Aos 24, neta de Carlos Alberto de Nóbrega tem câncer de mama; entenda
Jovem revela tipo de câncer de mama que é alimentado pelos hormônios
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A neta do humorista Carlos Alberto de Nóbrega, a influenciadora Bruna Furlan de Nóbrega, disse em suas redes sociais que foi diagnosticada com câncer de mama. A jovem de 24 anos revelou que tem um carcinoma mamário invasivo. “O meu é hormonal, então ele é meio que alimentado pelos meus hormônios... e eu tô, infelizmente, com metástase”, contou. O câncer de mama ainda é muito frequente no Brasil: com exceção dos tumores de pele não melanoma, ele é o tipo mais comum da doença entre as mulheres.
“O câncer de mama é causado quando as células da mama sofrem mutações que as fazem se multiplicar de maneira anormal, formando um tumor. Existem diversos tipos de câncer de mama que variam de intensidade e, por conta de fatores genéticos, a doença evoluirá de formas diferentes”, explica o oncologista Ramon Andrade de Mello, do Centro Médico Paulista High Clinic Brazil (São Paulo) e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Cancerologia. “Chamamos de metástase quando um tumor se espalha para outras partes do corpo”, explica o médico.
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Apesar da complexidade da doença, o médico alerta que a detecção precoce é a chave para o sucesso do tratamento, aumentando consideravelmente as taxas de cura. “Na grande maioria dos casos em que o câncer de mama é diagnosticado precocemente, as chances de cura ultrapassam 90%”, pontua o médico, que acrescenta que a principal estratégia para identificar esse tipo de tumor precocemente é uma combinação do autoexame da mama com a realização regular da mamografia.
“O autoexame é importante para que a mulher conheça a própria mama e consiga perceber alterações suspeitas que podem indicar tumores, como nódulos endurecidos, secreções e alterações na pele, como retração ou aspecto de ‘casca de laranja’. Mas ele não substitui os exames regulares de rastreio, como a mamografia, que é a forma mais eficaz de detecção precoce, pois consegue identificar lesões antes de serem palpáveis, devendo ser realizado anualmente a partir dos 40 anos”, diz Ramon.
A atenção deve ser redobrada por mulheres com maior predisposição a desenvolverem o câncer de mama, que é mais comum após os 50 anos, em pessoas com histórico familiar ou pessoal da doença e com mutações hereditárias em genes específicos. “E embora muitos casos de câncer de mama estejam associados a fatores genéticos e hereditários, o estilo de vida e a alimentação desempenham um importante papel na saúde do corpo e podem aumentar ou diminuir sua suscetibilidade. Por isso, algumas medidas podem ajudar a prevenir o câncer de mama, incluindo: dieta balanceada, rica em frutas e vegetais e evitando alimentos pró-inflamatórios como frituras e gorduras trans; evitar sobrepeso, já que a obesidade está relacionada ao aumento do risco de vários cânceres, incluindo o de mama; atividades físicas regulares, pelo menos uma hora, três dias por semana; evitar ingestão excessiva de bebidas alcoólicas e não fumar”, acrescenta o médico.
Mas, uma vez diagnosticado, o tratamento deve ser iniciado o quanto antes para aumentar as chances de sucesso e conter a progressão do câncer, impedindo que cresça e se espalhe para outros órgãos. “O tratamento é individualizado e indicado caso a caso. No geral, a cirurgia costuma ser a primeira indicação, podendo ser conservadora, quando apenas parte da mama é retirada, ou total, quando há necessidade da retirada completa da mama. Muitas vezes, a cirurgia é combinada com sessões de quimio e radioterapia, seja antes, para diminuir o tamanho do tumor, ou depois, para eliminar possíveis células residuais e reduzir o risco de recidiva”, pontua o especialista.
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Existem ainda tratamentos mais novos voltados para casos específicos. “A hormonioterapia pode ser indicada quando o tumor depende de hormônios para crescer, as terapias-alvo agem em alterações específicas, como o marcador tecidual HER2, e a imunoterapia vem sendo utilizada em casos selecionados, como o câncer de mama triplo-negativo, ajudando o próprio sistema de defesa do corpo a combater a doença”, diz Ramon Andrade de Mello, que ressalta que a escolha deverá ser feito pelo médico de acordo com o diagnóstico, necessidades e características individuais de cada paciente.