Golpe do Pix: conheça as 7 fraudes mais comuns e como se proteger
Com a popularização do sistema, os golpes ficam mais sofisticados; especialistas em segurança digital ensinam a identificar as armadilhas
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O Pix se consolidou como o meio de pagamento preferido dos brasileiros, movimentando trilhões de reais anualmente. Essa popularidade, no entanto, atraiu a atenção de criminosos, que desenvolvem táticas cada vez mais elaboradas para enganar usuários e roubar dinheiro. Dados recentes indicam que cerca de 28 milhões de brasileiros foram vítimas de golpes envolvendo o Pix em 2025. Conhecer as principais armadilhas é fundamental para não se tornar a próxima vítima.
As fraudes exploram principalmente a engenharia social, técnica que manipula a vítima para que ela mesma realize a transferência ou forneça dados sensíveis. O senso de urgência, a promessa de vantagem financeira ou o medo de ter a conta bloqueada são os gatilhos mais comuns utilizados pelos golpistas. Em 2026, essas abordagens estão ainda mais sofisticadas com o uso de inteligência artificial e deepfakes, que criam narrativas personalizadas e muito mais convincentes.
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As 7 fraudes mais comuns com o Pix
Entender como os criminosos agem é o primeiro passo para se proteger. Abaixo, listamos os golpes mais recorrentes aplicados atualmente no Brasil, para que você possa identificá-los e evitar prejuízos financeiros.
1. Parente ou amigo em apuros: o golpista clona ou cria um perfil falso de WhatsApp com a foto de um contato seu. Em seguida, envia uma mensagem pedindo uma transferência urgente via Pix, alegando alguma emergência, como um problema com o aplicativo do banco ou um acidente de carro.
2. Falsa central de atendimento: a vítima recebe uma ligação ou mensagem de alguém que se passa por funcionário do banco. O criminoso afirma haver um problema na conta ou uma transação suspeita e instrui a pessoa a fazer um Pix de "teste" para regularizar a situação ou a fornecer senhas e códigos de segurança.
3. O "bug" do Pix: mensagens fraudulentas se espalham por redes sociais e aplicativos de mensagens prometendo que, ao enviar um valor para uma chave aleatória específica, o sistema do Pix apresentará um "bug" e devolverá o dobro ou o triplo do dinheiro. Trata-se de uma isca para que a vítima envie dinheiro diretamente ao golpista.
4. QR Code falso: em sites de vendas falsos, campanhas de doação ou até mesmo em estabelecimentos físicos, os criminosos trocam o QR Code verdadeiro por um adulterado. Quando a vítima escaneia o código para pagar, o dinheiro é direcionado para a conta do fraudador sem que ela perceba a troca do destinatário.
5. Roubo de celular: com o aparelho desbloqueado em mãos, os bandidos acessam os aplicativos de bancos e realizam transferências via Pix para contas de laranjas, esvaziando o saldo disponível e utilizando limites de crédito.
6. Golpe do Pix errado: o criminoso transfere um valor para a vítima e, em seguida, entra em contato alegando um engano e pedindo a devolução para uma chave Pix diferente. Após a vítima devolver o dinheiro, o golpista aciona o Mecanismo Especial de Devolução (MED) junto ao seu banco, alegando ter sido vítima de uma fraude na transação original. Com isso, o banco da vítima bloqueia o valor, resultando em um prejuízo duplo.
7. Comprovante falso ou Pix agendado: comum contra vendedores e prestadores de serviço, o golpista envia um comprovante de pagamento falso ou de um Pix agendado para uma data futura. Confiando no documento, o vendedor entrega o produto ou realiza o serviço, mas o dinheiro nunca entra na conta.
Como se proteger dos golpes
Apesar da sofisticação das táticas, algumas medidas simples reduzem drasticamente o risco de cair em golpes. A principal ferramenta de defesa é a desconfiança, aliada à atenção aos detalhes. Lembre-se que um senso de urgência excessivo é quase sempre um sinal de alerta.
Confirme a identidade: recebeu um pedido de dinheiro de um conhecido? Ligue para a pessoa pelo número que você tem salvo em sua agenda para confirmar a história. Nunca confie apenas em mensagens de texto.
Use canais oficiais: seu banco nunca ligará para pedir senhas, tokens ou a realização de uma transferência para "testes" ou "cancelamentos". Na dúvida, desligue e entre em contato com a instituição por meio dos canais oficiais informados no verso do seu cartão.
Verifique o destinatário: antes de confirmar qualquer pagamento via Pix, especialmente com QR Code, confira com atenção o nome completo, o CPF e a instituição de quem receberá o valor. Se algo parecer estranho, cancele a operação.
Proteja seu celular: utilize senhas fortes, biometria e reconhecimento facial para desbloquear o aparelho e os aplicativos bancários. Ferramentas que criam pastas seguras ou ocultam apps financeiros também são recomendadas.
Use os mecanismos de devolução: caso receba um Pix por engano, utilize a função "Devolver Valor" disponível no seu aplicativo. Além disso, saiba que o Banco Central aprimorou o Mecanismo Especial de Devolução (MED) em 2026, permitindo um rastreamento mais eficaz do dinheiro em casos de fraude. Acione seu banco imediatamente se for vítima.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.