A fertilização in vitro (FIV) continuará a ser o procedimento de reprodução humana assistida mais comum e eficaz em 2026, representando uma chance para pessoas com dificuldades para engravidar.
A técnica, que consiste na fertilização do óvulo pelo espermatozoide em ambiente laboratorial para posterior transferência ao útero, evoluiu ao longo dos anos, tornando-se mais segura e com taxas de sucesso crescentes. Segundo Alfonso Massaguer, especialista em reprodução humana da Clínica Mãe, “a jornada da FIV é um processo de esperança e ciência caminhando juntas”.
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Meticulosamente, o tratamento é dividido em quatro etapas principais, que visam otimizar as chances de uma gravidez bem-sucedida. “Cada etapa é cuidadosamente planejada e executada para oferecer aos nossos pacientes a melhor oportunidade possível de realizar o sonho de construir uma família. A tecnologia avançou, mas o cuidado humanizado e individualizado continua sendo o pilar do nosso trabalho”, pontua Alfonso.
As etapas da Fertilização In Vitro
De acordo com o médico, o processo de FIV é complexo e envolve uma sequência de fases bem definidas, desde a preparação do corpo da mulher até a confirmação da gravidez.
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Indução da ovulação
O tratamento começa com a administração de medicamentos hormonais, geralmente por via subcutânea, para estimular os ovários a produzirem um número maior de óvulos.
Esta fase dura, em média, de nove a 12 dias e é acompanhada de perto por meio de ultrassonografias transvaginais e exames de sangue para monitorar o crescimento dos folículos. Ao final, uma última medicação é aplicada para a maturação final dos óvulos.
Coleta de óvulos e espermatozoides
Após a última medicação, os óvulos são coletados em um procedimento guiado por ultrassom, sob anestesia. Uma agulha de aspiração suga os óvulos, que são imediatamente entregues ao embriologista. No mesmo dia, é realizada a coleta de espermatozoides, geralmente por masturbação. Em casos específicos, podem ser necessários procedimentos cirúrgicos para a obtenção dos gametas masculinos.
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Fertilização em laboratório
Com os gametas em mãos, a fertilização ocorre em laboratório. Existem duas técnicas principais:
- FIV convencional: os espermatozoides fertilizam os óvulos espontaneamente em uma placa de cultura
- Injeção intracitoplasmática de espermatozoides (ICSI): um único espermatozoide é injetado diretamente dentro do óvulo com o auxílio de um microscópio. Com uma alta precisão, está é a técnica mais utilizada atualmente
Transferência embrionária
Após a fertilização, os embriões se desenvolvem em uma incubadora. A transferência para o útero é um procedimento simples e geralmente indolor, guiado por ultrassom abdominal. Um cateter fino é usado para depositar o(s) embrião(ões) na cavidade uterina. Após a transferência, um exame de sangue (beta-HCG) é realizado para confirmar a gravidez.
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“A FIV não é apenas uma técnica, é um conjunto de possibilidades. O avanço contínuo dos protocolos e da tecnologia laboratorial nos permite personalizar cada vez mais o tratamento, aumentando as taxas de sucesso e a segurança para os pacientes”, afirma o especialista.
