemisfério Norte e em sentido horário no Hemisfério Sul. A nomenclatura varia conforme a bacia oceânica onde o sistema se desenvolve.

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A geografia é a chave

A regra para nomear a tempestade é bastante clara e dividida por oceanos e regiões. Entender essa divisão é o principal passo para não confundir mais os termos. Basicamente, a organização é a seguinte:

  • Furacão: usado para tempestades que se formam no Oceano Atlântico Norte, no Mar do Caribe, no Golfo do México e no leste do Oceano Pacífico Norte.

  • Tufão: é o nome dado aos ciclones tropicais que surgem no Oceano Pacífico Noroeste, afetando principalmente a Ásia.

  • Ciclone: termo utilizado especificamente para os fenômenos que ocorrem no Oceano Índico e no Oceano Pacífico Sul, perto da Austrália e da Oceania.

Além da localização, a intensidade do vento também é um fator crucial. Para ser classificado como furacão, tufão ou ciclone, o sistema precisa ter ventos sustentados de, no mínimo, 119 km/h. Abaixo dessa velocidade, o sistema passa por estágios progressivos: primeiro é classificado como depressão tropical e, ao ganhar força, torna-se uma tempestade tropical.

E no Brasil?

O Oceano Atlântico Sul, que banha a costa brasileira, raramente gera ciclones tropicais com a intensidade de um furacão, devido a fatores como temperaturas da água ligeiramente mais frias e padrões de vento desfavoráveis. O que vemos com mais frequência no país são os chamados ciclones extratropicais e subtropicais.

Esses sistemas se formam em latitudes mais altas, associados a frentes frias, e possuem uma estrutura diferente dos furacões. Um evento histórico notável, no entanto, foi o Ciclone Catarina, em 2004, o único ciclone tropical registrado no Atlântico Sul com força equivalente a um furacão de categoria 1, que atingiu a costa de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul.

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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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