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Fuligem do incêndio faz mal à saúde? Veja riscos e como se proteger

Fumaça que tomou conta do céu de BH no domingo trouxe riscos à saúde; entenda os perigos e os cuidados necessários

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A fuligem e a fumaça geradas pelo incêndio de grandes proporções que atingiu uma garagem de ônibus no bairro Dom Cabral, em Belo Horizonte, no domingo (7), representaram um risco real para a saúde da população. Embora o fogo já tenha sido controlado, quem foi exposto à inalação dessas partículas pode sofrer desde irritações simples até o agravamento de quadros respiratórios.

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O incêndio, que destruiu 27 ônibus da Viação Anchieta, foi controlado pelo Corpo de Bombeiros ainda no domingo. A fumaça densa foi vista de vários pontos da cidade, mas, segundo as autoridades, não houve vítimas, e a operação do transporte coletivo na região já foi normalizada.

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O perigo está na composição do material que se espalha pelo ar. A fumaça proveniente da queima de pneus, plásticos, estofados e combustíveis libera uma mistura de gases tóxicos e partículas finas. Esses resíduos, quando inalados, conseguem penetrar profundamente nos pulmões e podem até mesmo entrar na corrente sanguínea.

Essa exposição afeta o sistema respiratório de forma imediata, desencadeando processos inflamatórios. O resultado pode ser a sensação de falta de ar, chiado no peito e um aumento na produção de muco, como uma tentativa do corpo de se defender.

Quem corre mais risco?

Embora a exposição seja prejudicial para todos, alguns grupos são considerados mais vulneráveis aos efeitos da poluição gerada pelo incêndio. Entre eles estão crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças respiratórias preexistentes, como asma, bronquite crônica ou doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC).

Para esses indivíduos, o contato com a fuligem pode desencadear crises agudas, exigindo atenção médica imediata. Por isso, a recomendação é redobrar os cuidados durante eventos com alta poluição do ar.

Como se proteger da fuligem

Medidas simples podem reduzir significativamente os riscos em situações como essa. Adotar práticas de prevenção é fundamental para proteger a saúde caso um evento semelhante ocorra. Veja as principais recomendações:

  • Mantenha o ambiente fechado: feche portas e janelas para evitar que a fumaça e as partículas entrem em casa ou no trabalho.

  • Use purificadores de ar: se possível, utilize aparelhos de ar-condicionado no modo de recirculação ou purificadores com filtros HEPA, que são eficazes na remoção de partículas finas.

  • Evite atividades físicas ao ar livre: praticar exercícios aumenta a frequência respiratória, o que leva a uma maior inalação de poluentes. Adie a corrida ou a caminhada.

  • Utilize máscaras de proteção: se precisar sair, opte por máscaras do tipo PFF2 ou N95, que oferecem uma barreira mais eficiente contra as partículas finas.

  • Hidrate-se bem: beber bastante água ajuda a manter as vias respiratórias hidratadas e auxilia o corpo a eliminar toxinas.

Sintomas que exigem atenção

É importante observar os sinais que o corpo apresenta, especialmente para quem esteve em áreas afetadas pela fumaça no domingo. Fique atento a:

  • Irritação nos olhos, nariz e garganta.

  • Tosse seca e persistente.

  • Falta de ar ou dificuldade para respirar.

  • Dor de cabeça, náuseas e tontura.

  • Piora de quadros de asma ou bronquite.

Caso os sintomas sejam intensos, persistam por muitas horas ou se agravem, a recomendação é procurar atendimento médico para uma avaliação adequada.

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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, under supervisão editorial humana.

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