A onda de golpes digitais continua a crescer no Brasil em 2026, com criminosos aprimorando táticas para enganar vítimas desatentas. Segundo o relatório "O Estado dos Golpes no Brasil 2026", da Global Anti-Scam Alliance (GASA), o país Brasil registrou cerca de 34 bilhões de tentativas de golpes digitais entre março de 2025 e fevereiro de 2026.

Fraudes que envolvem o PIX, clonagem de contas e falsas promoções estão entre as mais relatadas, causando não apenas prejuízos financeiros, mas também um significativo impacto na saúde mental de 76% das vítimas. Conhecer o funcionamento desses sete esquemas é o primeiro passo para se proteger.

Quais são os golpes digitais mais aplicados no Brasil

  1. Golpe do falso PIX

    Nesta fraude, criminosos enviam um comprovante de transferência PIX falso ou usam a função de agendamento para enganar a vítima. O golpista "paga" por um produto, mostra o comprovante adulterado ou o agendamento, que é cancelado em seguida, e leva a mercadoria sem efetuar o pagamento real.

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    Como se proteger: sempre verifique o extrato da sua conta bancária para confirmar o recebimento do dinheiro antes de entregar qualquer produto ou finalizar um serviço.

  2. Clonagem de WhatsApp

    Líder entre os canais de fraude, o WhatsApp foi a porta de entrada para as vítimas de golpes no país em 2026. Na tática mais comum, os golpistas conseguem acesso à conta da vítima e, se passando por ela, pedem dinheiro emprestado a amigos e familiares. Para obter o acesso, enganam o usuário para que ele forneça o código de verificação de seis dígitos enviado por SMS.

    Como se proteger: ative a "verificação em duas etapas" nas configurações do aplicativo e nunca compartilhe o código de verificação com terceiros.

  3. Phishing por e-mail ou SMS

    Phishing é uma técnica que usa links maliciosos enviados por e-mail, SMS ou mensagens para roubar dados pessoais e bancários, por meio de ideias variadas: falsas promoções, atualizações de cadastro bancário, supostas dívidas ou notificação sobre entrega de encomendas.

    Como se proteger: desconfie de links suspeitos, verifique sempre o remetente e nunca insira seus dados em páginas que não pareçam seguras ou oficiais.

  4. Golpe da falsa central de atendimento

    A vítima recebe uma ligação de alguém que se passa por funcionário do banco, informando sobre uma suposta transação suspeita. Para "cancelar" a operação, o falso atendente solicita senhas, dados do cartão ou a instalação de um aplicativo que dá acesso remoto ao celular do usuário.

    Como se proteger: bancos nunca ligam para pedir senhas ou solicitar a instalação de aplicativos. Desligue a chamada e entre em contato com seu banco pelos canais oficiais.

  5. Falso empréstimo consignado

    Criminosos contatam aposentados e servidores públicos oferecendo condições vantajosas para empréstimos. Para liberar o crédito, eles exigem um depósito antecipado, alegando ser para cobrir taxas administrativas. Após o pagamento, o golpista desaparece.

    Como se proteger: instituições financeiras sérias não pedem depósito antecipado para liberar crédito. Pesquise a reputação da empresa antes de fechar negócio.

  6. Leilões online fraudulentos

    Sites falsos que imitam portais de leilões oficiais são criados para atrair vítimas com ofertas de veículos e outros bens por preços muito abaixo do mercado. O interessado faz o lance, "vence", deposita o valor e nunca recebe o produto.

    Como se proteger: verifique se o site do leiloeiro é oficial e registrado na Junta Comercial. Desconfie de preços baixos demais e não faça pagamentos para contas de pessoas físicas.

  7. Perfil falso em redes sociais

    Neste esquema, os golpistas criam perfis falsos em redes como Instagram e Facebook, usando fotos e informações de uma pessoa real. Em seguida, anunciam produtos com preços atraentes. A vítima paga pelo item, mas nunca o recebe.

    Como se proteger: compre apenas de perfis comerciais verificados ou com boa reputação. Desconfie de ofertas muito vantajosas e de contas recém-criadas com poucas interações.

Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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*Estagiária sob supervisão do editor João Renato Faria

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