Brasil

Como as mudanças climáticas tornam os ciclones mais comuns no Brasil

O país tem registrado esses fenômenos com mais frequência; entenda a relação do aquecimento global com a intensidade das tempestades

Publicidade
Carregando...

Ciclones, antes considerados eventos raros no Brasil, estão se tornando um alerta cada vez mais comum no noticiário, principalmente na região Sul do país. O aumento da frequência e da intensidade desses fenômenos tem uma explicação direta: o aquecimento dos oceanos, uma consequência direta das mudanças climáticas globais.

Fique por dentro das notícias que importam para você!

SIGA O ESTADO DE MINAS NO Google Discover Icon Google Discover SIGA O EM NO Google Discover Icon Google Discover

A relação entre a temperatura do mar e a formação de ciclones é direta. Oceanos mais quentes fornecem a energia necessária, funcionando como combustível para que essas tempestades se formem e se fortaleçam. O Oceano Atlântico Sul, que banha a costa brasileira, vem registrando temperaturas persistentemente acima da média histórica.

Leia Mais

Essa energia extra não apenas facilita o surgimento de mais ciclones, mas também permite que eles se intensifiquem de forma mais rápida e próxima do continente. Outro fator que contribui para esse cenário é a redução do gelo marinho na Antártica, que altera padrões de vento e pressão atmosférica. O resultado são sistemas meteorológicos com ventos mais fortes e com maior capacidade de carregar umidade.

Mais chuva e maior destruição

O principal impacto de ciclones mais potentes é o volume de chuva que eles conseguem despejar sobre uma área em um curto período. Tempestades que antes trariam chuvas moderadas agora provocam precipitações torrenciais, causando inundações severas, deslizamentos de terra e enchentes relâmpago.

O que se observa é uma mudança de padrão. Fenômenos que antes ocorriam com um intervalo de décadas agora ameaçam se tornar anuais, como mostram os quatro ciclones que atingiram o Sul apenas nos primeiros meses de 2026. Essa tendência exige uma nova postura de governos e da população, pois a infraestrutura de muitas cidades brasileiras ainda não está preparada para lidar com eventos climáticos dessa magnitude.

Para entender a mudança, vale observar o histórico. O Brasil registrou seu primeiro furacão, o Catarina, apenas em 2004. Desde então, a ocorrência de ciclones extratropicais e subtropicais com características destrutivas se tornou mais recorrente, afetando diretamente a vida de milhões de pessoas.

Diante deste cenário, a adaptação das cidades e o aprimoramento dos sistemas de alerta meteorológico se tornam ferramentas essenciais. Um estudo apresentado na COP30, em 2025, revelou que os desastres causados por ciclones no país aumentaram 19 vezes nas últimas décadas, reforçando a urgência de medidas para proteger vidas e reduzir os prejuízos materiais.

Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia

Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

Acesse o Clube do Assinante

Clique aqui para finalizar a ativação.

Acesse sua conta

Se você já possui cadastro no Estado de Minas, informe e-mail/matrícula e senha. Se ainda não tem,

Informe seus dados para criar uma conta:

Digite seu e-mail da conta para enviarmos os passos para a recuperação de senha:

Faça a sua assinatura

Estado de Minas

Estado de Minas

de R$ 9,90 por apenas

R$ 1,90

nos 2 primeiros meses

Aproveite o melhor do Estado de Minas: conteúdos exclusivos, colunistas renomados e muitos benefícios para você

Assine agora
overflay