Como a tecnologia ajuda a prever erupções de um vulcão e salvar vidas
Satélites, sismógrafos e drones: conheça as ferramentas que cientistas usam para monitorar a atividade vulcânica e emitir alertas com antecedência
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A intensa atividade de vulcões em várias partes do mundo, como as recentes erupções do Kilauea, no Havaí, em 2026, desperta uma mistura de fascínio e preocupação. Por trás das imagens impressionantes de lava e cinzas, existe uma ciência dedicada a antecipar esses eventos. Hoje, um conjunto de tecnologias avançadas permite monitorar os gigantes adormecidos e emitir alertas que podem salvar milhares de vidas.
O trabalho de vigilância vulcânica é um quebra-cabeça complexo, onde cada peça de informação é crucial. Cientistas não se baseiam em um único sinal, mas na combinação de dados coletados por diferentes ferramentas, que analisam o vulcão por dentro e por fora.
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Do espaço à terra: os principais instrumentos
Para entender o que acontece sob a superfície, os sismógrafos são essenciais. Instalados ao redor do vulcão, eles captam os menores tremores de terra. Esses microssismos, muitas vezes imperceptíveis para nós, podem indicar que o magma está se movendo e subindo em direção à cratera.
Do alto, os satélites oferecem uma visão privilegiada. Eles usam GPS de alta precisão e radares para detectar deformações no solo. Um inchaço de poucos centímetros na superfície da montanha pode significar que uma câmara de magma subterrânea está se enchendo. Além disso, sensores orbitais medem gases, como o dióxido de enxofre (SO2), e anomalias de calor, sinais claros de atividade magmática.
Quando a proximidade é um risco, os drones entram em ação. Esses veículos aéreos não tripulados podem sobrevoar a cratera para coletar amostras de gases e cinzas, além de gerar mapas 3D de alta resolução. As informações coletadas ajudam a entender a composição do magma e a dinâmica da possível erupção.
A análise química dos gases que escapam por fissuras, conhecidas como fumarolas, também fornece pistas valiosas. Um aumento na concentração de certos gases é um forte indicativo de que o magma está mais próximo da superfície.
Um dos exemplos mais emblemáticos do sucesso dessa abordagem foi a erupção do Monte Pinatubo, nas Filipinas, em 1991. Graças ao monitoramento intensivo de sismos e emissões de gases, cientistas conseguiram prever a magnitude do evento, permitindo a evacuação de mais de 60 mil pessoas e salvando inúmeras vidas.
Nenhuma dessas tecnologias funciona de forma isolada. O verdadeiro avanço está na integração de todos esses dados em modelos computacionais. Softwares processam as informações em tempo real para identificar padrões e calcular a probabilidade de uma erupção. Essa abordagem transforma a vigilância em uma ferramenta de prevenção, dando às autoridades o tempo necessário para planejar evacuações e proteger as comunidades em risco.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.