GORDURA ABDOMINAL

Barriga grande é sinal de gordura no fígado? Entenda a relação

A gordura visceral libera substâncias inflamatórias e favorece a resistência à insulina, dois fatores centrais no desenvolvimento da esteatose hepática

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A presença de uma barriga mais volumosa vai muito além de uma questão estética. Em muitos casos, ela pode ser um sinal de alerta para problemas metabólicos, incluindo a esteatose hepática, conhecida popularmente como gordura no fígado. Mas será que toda barriga grande indica que o fígado está comprometido?

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Segundo o endocrinologista e nutrólogo Vagner Chiapetti, a relação existe, mas precisa ser bem compreendida. “A gordura abdominal, especialmente a gordura visceral, é metabolicamente ativa e está diretamente associada ao acúmulo de gordura no fígado. Por isso, uma barriga aumentada pode, sim, ser um indicativo de risco”, explica.

Diferentemente da gordura subcutânea, aquela que fica logo abaixo da pele, a gordura visceral se acumula profundamente no abdômen, ao redor dos órgãos. “Essa gordura libera substâncias inflamatórias e favorece a resistência à insulina, dois fatores centrais no desenvolvimento da esteatose hepática”, afirma o médico.

Por esse motivo, pessoas com circunferência abdominal aumentada apresentam maior risco de desenvolver não apenas gordura no fígado, mas também diabetes tipo 2, hipertensão e doenças cardiovasculares.

Apesar da associação, o especialista ressalta que nem toda pessoa com abdômen aumentado tem gordura no fígado. “Existem diferenças individuais, genéticas e hormonais. Além disso, fatores como consumo excessivo de álcool, alimentação rica em ultraprocessados e sedentarismo também influenciam diretamente o fígado, independentemente do tamanho da barriga”, explica.

Por isso, o diagnóstico da esteatose não deve ser feito apenas pela aparência física. “Exames de sangue e de imagem, como ultrassonografia, são fundamentais para confirmar o quadro”, reforça.

Para o endocrinologista, o aumento da gordura abdominal deve ser encarado como um sinal de atenção. “A barriga grande, muitas vezes, é o primeiro aviso visível de que algo no metabolismo não está indo bem. Ignorar esse sinal pode permitir que a esteatose avance silenciosamente”, alerta.

A boa notícia é que o quadro pode ser revertido, especialmente quando identificado precocemente. “A redução da gordura abdominal, por meio de alimentação equilibrada, atividade física e, quando indicado, tratamento médico, costuma levar também à melhora da gordura no fígado”, comenta o especialista.

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Vagner destaca que o acompanhamento médico é essencial para avaliar riscos e definir a melhor estratégia de tratamento. “Cuidar da saúde metabólica é cuidar do fígado. Pequenas mudanças no estilo de vida já podem trazer grandes benefícios a curto e longo prazo”, afirma.

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