Jogos indies do Brasil foram destaque em pavilhão na gamescom 2026
Com 78 estúdios, delegação brasileira estreia espaço para o público e coloca a produção nacional em uma nova vitrine internacional na Alemanha
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A indústria brasileira de games marcou presença na gamescom 2026 com uma delegação de 78 estúdios e empresas. O evento, realizado em Colônia, na Alemanha, entre 26 e 30 de agosto, contou pela primeira vez com o Brazilian Indie Pavilion, um espaço exclusivo para apresentar jogos independentes do Brasil ao público.
A iniciativa é do projeto Brazil Games, uma parceria entre a Abragames (Associação Brasileira das Desenvolvedoras de Games) e a ApexBrasil. A gamescom 2026 recebeu 368 mil visitantes de 131 países, consolidando-se como a edição mais internacional de sua história.
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A participação brasileira se dividiu em duas frentes. Uma focou em reuniões de negócios e networking com investidores e publishers. A outra, com a estreia do pavilhão, permitiu que visitantes e imprensa internacional conhecessem e experimentassem os jogos nacionais na área B2C da feira.
O estande reuniu 35 títulos brasileiros. A mudança na estratégia mostra que o Brasil não foi ao evento apenas para negociar, mas também para exibir seus jogos, permitindo contato direto entre o público e os desenvolvedores.
Jogos brasileiros ganham vitrine internacional
Entre os 35 jogos expostos no pavilhão, 15 receberam mentoria do CRIE Games, um programa do Sebrae-SP. A seleção também incluiu os 11 finalistas do Prêmio Brasil Tá Pra Game, uma iniciativa da Embratur e da Abragames para promover a cultura brasileira em jogos digitais.
O grande vencedor do prêmio, anunciado durante a feira, foi "Lunar Axe", da OPS Game Studio. O jogo de aventura, ambientado no Centro Histórico de São Luís (MA), recebeu R$ 70 mil. Em segundo lugar, com R$ 50 mil, ficou "Hell Clock", um RPG de ação que utiliza a Guerra de Canudos em sua narrativa.
Completam a lista de premiados:
3º lugar: "Hit It Back", da Sue the Real, com R$ 40 mil.
4º lugar: "Capote", da Luski Game Studio/CriticalLeap.
Ao todo, os quatro projetos dividiram R$ 190 mil. A premiação destaca como referências culturais brasileiras podem ser transformadas em experiências interativas para o público global.
Uma indústria que busca mercado fora do Brasil
A presença em eventos como a gamescom é fundamental para estúdios independentes encontrarem publishers e investidores. "A gamescom Alemanha é o maior evento de games do mundo. É uma grande oportunidade para estúdios de games brasileiros", afirma Martha Lopes, gestora de games do Sebrae-SP.
Segundo Patricia Sato, gerente executiva do Brazil Games, a participação fortalece a imagem do país como produtor de jogos digitais. A estratégia visa acelerar a internacionalização das empresas e ampliar as oportunidades de crescimento para o setor: "Buscamos oferecer aos estúdios brasileiros parceiros um acesso aos principais centros de decisão da indústria mundial e, assim, fortalecer a imagem do país, acelerando o processo de internacionalização dessas empresas e ampliando as oportunidades de crescimento para o setor", pontua.
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A delegação brasileira também recebeu apoio do programa CreativeSP, do Sebrae Nacional e da AdeSampa, reforçando a presença de diferentes regiões e perfis da indústria nacional no mercado global.