Como cientistas estudam o núcleo da Terra a 5.000 km de profundidade
Se ninguém nunca foi até lá, como sabemos do que ele é feito? Conheça os métodos indiretos, como a análise de terremotos e meteoritos, usados na pesquisa
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O centro da Terra, localizado a mais de 5.000 quilômetros sob nossos pés, é um ambiente de pressão e temperatura extremas, completamente inacessível à exploração direta. Ainda assim, cientistas conseguem descrevê-lo com detalhes surpreendentes. Descobertas recentes, que sugerem uma possível desaceleração na rotação do núcleo interno, só foram possíveis graças a métodos indiretos que transformam o próprio planeta em um laboratório.
Para desvendar os segredos do núcleo, a geofísica utiliza principalmente as ondas sísmicas geradas por terremotos. Esses tremores liberam uma energia imensa que viaja por todo o interior da Terra. Ao monitorar como essas ondas se comportam em sismógrafos espalhados pelo globo, os pesquisadores conseguem mapear as diferentes camadas do planeta.
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Funciona de forma semelhante a um ultrassom. As ondas mudam de velocidade e direção ao passar por materiais de diferentes densidades e estados, como sólido ou líquido. A análise desses desvios revelou a existência de um núcleo externo líquido, composto principalmente de ferro e níquel, e um núcleo interno sólido, com uma composição similar.
Pistas que vêm do espaço
Outra fonte valiosa de informação são os meteoritos. Muitos deles são fragmentos de núcleos de protoplanetas que se formaram na mesma época que a Terra, mas que foram destruídos em colisões cósmicas. Ao estudar os meteoritos metálicos, ricos em ferro e níquel, os cientistas têm uma amostra direta do tipo de material que provavelmente compõe o nosso núcleo.
A combinação desses dados permite construir um modelo robusto do interior terrestre. O estudo do campo magnético do planeta também oferece pistas, já que ele é gerado pelo movimento do metal líquido no núcleo externo. Qualquer alteração nesse campo pode indicar mudanças na dinâmica do centro da Terra.
É juntando essas peças do quebra-cabeça, das ondas sísmicas aos mensageiros do espaço, que a ciência consegue "enxergar" o que acontece nas profundezas do nosso mundo e entender como esses fenômenos afetam a vida aqui na superfície.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.